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	<title>Clássico &#8211; Atitude Literária</title>
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	<description>Site literário feito para verdadeiros apaixonados por livros e tudo que eles representam.</description>
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	<title>Clássico &#8211; Atitude Literária</title>
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		<title>Razão e Sensibilidade – Jane Austen &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Feb 2024 14:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
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					<description><![CDATA[Caros, leitores! Como vocês já sabem possuo uma relação complicada com a autora Jane Austen,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Caros, leitores! Como vocês já sabem possuo uma relação complicada com a autora Jane Austen, pois existe em mim uma sede de poder ler e conhecer todas as suas obras, ao mesmo tempo em que sua narrativa parece não funcionar muito comigo. Gosto de trazer isto sempre que vou falar sobre ela, porque é importante frisar sua contribuição para com a literatura mundial, é inegável seu talento, a forma como ela retrata a época e toda a ambientação, Jane Austen fala do que viveu, conheceu, presenciou e isso enriquece seus textos e por mais que eu tenha uma “dificuldade” com sua narrativa, isso não quer dizer que irei desistir de lê-la. Seguirei persistindo livro a livro e extraindo o melhor de todos eles. E hoje no caso, vou falar de uma releitura, Razão e Sensibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Razão e Sensibilidade</strong>, mergulha na complexidade das relações familiares, assim como do coração humano, tecendo um intricado enredo que irá abordar as emoções, a sociedade e os romances. A trama desenrola-se no cenário pitoresco do século XVIII, onde as convenções sociais e as expectativas moldavam os destinos das personagens. Em meio a salões opulentos e paisagens campestres, somos apresentados às irmãs Dashwood: <strong>Elinor</strong> e <strong>Marianne</strong> – as protagonistas, sendo Elinor a mais velha e Marianne a do meio, ainda temos <strong>Margaret</strong> que é a irmã mais jovem, porém ela pouco aparece. Enquanto Elinor personifica a racionalidade e a reserva, Marianne é o resumo da sensibilidade e do fervor emocional.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Mas Marianne abominava qualquer tipo de reserva em situações em que nenhuma desgraça concreta pudesse acontecer, e almejar a repressão de sentimentos que eram louváveis parecia-lhe não apenas um esforço desnecessário, mas uma sujeição vergonhosa da razão a opiniões banais e erradas.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A história se desenrola a partir do momento da morte do pai das jovens, que são filhas de um segundo casamento, sendo assim, a herança passa para o meio-irmão das meninas, que fica com absolutamente tudo, incluindo a casa onde elas moram. “Pobres”, elas vão ser acolhidas por um primo da família, em uma casinha mais humilde, tendo essa troca de ambientação e por consequência novas relações interpessoais, é deste novo momento que elas também irão se deparar com seus novos pretendentes. Mas vale aqui um adendo, na época os dotes, o poder aquisitivo ditava os bons casamentos e as boas relações sociais, o que já deixa o alerta, para o peso da nova realidade que elas estão inseridas e nas dificuldades que irão enfrentar por isso.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5115 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141.jpg 1905w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elinor</strong> se apaixona por <strong>Edward</strong>, filho mais velho de uma família rica, com sua reserva e integridade, encarna a virtude rígida que a atrai, entretanto, sua mãe não suporta a ideia de ver seu filho se relacionamento com uma jovem <strong>pobre</strong>. Já <strong>Marianne</strong> se apaixona por <strong>Willoughby</strong>, que mesmo não sendo de uma família tão rica, pertence a uma família de nome e peso, o rapaz personifica o charme e a paixão ardente que seduzem Marianne, levando-a a questionar os limites entre razão e emoção. É como fogo e gasolina, jovens e “inconsequentes”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo da narrativa, <strong>Jane Austen</strong> tece um enredo rico em diálogos perspicazes, ironia sutil e observações penetrantes sobre a natureza humana e a sociedade de sua época. Seja nos salões de baile ou nos bosques silenciosos, cada cena é habilmente construída para revelar as nuances dos relacionamentos entre os personagens, explorando temas universais como amor, decepção, honra, dever e autodescoberta.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;) Às vezes, somos levados pelo que a pessoa diz de si mesma, e muito frequentemente pelo que as outras pessoas dizem dela, sem no darmos tempo para deliberar e julgar.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É muito interessante ver a forma como as irmãs são tratadas como contrastes, só que eu consigo enxergar como tanto a razão como a sensibilidade se misturam, elas não são só uma coisa ou outra, elas são ambas. Elas enfrentam situações paralelas, sem que saibam o que está acontecendo uma com a outra. Elas vão sofrer desilusões, decepções e precisar enfrentar escolhas que as colocarão em caminhos se quer cogitados, devido a suas posições sociais e erros cometidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando dos personagens Elinor é toda discrição e modéstia, busca controlar suas paixões em nome do dever e da <strong>prudência</strong> e as convenções sociais ditam muito do seu comportamento. Já Marianne, é avessa a contenção, mergulha de cabeça nos seus sentimentos, se entrega a intensidade do que quer, <strong>desafiando</strong> as convenções e acaba enfrentando as consequências dos seus impulsos. Não irei falar muito dos pretendentes destas jovens, mas&#8230; não gostei de nenhum dos dois. E quanto ao meio-irmão e sua esposa&#8230; <strong>ODIOSOS</strong>, são detestáveis, é difícil digerir suas escolhas e posicionamentos. E isso é interessante para a história, pois traz mais um traço verossímil de como as coisas realmente eram na época.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5116 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu irei ousar dizer que Razão e Sensibilidade, não é apenas uma história de amor, e muito menos uma história água com açúcar. Mas sim, uma exploração profunda da condição humana e das complexidades do coração. Por meio das jornadas emocionais das irmãs Dashwood, somos lembrados da eterna dança entre razão e emoção, e da busca incessante por um equilíbrio entre essas forças opostas, também somos jogados dentro de uma realidade nua e crua, que não ameniza o sofrimento, os obstáculos enfrentados, deixando claro que nem todos os finais são <strong>felizes,</strong> que alguns são cheios de angústia e lamento, e este para mim, é o ponto alto da história.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Se eu pudesse ao menos saber o que havia no coração dele, tudo seria mais fácil.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Porém, como mencionei no começo, eu tenho um problema com a narrativa da autora, eu não consigo me prender de fato a história, levo dias para concluir a leitura, neste livro em específico, do começo até a metade eu achei lento e difícil, do meio para o fim&#8230; arrastado e chato. Não gostei dos personagens, não gostei do desfecho&#8230; e está tudo bem, porque mesmo não gostando, eu sou capaz de ver os pontos positivos e entender por que ele é considerado uma grande obra atemporal, e seguirei lendo suas obras.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, sim eu deixo aqui fortemente a indicação de leitura. Já falei isso outras vezes e volto a repetir, a única forma de saber se você gosta ou não de um livro, é lendo. Aqui eu compartilho a minha experiencia, a sua pode ser completamente diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de concluir, preciso dizer o quanto está linda a edição da Faro Editorial, que diagramação maravilhosa, com algumas notas de rodapé, cores nas repartições de capítulos, realmente está um charme. Eu amei.</p>
<blockquote><p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-5062 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-200x300.png" alt="" width="200" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-200x300.png 200w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-682x1024.png 682w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-768x1153.png 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1023x1536.png 1023w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1364x2048.png 1364w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1170x1756.png 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-585x878.png 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade.png 1690w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RAZÃO E SENSIBILIDADE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em>Considerado um dos maiores romances de Jane Austen, Razão e Sensibilidade acompanha a vida das irmãs Elinor e Marianne Dashwood enquanto passam por turbulências em busca da felicidade amorosa. Com sarcasmo mordaz e inteligência profunda, entre peripécias, desencontros e revelações, a obra retrata a verdadeira revolução social ocasionada pela mudança para a realização do casamento por amor. Há em Razão e Sensibilidade uma história de amor que, num primeiro momento, parece trivial, mas quando a penetramos profundamente, encontramos uma narrativa sobre maturidade, crescimento pessoal, honra e compromisso, na qual vencem o cultivo do caráter, a sinceridade de propósitos, a paciência, a generosidade e a persistência; e o amor surge como consequência do desenvolvimento da personalidade pelos valores elevados e da síntese entre razão e sensibilidade. Trata-se de uma obra que permanece atual, especialmente numa época como a nossa, em que a insensibilidade assumiu o poder, e a razão é capaz de assumir, muitas vezes, uma voz cínica ou moralista.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Clássico, romance | <strong>Jane Austen</strong> | <strong>Faro Editorial</strong> | 2024 | 1ª Edição | 288 páginas | Tradução: Clarissa Growoski | Classificação indicativa: 12+| Cortesia | Minha avaliação: 3/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/razao-e-sensibilidade-464ed122358229.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/48AcHYt" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Jane Eyre – Charlotte Brontë &#124; Principis</title>
		<link>https://atitudeliteraria.com.br/2024/01/08/jane-eyre-charlotte-bronte-principis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 23:34:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Eyre]]></category>
		<category><![CDATA[Romance de Formação]]></category>
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					<description><![CDATA[* Resenha postada originalmente no blog Estante Diagonal, no qual sou colaboradora. Jane é órfã,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>* Resenha postada originalmente no blog <a href="https://www.estantediagonal.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Estante Diagonal</a>, no qual sou colaboradora.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jane</strong> é órfã, seu pai era um sacristão, que se casou com a filha de um homem rico, um relacionamento que não foi bem aceito, ambos faleceram cedo, deixando a jovem sozinha no mundo. Um irmão de sua mãe, que a tinha em alta estima, adota Jane e passa a tratá-la como se fosse sua filha, só que ele também acaba falecendo, e Jane fica aos cuidados da esposa dele, que ao contrário do marido, não gosta da garotinha e a trata muito mal, sempre a lembrando que ela mora ali de favor, que não é bem-vinda e junto com seus três filhos mimados, não perde uma oportunidade de humilhá-la e maltratá-la. Aos dez anos, Jane já não aguenta mais ser alvo de tamanho terror, ela entende sua posição dentro da casa, tem consciência de quem é, mas não consegue se controlar em meio a uma situação ruim, e desabafa, tem uma crise e desconta justamente em sua tia, que aguardava apenas uma oportunidade para se livrar dela. Enviada para uma instituição de caridade, Jane continua a enfrentar muitos problemas, ela já chega tida como uma criança malcriada, incontrolável, o que faz com que a vigiem de perto, e crie distanciamento das demais crianças, até que uma professora reconhece seu esforço e a torna sua protegida. O local é paupérrimo, com acomodações precárias, comida escassa, as meninas que ali moram, passam fome e frio constantemente, e precisam conviver com regras rígidas. E é justamente por toda essa situação, que um surto de febre tifoide acomete o lugar, matando muitas das meninas, Jane sobrevive, consegue se formar na instituição, e por dois anos ali leciona. Já com seus dezoitos anos, e algumas circunstâncias, ela sente que é hora de deixar o local, de buscar melhorias e publica um anúncio oferecendo seus serviços como preceptora, ela possui qualificações para isso, mas ainda assim, segue desacreditada quanto a possibilidade de arrumar uma nova ocupação, para sua surpresa, o anúncio é respondido, e sem pestanejar ela aceita o emprego a ela oferecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Jane reuni seus parcos pertences e ruma para a casa a qual foi contratada no norte da Inglaterra, ali ela é muito bem recebida, o que a surpreende e encanta, Jane irá cuidar de Adele, uma garotinha francesa, esperta e dócil. Seu novo lar é acolhedor, e não demora para que ela passe a gostar e desfrutar de sua nova posição e é somente algum tempo depois que Jane se dá conta de que o dono da casa não está presente e ao que tudo indica, Adele é apenas sua protegida e não filha. <strong>Sr. Rochester</strong> é uma figura peculiar, que passa alguns dias em sua propriedade e meses longe, é um homem descrito como sendo de pouca beleza, porém muito inteligente, firme e que assim como sua casa, oculta alguns segredos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) De modo geral é esperado das mulheres que sejam muito calmas, quietas, mas elas se sentem exatamente iguais aos homens; precisam exercitar suas faculdades, precisam de um campo para seus esforços, tanto quanto seus irmãos. Sofrem restrições rígidas demais, são submetidas à estagnação absoluta, e é uma estreiteza de mente achar que isto está certo, que elas devem se limitar a fazer pudins, tricotar meias, tocar piano e bordar sacolas. É falta de sensibilidade condená-las, ou rir-se delas, quando procuram fazer mais, ou aprender mais do que se convencionou necessário pelo faro de serem mulheres.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jane Eyre</strong> é um clássico da literatura, e tido como uma das obras mais importantes e memoráveis da história, é também o livro mais conhecido da autora <strong>Charlotte Brontë</strong>, que possui mais duas obras – Violette e Shirley. Aqui não encontraremos somente uma história de amor, e sim um <strong>romance de formação</strong>, ou seja, uma história de amadurecimento, o que quer dizer, que iremos acompanhar a protagonista, Jane Eyre, desde sua infância até sua vida adulta, em um estado de maior maturidade. Outro ponto que quero mencionar sobre a narrativa, é que a obra é como se fosse uma autobiografia, Jane está narrando sua história em primeira pessoa para seus leitores.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5037 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1024x576.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-300x169.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-768x432.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1536x864.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-2048x1152.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1920x1080.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1170x658.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-585x329.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caros, leitores!</strong> Eu tenho tido como meta ler mais clássicos, e tenho tido experiencias de leituras maravilhosas e Jane Eyre foi um grande presente. A conhecemos ainda garotinha, vivendo em meio a uma família que não suporta a sua presença, e fazem de um todo para deixar isso bem claro. Jane é exposta a castigos cruéis e injustos, falas grosseiras e maus-tratos que partem nosso coração logo no início da leitura. Ela é órfã, e por ser constantemente oprimida, acaba desenvolvendo maturidade muito rápido, se tornando consciente de seu “lugar”, “posição” e “condição” muito cedo. Quando ela é enviada para uma instituição de caridade, um lugar assombroso, rígido e paupérrimo, ainda que seja ruim, ela sente alívio por se ver longe do horror que era sua vida anterior. Jane está determinada a mudar sua vida, a tirar proveito de sua nova realidade, e se esforça muito nos estudos e em tudo o que faz, ávida por aprender, ciente de que o único modo de ascender socialmente é com sua determinação e conhecimento, já que, por ser pobre e não possuir nada, ela não tem conexões, nem atrativos – Jane é descrita com uma personagem de beleza no máximo mediana -, ela não teria outros meios para buscar sua tão sonhada independência. Ela também aprende que precisa controlar, reprimir seus impulsos, agradar as pessoas a sua volta. Anos na instituição a moldam, a tornam uma jovem séria, inteligentíssima, e muito certa de suas convicções, ela sabe o que quer, e após dois anos lecionando na instituição, e por outra circunstância – que não irei mencionar -, ela decide publicar um anúncio a procura de um emprego como preceptora.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Eu sabia — continuou ele — que de alguma forma você me faria bem, em algum momento. Estava em seus olhos na primeira vez em que a vi. A expressão deles e o sorriso não&#8230; — ele fez outra pausa — &#8230; não — repetiu com ênfase — me impressionaram à toa. As pessoas falam de simpatias naturais. Já ouvi falar de gênios bons&#8230; Há grãos de verdade na mais selvagem das fábulas. Minha querida salvadora, boa noite!</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para sua total surpresa o anuncio é respondido, Jane consegue um emprego fora dos portões que foram por tantos anos sua casa, e parte rumo a uma nova <strong>jornada</strong> em sua vida, no norte da Inglaterra, no seio de um lar disfuncional, mas reconfortante ao mesmo tempo, Adele é uma garotinha francesa apaixonante, os demais criados são respeitosos e a acolhem muito bem, e até mesmo a figura austera do <strong>Sr. Rochester</strong>, se torna especial. Não é segredo, portanto não acredito que seja um spoiler eu mencionar que Jane se apaixona por seu patrão, ela consegue enxergar o homem por trás da pouca aparência, ainda que inicialmente tenha se assustado com seu jeito de ser, não demora para que ela note que ele é uma figura sarcástica, inteligente, provocador, que a busca para diálogos instigantes e essa aproximação que aflora aos pouquinhos, vai se estreitando, a relação ganha força, e um pedido de casamento acaba sendo feito&#8230; porém não se concretiza, ainda que se tente explicar aquilo que não se tem explicação, os caminhos deles em determinado momento da história se separam, e mais uma vez, nos deparamos com nossa protagonista partindo rumo a uma nova jornada, que ela se quer planejou, tomou para si consciência do que estava fazendo e as consequências disto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5038 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1024x576.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-300x169.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-768x432.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1536x864.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-2048x1152.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1920x1080.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1170x658.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-585x329.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Jane é uma personagem <strong>complexa</strong>, mas que cativa o leitor. Junto com ela vivemos um misto e milhares de emoções, reviravoltas a cada virar de página. Como mencionei inicialmente, não é um livro focado no romance e sim no amadurecimento e crescimento da protagonista, o romance está ali presente, ele representa momentos importantes e decisões que mudam o rumo da história por diversas vezes, mas o foco é nossa Jane e suas muitas faces; A garotinha oprimida e rejeitada, a adolescente dedicada e determinada, a professora, a preceptora, a mulher que se apaixonada, que tem necessidade de ser amada, que quer viver um amor e ainda assim, deseja ser livre, jamais aceitando se tornar uma prisioneira, uma pessoa de muito fé, moldada por ensinamentos de moralidade, ética e status social, e por aí vai&#8230; Jane é muitas em uma só e essa intensidade e força fica muito clara para o leitor.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Acusada em meu próprio tribunal, a memória dava evidências das esperanças, anseios e sentimentos que eu acalentava desde a noite anterior, do estado de espírito em que me encontrava nas últimas quase duas semanas, e a razão se interpôs, séria e austera, mostrando a realidade em contraste com o que eu havia idealizado. E minha própria conclusão foi de que nunca habitou a terra e respirou o ar da vida uma tola maior que Jane Eyre; que nunca existiria alguém tão pateta a ponto de se fartar com mentiras doces e engolir veneno como se fosse néctar.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu confesso para vocês que <strong>AMEI</strong> essa leitura, o livro é grande, mas não é cansativo, você deseja ler mais, descobrir o que está por vir, a revelação do segredo e mistério que ronda parte da história. Já aviso também que aqui em minhas palavras, não fiz jus a tudo que vocês irão encontrar, <strong>Jane Eyre</strong> é uma grande leitura, com muitas nuances, acontecimentos e reviravoltas que você não imagina que irá encontrar. E tudo isso me encantou e me prendeu, proporcionando uma leitura muito especial. Entretanto, ainda assim, preciso dizer que retirei meio ponto da minha nota, porque conclui a leitura com um gostinho agridoce, eu esperava, ou melhor, eu torci por um final diferente, eu ansiei verdadeiramente por algo a mais&#8230; ela merecia um desfecho de roubar o fôlego. Mas, preciso deixar muito claro que essa é uma opinião totalmente <strong>MINHA</strong>, e que muito provavelmente até a Jane pensa o contrário. Houve também outros pontos que me incomodaram, mas são detalhes que provavelmente só são levantados pela época em que vivemos, mas que se fosse uma mulher da época, “entenderia”, ou não&#8230; para exemplificar temos emoções dúbias da Jane, codependência&#8230; enfim, nada que tire a grandiosidade da obra.</p>
<p style="text-align: justify;">Preciso ainda falar sobre a edição linda da <strong>Principis</strong>, diagramação com espaçamento e fonte confortáveis, mancha de qualidade, tudo está muito bonito.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica aqui essa super dica de leitura. Vou torcer para ter despertado a tua curiosidade e que assim como eu, você leia e goste muito.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-5039 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-206x300.jpg" alt="" width="206" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-206x300.jpg 206w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-702x1024.jpg 702w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-768x1121.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-585x854.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_.jpg 1028w" sizes="(max-width: 206px) 100vw, 206px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JANE EYRE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Sinopse: </strong>Mistério, traição, escândalo e um amor que transcende o tempo Desde o momento em que Jane Eyre colocou os olhos no proprietário de Thornfield Hall, soube que sua vida mudaria irrevogavelmente. O homem enigmático, complexo e tentador exige tudo o que Jane tem a oferecer ao convidá-la para uma jornada dos sentidos que escandalizaria a sociedade. Em seus braços fortes, ela se rende aos desejos mais sombrios do homem amado e descobre que os dela são igualmente abrasadores, mergulhando-a em um mundo que nunca suspeitou existir, mas do qual não quer mais escapar.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Clássico, Romance de Formação | Jane Eyre | <strong>Charlotte Brontë</strong> | <strong>Principis</strong> | 1ª Edição | 2021 | 576 Páginas | Tradução: Patricia N. Rasmussen | Cortesia do Blog Parceiro | Classificação: 4,5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/1703ED11817625" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> &#8211; <a href="https://amzn.to/4aLW66u" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Orgulho e Preconceito – Jane Austen &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 May 2023 17:01:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance Romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
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					<description><![CDATA[Caros, leitores! Se você faz parte dos primórdios aqui do blog, sabe que eu tenho&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Caros, leitores!</strong> Se você faz parte dos primórdios aqui do blog, sabe que eu tenho uma relação complicada com a Jane Austen, ao mesmo tempo em que a admiro imensamente por tudo que ela construiu, contribuiu e fez pela literatura, encontro a dificuldade de gostar de sua narrativa, e não é por falta de tentar, é que realmente não bate, eu encontro a beleza de suas obras, aplaudo sua coragem e maestria, e sofro com o quanto suas letras me deixam cansada, infelizmente seu texto me soa chato e morno. E estou trazendo isto desde o início, porque como falei, eu encontro beleza em sua obra, eu sei apreciar o que ela tem a passar, ainda que a leitura não me soe fluida. E você aí do outro lado, pode se encontrar na mesma posição que eu, querendo ler tudo que essa autora escreveu, ainda que não seja um favorito seu. Porque ser leitor também é sair da zona de conforto, e se desafiar, e quem sabe assim, se <strong>surpreender</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elizabeth Bennet</strong> é a segunda filha de uma família com cinco irmãs, com vinte e um anos de idade, está muito ciente da situação financeira precária ao qual eles enfrentam. Sua mãe é uma verdadeira matriarca casamenteira, desesperada, na verdade obcecada, para ver suas filhas bem casadas, e isso poderia apenas ser o desejo de uma mãe de ver suas filhas subindo ao altar, mas aqui na história levando em consideração o período em que se passa, existe a preocupação de que se o pai morrer, elas ficariam ao relento, dependendo de caridade até mesmo da própria família. Então imagem a polvorosa quando chega a cidade um jovem de grande fortuna, ainda considerado belo, Mr. Bingley, que claramente se torna o alvo de todas as mães da região.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro dotado de fortuna deve estar à procura de uma esposa. Por mais que não saibam dos sentimentos ou opiniões de tal homem ao adentrar pela primeira vez determinada vizinhança, essa verdade está tão bem enraizada na mente das famílias das redondezas que ele logo é considerado como propriedade legítima de uma ou outra de suas filhas.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Só que Mr. Bingley, tinha uma surpresa, levará um amigo consigo, <strong>Mr. Darcy</strong>, um homem de fortuna ainda mais notável, de beleza ainda mais considerável, entretanto com modos repugnantes, o homem se revela um insuportável, com seu olhar altivo, feições arrogantes, acaba por afastar as pessoas, já que está dotado de preconceitos e julgamentos. Nem nossa amada Elizabeth escapa de seu escrutínio e ofensas. Obviamente a antipatia mutua entre eles está instalada. E quem pensa que ela chorará sua humilhação está enganado, Elizabeth pode ser tão cruel, preconceituosa e dona de uma língua afiada, tal qual Mr. Darcy, perfeitos imperfeitos feitos um para o outro.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4702 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/343609909_3263770203935581_5139250107174738023_n-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/343609909_3263770203935581_5139250107174738023_n-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/343609909_3263770203935581_5139250107174738023_n-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/343609909_3263770203935581_5139250107174738023_n-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/343609909_3263770203935581_5139250107174738023_n-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/343609909_3263770203935581_5139250107174738023_n-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/343609909_3263770203935581_5139250107174738023_n-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/343609909_3263770203935581_5139250107174738023_n.jpg 1548w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Só que para percorrerem o caminho um para o outro, primeiro eles precisarão amadurecer, aprender e crescer muito, e não será uma jornada fácil, nem simples, principalmente porque a principal guerra que irão enfrentar é contra eles mesmos, seus orgulhos, seus preconceitos, julgamentos e tudo aquilo que os repelem, na mesma proporção em que os aproximam.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— A quem se refere? — E, virando-se, ele olhou por um momento para Elizabeth, até encontrar seu olhar e, ao desviá-lo, disse friamente: — Ela é tolerável; mas não é bonita a ponto de me atrair; e não estou disposto no momento a dar atenção a moças desprezadas por outros homens.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu gosto muito de alguns pontos nesta história, a começar por em uma época onde mulheres não tinham voz, Elizabeth é cheia de opiniões, dona de uma personalidade forte, inteligente, ácida, irônica, ela não permite que a passem para trás, que a menosprezem, ela sabe se impor, responder a altura. E existe o fato de que mesmo sabendo do destino de uma mulher ficando para “titia”, ela parece não se importar, a solidão não a apavora. Outro ponto que preciso mencionar é a <strong>crítica </strong>a sociedade e toda sua hipocrisia, Jane Austen retrata a época sem amarras, fala de seus preconceitos, das tradições, da cultura e como tudo era ditado com orgulho pela hierarquia, diferenciando as pessoas por aquilo que possuíam e os menosprezando pelo mesmo motivo. A própria figura de Mr. Darcy é um retrato perfeito disto, um homem poderoso, de muita riqueza, bonito, culto, que deixa Londres e vai para o campo junto com seu amigo, se vendo ali no meio de pessoas que ele julga inferiores, baseado única e exclusivamente em suas posições sociais e posses. Ele não poupa antipatia, até o momento em que é confrontado por aquilo que ele passa a sentir pela jovem Elizabeth que o desafia, intriga e incomoda.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4701 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/341979140_779713867194045_5506998270334193002_n-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/341979140_779713867194045_5506998270334193002_n-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/341979140_779713867194045_5506998270334193002_n-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/341979140_779713867194045_5506998270334193002_n-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/341979140_779713867194045_5506998270334193002_n-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/341979140_779713867194045_5506998270334193002_n-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/341979140_779713867194045_5506998270334193002_n-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/05/341979140_779713867194045_5506998270334193002_n.jpg 1548w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos dizer que <strong>ORGULHO E PRECONCEITO</strong> é uma obra simples, muito pelo contrário, eu diria que é complexa em sua construção e na forma como debate o amor em sua forma mais crua e primitiva. Pra mim, Elizabeth e Mr. Darcy tentam muito se livrarem do que passam a sentir um pelo outro, se enxergam como errados, só que o encantamento assim como aversão se tornam mútuos, e quanto mais eles tentam não se encontrar, mais acabam se esbarrando e essas aproximações, esses encontros e desencontros, proporcionam diálogos divertidos, provocativos, cheios de alfinetadas os levando a se conhecerem como realmente são. E quando palavras deixam de ser o suficiente, entra o gesto, a ação, uma forma de provar que o que se sente é realmente verdadeiro.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Em casos como este, creio que é esperado expressar agradecimento pelos sentimentos confessados, por mais que não sejam recíprocos. É esperado que se fique grata, e se eu pudesse sentir gratidão, eu lhe agradeceria agora. Mas não posso&#8230; nunca almejei seu apreço, e o senhor certamente o concedeu muito a contragosto. Lamento ter lhe causado dor. No entanto, foi feito da forma mais inconsciente, e espero que seja de curta duração. Os sentimentos que, segundo o senhor me diz, há muito o impedem de reconhecer seu afeto, podem tornar mais fácil sua superação após esta explicação.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como um bom clássico, este livro ultrapassa as linhas do tempo e segue sendo muito atual, verdadeiro e necessário, por isso caros leitores, eu espero que você, caso ainda não tenha dado uma chance, dê, leia <strong>ORGULHO E PRECONCEITO</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A Faro Editorial deixo meu agradecimento pelo livro cedido, que edição linda, diagramação impecável, a escolha das cores, tudo neste trabalho está maravilhoso, é a edição que irá permanecer na minha estante.</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4509 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/01/zdbRZYKw-197x300.png" alt="" width="197" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/01/zdbRZYKw-197x300.png 197w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/01/zdbRZYKw-674x1024.png 674w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/01/zdbRZYKw-768x1167.png 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/01/zdbRZYKw-1011x1536.png 1011w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/01/zdbRZYKw-1348x2048.png 1348w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/01/zdbRZYKw.png 1366w" sizes="(max-width: 197px) 100vw, 197px" /></p>
<p><strong>ORGULHO E PRECONCEITO</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> Considerado um dos mais importantes romances de todos os tempos, Orgulho e Preconceito acompanha a turbulenta relação entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy, a qual, nascendo de uma antipatia mútua, acaba resultando em uma inesperada história de amor. Com sarcasmo mordaz e inteligência profunda, por entre peripécias, desencontros e tramas paralelas quase tão interessantes quanto a trama principal, a obra retrata o amor como produto do desenvolvimento do caráter desses personagens complexos que, para tornarem-se aptos a amar e serem amados, precisam antes vencer o orgulho e o preconceito de que padecem. Trata-se de uma obra que abarca, inverte e transcende todos os clichês. Longe de brotar de uma sensação prazerosa imediata e da certeza de ter encontrado “a alma gêmea”, o amor entre os protagonistas é resultado de um lento crescimento moral provocado por uma aversão recíproca; antes de proceder de um esforço para conquistar o outro, o carinho advém da admiração moral entre duas pessoas. O amor do outro é um prêmio pela vitória sobre si mesmo. Sob a forma de uma história divertida e perspicaz, o romance faz uma das reflexões mais profundas da história sobre a natureza do amor. O leitor farto da superficialidade com que se fala do tema no nosso tempo descobrirá que este livro é de uma atualidade urgente. Pois como todo clássico, Orgulho e Preconceito não é do nosso tempo, mas de todos os tempos. Esta é uma edição especial, em duas cores, e inclui tipografias especiais e litografias.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Clássico, Romance | <strong>Jane Austen</strong> | <strong>Faro Editorial</strong> | 1º Edição | 2023 | Tradução: Nathália Rondan | Classificação Indicativa: +12 | Cortesia | Minha avaliação: 3,5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/orgulho-e-preconceito-122251425ed122258275.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/3VPwsqs" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Até a próxima! Bye.</p>
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		<title>Mestres do Mistério – Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe, Jacques Futrelle, G. K. Chesterton, Wilkie Collins – Faro Editorial</title>
		<link>https://atitudeliteraria.com.br/2022/08/03/mestres-do-misterio-arthur-conan-doyle-edgar-allan-poe-jacques-futrelle-g-k-chesterton-wilkie-collins-faro-editorial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 00:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Crime]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Suspense]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Conan Doyle]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[G. K. Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Futrelle]]></category>
		<category><![CDATA[Wilkie Collins]]></category>
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					<description><![CDATA[Mestres do Mistério chega como um presente para os fãs de mistério e suspense, assim&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Mestres do Mistério</strong> chega como um presente para os fãs de mistério e suspense, assim como uma bela porta de entrada para quem ainda não se rendeu ao gênero, tendo em sua composição cinco grandes autores clássicos – Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe, Jacques Futrelle, G. K. Chesterton, Wilkie Collins -, assim como a apresentação de um grande autor nacional – Victor Bonini. A obra tem como tema central, <strong>crimes que aconteceram dentro de salas trancadas</strong> e que aparentemente não tem solução&#8230; Você vai se surpreender com a genialidade e habilidade de cada texto, na forma como os personagens são trabalhados e principalmente nas resoluções dos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">Preparados para conhecer um pouquinho mais de cada um dos contos?</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4367 size-full" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296901145_376064514602305_4649815487289254705_n.jpg" alt="" width="1536" height="1152" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296901145_376064514602305_4649815487289254705_n.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296901145_376064514602305_4649815487289254705_n-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296901145_376064514602305_4649815487289254705_n-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296901145_376064514602305_4649815487289254705_n-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296901145_376064514602305_4649815487289254705_n-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296901145_376064514602305_4649815487289254705_n-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conto 1 – A Aventura dos Dançarinos, do autor Arthur Conan Doyle;</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;)— Nossa presença é necessária com urgência. Ah! Aqui está nosso esperado cabograma. Um momento, pode haver uma resposta. Não, é exatamente o que eu esperava. Esta mensagem torna ainda mais essencial que não percamos mais uma hora para informar a Hilton Cubitt em que pé estão as coisas, pois é uma teia singular e perigosa na qual nosso simples senhor de terras de Norfolk está emaranhado.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Um homem preocupado com sua esposa, busca a ajuda do brilhante Sherlock Homes, apresentando a ele bilhetes que vem sendo deixado em pontos de sua casa, onde nenhuma palavra está escrita e sim cheia de bonequinhos que parecem estar dançando. O problema, é que o feito aparentemente infantil e inofensivo, perturba sua esposa de uma maneira absurda, deixando-a apavorada. Homes se propõe a investigar e tentar desvendar o que está por trás dos bonequinhos e assim, chegar à pessoa que os tem enviado.</p>
<p style="text-align: justify;">A Aventura dos Dançarino, é uma história interessante sobre segredos do passado e a lealdade de um homem por sua mulher, mas que infelizmente resulta um assassinato brutal. A genialidade, assim como o raciocínio rápido de Homes é surpreendente, até mesmo quando a ele é designado um código secreto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conto 2 – Os assassinatos na rua Morgue – Edgar Allan Poe.</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Tendo em mente que agora chamei a sua atenção — aquela voz peculiar, aquela agilidade insólita e aquela ausência de motivos em um assassinato tão atroz —, vamos olhar a própria carnificina.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Aqui nos deparamos com um crime hediondo, onde mãe e filha são encontradas mortas de maneira aterrorizante. Toda a cena de crime é uma confusão e complexidade. Os vizinhos próximos, testemunham além dos gritos das vítimas, outras duas vozes, que como nos tornaremos cientes, eles não conseguem identificar a quem pertenciam, o que falavam e até o mesmo o idioma utilizado. Ao invadirem a casa, não havia ninguém ali, nenhum sinal do criminoso, e o mais inusitado de tudo, portas e janelas trancadas pelo lado de dentro. A polícia até que segue um rastro, mas Dupin que tem se mantido atento a tudo, acredita que eles estão enganados. Diante de sua dúvida, ele solicita uma autorização especial para se dirigir ao local de crime, e lá começa a sua própria investigação, levando em consideração elementos que até então estavam sendo ignorados.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse conto é perspicaz e muito engenhoso. Dupin possui um olhar aguçado e uma mente rápida, que capta detalhes que até então estavam sendo ignorados ou apenas escapando dos demais. A solução é surpreendente e eu jamais, e repito, jamais chegaria próximo ao desfecho. Mais que o desfecho, o que eu mais gostei neste conto foi todo o processo investigativo, e a forma como Dupin a entrega.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4366 size-full" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296572537_1474803136295337_3667076095580431494_n.jpg" alt="" width="1548" height="1161" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296572537_1474803136295337_3667076095580431494_n.jpg 1548w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296572537_1474803136295337_3667076095580431494_n-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296572537_1474803136295337_3667076095580431494_n-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296572537_1474803136295337_3667076095580431494_n-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296572537_1474803136295337_3667076095580431494_n-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296572537_1474803136295337_3667076095580431494_n-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/296572537_1474803136295337_3667076095580431494_n-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1548px) 100vw, 1548px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conto 3 – O problema da cela 13 – Jacques Futrelle</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Jamais pense que é possível prender qualquer homem que saiba usar o cérebro — falou a Máquina Pensante.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Um cientista chamado de a Máquina Pensante, um homem que beira a arrogância, diante de todo seu saber, e em como consegue encontrar solução para tudo, apenas usando o poder de sua mente. É desafiado e aceita a aposta a ele imposta, de ser trancado em uma cela, em uma prisão de segurança máxima, sem nenhum privilégio, sendo tratado como todos os demais prisioneiros, e conseguir sair dali em sete dias, usando apenas a sua mente.</p>
<p style="text-align: justify;">Este conto é interessante e muito rápido, você se envolve com o que está acontecendo e em determinados momentos chega a duvidar que a Máquina Pensante vai conseguir, preocupado com o desfecho que parece cada vez mais incerto e ele realmente é&#8230; é surpreendente e outra leitura que me deixou de queixo caído.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conto 4 – O homem invisível – G. K. Chesterton</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Meu amigo — disse Flambeau, em francês —, seu assassino não é apenas invisível; ele torna invisível também o assassinato.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Uma mulher está sendo pedida em casamento, mas este pedido não é o primeiro que ela recebe, na verdade dois homens já tentaram, e é justamente por isso, que mesmo querendo aceitar o pedido, ela teme pelo que pode acontecer, pois os pedidos anteriores foram recusados, o problema é que ao mesmo tempo em que receberam a recusa, eles também foram desafiados a partirem e se tornarem alguém na vida, e aquele que melhor se saísse seria o escolhido. O que acabou por gerar um homem vingativo, disposto a matar o seu rival, em nome do seu amor. A sensação que permeia a leitura, é que estamos lidando com um homem invisível, com poderes sobrenaturais, que está em todos os lugares, amedrontando, coagindo, e que ninguém consegue vê-lo ou saber de onde está vindo seu ataque para se quer tentar vencê-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Este conto é muito interessante e se tornou um dos meus preferidos. Toda a dinâmica e a forma como a verdade vem à tona é muito envolvente e bem desenvolvido.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4368 size-full" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/297027515_1404559400042652_1825735122284545684_n.jpg" alt="" width="1536" height="1152" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/297027515_1404559400042652_1825735122284545684_n.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/297027515_1404559400042652_1825735122284545684_n-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/297027515_1404559400042652_1825735122284545684_n-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/297027515_1404559400042652_1825735122284545684_n-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/297027515_1404559400042652_1825735122284545684_n-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/297027515_1404559400042652_1825735122284545684_n-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conto 5 – A história do viajante a respeito de uma cama estranhamente ruim – Wilkie Collins.</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Sem respirar, ou secar o suor frio do rosto, fiquei de joelhos. Eu estava hipnotizado pelo dossel. Se tivesse ouvido passos atrás de mim, não conseguiria me virar; se uma fuga tivesse sido providenciada, não conseguiria aproveitar a chance. A vida dentro de mim se concentrava nos olhos.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Uma noite em que a sorte escolheu sorrir para nosso protagonista. Envolvido em uma noite de jogos e ganhando sem parar, ele está hipnotizado pela possibilidade de todo o dinheiro que pode levar para casa. Em determinado momento ele até é alertado por um conhecido a encerrar a noite e ir embora, mas inebriado pelas vitórias ele segue jogando e vencendo até o limite, até o momento em que a mesa encerra a noite. Com receio de ir embora carregando todo o valor ganho, ele recebe uma proposta “generosa”, de aceitar um quarto ali mesmo do estabelecimento para passar a noite, e no dia seguinte poder ir embora em segurança&#8230; Uma bebida batizada, acompanhada de um quarto sinistro com uma cama de dossel irá tornar sua noite aterrorizante. Mais que isso, o “afortunado” vencedor, irá descobrir respostas para muitos outros “acidentes” que na verdade podem ter sidos crimes.</p>
<p style="text-align: justify;">Divertido, ao mesmo tempo que angustiante, este é outro conto que se tornou um queridinho desta lista. Nosso protagonista precisa se munir de toda sua coragem e pasmem, de sua própria ansiedade para conseguir se manter vivo. É muito interessante e ainda trás à tona a face gananciosa e escura do ser humano, capaz de tudo por dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Deu para perceber que <strong>Mestres do Mistério</strong> é um grande lançamento. A escolha dos autores, a maneira como Bonini faz a introdução, como cada autor dentro de seu próprio estilo nos prende e nos faz querer ler o mais rápido possível para desvendar os feitos, e não posso deixar de mencionar todo o trabalho da Faro Editorial, torna a experiência de leitura única e muito interessante. Fica aqui essa dica de leitura, e ótima opção de presente.</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4369 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/71B2bbvpisL-209x300.jpg" alt="" width="209" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/71B2bbvpisL-209x300.jpg 209w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/71B2bbvpisL-585x841.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/08/71B2bbvpisL.jpg 696w" sizes="(max-width: 209px) 100vw, 209px" /></p>
<p><strong>MESTRES DO MISTÉRIO</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em>Cinco mestres do suspense estão reunidos em uma sala trancada&#8230; Imagine o seguinte cenário: um personagem resolve se isolar em uma sala. Diz que quer se concentrar, que precisa de alguns minutos para si, e dá a entender que se sente ameaçado por outra pessoa. Na despedida, faz questão de trancar a porta por dentro. E algo suspeito acontece. Horas depois, ele não responde às batidas na porta. Então ela é arrombada. Dentro da sala, descobrimos o seu cadáver, com indícios de assassinato. Mas como é possível, se a porta ficou o tempo todo trancada e a chave continua na fechadura, do lado de dentro? Essa premissa consagrada pelos escritores mais talentosos é o ponto de partida de todas as histórias reunidas neste livro. E o segredo por trás de cada trama cabe a você descobrir! Então, apure os sentidos, aguce seu senso de detetive e prepare-se para entrar em um mundo de suspense e mistério, desfrutando das histórias mais criativas publicadas em todos os tempos. Com curadoria de Victor Bonini!</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha Técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Mistério, Ficção Policial, Contos de Terror | Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe, Jacques Futrelle, G. K. Chesterton, Wilkie Collins | <strong>Faro Editorial</strong> | 2022 | 1º Edição | 160 páginas | Tradução: André Gordirro | Cortesia | Classificação: 4/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/12135533ED12119296" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> &#8211; <a href="https://amzn.to/3zyAUiu" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Metamorfose – Franz Kafka &#124; Faro Editorial</title>
		<link>https://atitudeliteraria.com.br/2022/03/18/a-metamorfose-franz-kafka-faro-editorial/</link>
					<comments>https://atitudeliteraria.com.br/2022/03/18/a-metamorfose-franz-kafka-faro-editorial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2022 13:30:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Novela]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Franz Kafka]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[“Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa se viu em sua cama metamorfoseado&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa se viu em sua cama metamorfoseado num monstruoso inseto.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como pode um livro tão pequeno se revelar tão impactante? Sim, eu estou falando da novela de Franz Kafka, <strong>METAMORFOSE</strong>, que apesar da metamorfose que o personagem sofre inicialmente, esse ponto de “delírio, loucura, fantasia” se revela totalmente real e palpável. Ficando ao leitor escolher como irá receber a história, se a levará apenas como uma obra ficcional de fantasia, ou se irá enxerga-la como uma obra que simbolicamente te faz pensar na realidade e refletir sobre questões bem reais. Como boa emocionada que sou, me peguei pensando e repensando no que as letras de Kafka tinham a me dizer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gregor Samsa</strong>, desperta de seu sono metamorfoseado em um gigante, asqueroso, repugnante e monstruoso inseto. E ele se dá conta a partir do momento que tenta se levantar no dia seguinte, ou seja, ela deita humano e acorda como um bicho. Apesar disto, internamente ele é o mesmo, e com isso todo o peso da situação começa a cair sobre seu colo. Caixeiro viajante, insatisfeito com sua vida, mas muito ciente de sua responsabilidade e posição de provedor em sua família, já que é o único que trabalha para sustentá-los, desde que seu pai perdeu tudo, Gregor sente o pânico ao ser dar conta, de que não será capaz de levantar para pegar o trem e ir trabalhar, logo ele que nunca faltou. E é justamente sua disciplina no trabalho que faz com que o gerente vai até sua casa para entender o que está acontecendo, e é junto com ele que a família toma ciência de que algo errado realmente está acontecendo. A visão assusta a todos que não conseguem compreender o que está acontecendo, nem quanto tempo aquilo irá durar e passamos a acompanhar a reação desta família diante do que o filho se transformou.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4235 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-1-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-1-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-1-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-1-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-1-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<blockquote><p><em>“Ao ouvir as palavras da mãe, Gregor se deu conta de que a falta de conversação direta com qualquer ser humano, durante os dois últimos meses, aliada à monotonia da vida em família, deviam ter perturbado seu espírito&#8230;”</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>METAMORFOSE</strong> é trágico, inquietante, incomodo e angustiante. Nós começamos a leitura já nos tornando cientes que Gregor está metamorfoseado em um inseto gigante, e que aquilo aconteceu do mais absoluto nada da noite para o dia. Gregor não compreende o porquê, ou como, e nem o leitor, e a narrativa segue e nós nos pegamos tão envoltos no enredo que nem nos damos conta de que essas questões deixam de ter importância.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns pontos chamaram muito a minha atenção. Primeiro imaginar um ser humano, acordar metamorfoseado em um inseto e ainda manter a consciência humana. Gregor está preso aquele corpo estranho, e mesmo assim segue preocupado com o <strong>destino</strong> de sua família, de como irão se sustentar sem ele, ainda que ele nutra a esperança de que logo voltará ao normal e poderá cuidar de todos, principalmente sua irmã, a quem ele ama muito, e reconhece um talento genuíno e deseja ser capaz de mandá-la estudar em um conservatório e refinar ainda mais sua voz tão única. Só que o tempo vai passando, Gregor se sentindo cada vez mais culpado por estar naquela situação. Sua família não consegue se adaptar ao seu “novo” eu, não existe <strong>comunicação</strong> mais entre eles, seu pai voltou a trabalhar, até sua irmã precisou arrumar um emprego, a repulsa, a vergonha que sentem de Gregor só aumenta, e eles começam a questionar se não seria melhor que ele morresse.</p>
<blockquote><p><em>“— Ele tem de ir embora! — gritou a irmã de Gregor. — É a única solução, pai. O senhor precisa tirar da cabeça a ideia de que aquilo é Gregor.”</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">De <strong>filho amado</strong>, respeitado, provedor, para um peso, um fardo que eles precisam tolerar. E é aqui que meu emocionou se destroçou. Para mim foi impossível não enxergar o enredo como uma critica aos valores da sociedade, e como indivíduos e seu papel. Você vale aquilo que você oferece? Tido como valioso enquanto pode contribuir e prover, mas como um <strong>fardo</strong> na hora que esse papel se inverte. É assim que enxergamos os que fogem de uma situação de “normalidade” dentro das nossas casas; como deficientes, parentes adoentados, idosos. Cansados de lidar com o trabalho que eles oferecem, acreditando de verdade que o peso, a vergonha é tanta que seria melhor que ele morresse? Entende agora porque eu disse que as dúvidas e porquês se tornam irrelevante diante das reflexões?</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4236 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-2048x1536.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Metamorfose-Blog-2-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>METAMORFOSE</strong> é muito mais sobre como a família de Gregor reage diante da situação do filho, do que de fato sobre ele ter virado um inseto monstruoso. É muito mais que olhar para um homem saudável e trabalhador, responsável e provedor, que antes andava de um lado para outro e que agora está enclausurado em um quarto escuro e solitário, precisando reaprender a existir, sem saber como lidar com coisas básicas do dia a dia como por exemplo, comer, se questionando sobre qual é o seu lugar, qual o seu papel naquela família agora. É incomodo, é desconfortável, porém é brilhante. <strong>LEIAM!</strong></p>
<blockquote><p>“— Muito bem — disse o sr. Samsa —, louvado seja Deus.”</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Esse foi meu primeiro contato com Kafka e sua narrativa me prendeu do início ao fim, eu li esta novela do autor em um único respiro. Narrado em terceira pessoa, a obra tem uma linguagem simples e fácil, ainda que o tema seja incomodo e as reflexões desconfortáveis. Vale muito a leitura.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica aqui a recomendação desta edição <strong>IMPECÁVEL</strong> da Faro Editorial, que faz com que a experiência de leitura, se torne ainda melhor.</p>
<p><strong>FICHA TÉCNICA:</strong></p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4234 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/61pfPXUSEqL-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/61pfPXUSEqL-204x300.jpg 204w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/61pfPXUSEqL-585x860.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/03/61pfPXUSEqL.jpg 680w" sizes="(max-width: 204px) 100vw, 204px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>METAMORFOSE &#8211; Franz Kafka</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> Edição traz introdução escrita por David Cronenberg, cineasta e diretor de dezenas de grandes produções, entre elas, A Mosca. Metamorfose foi escrito por Franz Kafka em apenas vinte dias. E mais de cem anos depois da primeira publicação, a obra continua a provocar leitores, acender debates, inspirar interpretações que se transformam e ganham novos olhares a cada época. Com uma narrativa aparentemente simples, direta, cheia de absurdos, o autor construiu uma obra farta em camadas; a partir do olhar do homem que virou inseto e de como o mundo ao seu redor reage tão naturalmente a ele, a história traz temas tão universais como a paralisia, a transformação, o despertar no cerco de nossas dúvidas e de nossas relações sociais.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;">Novela, clássico | Franz Kafka | <strong>Faro Editorial</strong> | 2022 | Tradução: UNAMA | Cortesia | Classificação: 4,5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://amzn.to/3tirdD4" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a> &#8211; <a href="https://www.skoob.com.br/metamorfose-12094663ed12079258.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a></strong></p>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O Corvo – Edgar Allan Poe &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2021 20:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das obras mais importantes e emblemáticas da literatura inglesa, O Corvo de Edgar Allan&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://1.bp.blogspot.com/-bnDmTXCfjh8/YC13sf7tLUI/AAAAAAAAKWo/tTL8dxKYnO04eJZgeVkzNMef4RkNO7ZPwCLcBGAsYHQ/s968/151470914_719807172037671_5906641753250595773_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="545" data-original-width="968" src="https://1.bp.blogspot.com/-bnDmTXCfjh8/YC13sf7tLUI/AAAAAAAAKWo/tTL8dxKYnO04eJZgeVkzNMef4RkNO7ZPwCLcBGAsYHQ/s16000/151470914_719807172037671_5906641753250595773_n.jpg" /></a></p>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Uma das obras mais importantes e emblemáticas da literatura inglesa, <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">O Corvo</b> de Edgar Allan Poe, foi publicado pela primeira vez em 1845, é um poema construído em 108 versos divididos em 18 estrofes e que já foi traduzido das mais diversas formas, tais como prosa, verso, soneto&#8230; assim como também inspirou vários outros autores e foi adaptado para outras artes.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">A dor de perder sua amada. O luto. O desespero de buscar um alento nem que seja nas páginas de um livro qualquer. É assim que encontramos nosso narrador, um homem quase adormecido, em uma noite fria de dezembro, profundamente entristecido pela morte de sua <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Lenore</b>. Que é atraído pelo som de alguém batendo a porta de seu quarto, só que ele se encontra sozinho em casa, o que o deixa atordoado, em um misto de medo e ousadia ele a abre, já se desculpando com o visitante tardio pela demora, pois estava adormecido, mas se depara apenas com a escuridão e nada mais.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-cdWxvbwVpTY/YC134ENlAtI/AAAAAAAAKWs/vxJSehcvkfAkAC2md62dwtfJ5qOtoQlKACLcBGAsYHQ/s968/151744156_719582338584171_6630864778503585656_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="545" data-original-width="968" src="https://1.bp.blogspot.com/-cdWxvbwVpTY/YC134ENlAtI/AAAAAAAAKWs/vxJSehcvkfAkAC2md62dwtfJ5qOtoQlKACLcBGAsYHQ/s16000/151744156_719582338584171_6630864778503585656_n.jpg" /></a></div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">A batida volta a acontecer e não demora para que ele perceba que na verdade o som vêm de sua janela, e ao abri-la, um corvo, uma figura <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">lúgubre</b>se adentra e pousa sobre o busto de Atena, acima da porta de seu quarto, o confrontando e falando de maneira direta; nunca mais.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Melancólico</span></b><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">, musical e ritmado&#8230; O Corvo é um conto de leitura rápida, carregado de sentimentos, com um ar angustiante, quase que desesperador pela dor dilacerante da perda. A presença do Corvo soa ao nosso narrador inicialmente como algo divertido, o levando a interrogar o mesmo para saber seu nome, e assustasse quando o mesmo responde com um sonoro, nunca mais! Intrigado e disposto a desvendar a ave, ele tenta uma aproximação, volta a questionar a figura ali pousada e a resposta segue se repetindo, por um momento ele pensa que o Corvo aprendeu as palavras com algum dono anterior, e então lhe ocorre que talvez ele seja um <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">mensageiro</b> dos céus, mas ao se deparar novamente com a mesma resposta se irrita, e pensa que talvez a figura seja então um mal presságio&#8230; um aviso de que sua alma nunca mais irá se recuperar, ou se levantar.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-qPzmDXXQZ_Q/YC14DGENdtI/AAAAAAAAKW0/5PY1wT63_jMNfKnFwBLxrHiFtwE8T3SwQCLcBGAsYHQ/s960/151734295_1823566924472231_7024509714001609399_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="545" data-original-width="960" src="https://1.bp.blogspot.com/-qPzmDXXQZ_Q/YC14DGENdtI/AAAAAAAAKW0/5PY1wT63_jMNfKnFwBLxrHiFtwE8T3SwQCLcBGAsYHQ/s16000/151734295_1823566924472231_7024509714001609399_n.jpg" /></a></div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">É interessante como um pequeno conto, possa falar tanto com o leitor. O Corvo é angustiante, tenso, denso, com um ar de amargura, e cheio de significados, ao mesmo tempo em que nos faz questionar a sanidade do narrador ao conversar com a figura lúgubre que invade seu quarto em um momento de tanto <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">sofrimento</b>. Toda a dinâmica narrativa parece muito bem pensada, com um significado maior do que o autor quis deixar transparecer, já que o mesmo o criou de modo despretensioso, apenas na intensão de provar que se poderia escrever sem inspiração emocional, apenas como um exercício, desde que seguisse algumas regras.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Apenas genial, inteligente e digno de todas as honras que recebeu. Um lamento que o autor não tenha visto sua obra ser publicada e aclamada.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-8oi6w3De4BY/YC14ZOIWhWI/AAAAAAAAKXA/pCgaIpyhsUY8VV26VFLG06ptSyMp5oufgCLcBGAsYHQ/s968/151823360_1791775194330158_7997901833257580692_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="545" data-original-width="968" src="https://1.bp.blogspot.com/-8oi6w3De4BY/YC14ZOIWhWI/AAAAAAAAKXA/pCgaIpyhsUY8VV26VFLG06ptSyMp5oufgCLcBGAsYHQ/s16000/151823360_1791775194330158_7997901833257580692_n.jpg" /></a></div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Ainda preciso fazer uma menção honrosa a edição impecável da <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Faro Editorial</b>, o trabalho gráfico está lindo, a capa, as ilustrações, a diagramação, o conjunto da obra torna a experiencia de leitura ainda mais rica e especial. É uma edição para quem ama a obra, para quem ama colecionar e queira um livro incrível na sua estante. Amei conhecer esse clássico.</span></p>
</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-dy-9bhXCxzM/YC149QXVy5I/AAAAAAAAKXI/u3Vhb2U-YKM5h15bXVTQJUgjClt_X5AbQCLcBGAsYHQ/s2048/81aduNis71L.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="2048" data-original-width="1414" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-dy-9bhXCxzM/YC149QXVy5I/AAAAAAAAKXI/u3Vhb2U-YKM5h15bXVTQJUgjClt_X5AbQCLcBGAsYHQ/s320/81aduNis71L.jpg" /></a></div>
<p></p>
<p><b>O CORVO &#8211; Edgar Allan Poe</b></p>
<p style="text-align: justify;"><b style="font-style: italic;"></b></p>
<blockquote style="font-style: italic;"><p><b>Sinopse:</b>&nbsp;Escrito há quase duzentos anos, esse poema atravessa gerações e continua sendo um marco da literatura mundial. Imprescindível para todos os apaixonados por literatura, O Corvo é considerada a obra-prima de Edgar Allan Poe. Mesmo tendo escrito diversos livros e contos, nenhuma outra história atraiu tantos leitores e tamanho respeito pela crítica especializada. Um homem atormentado pela morte da amada é despertado pelo barulho incessante de um corvo e a trama que se desenrola no poema demonstra tanto a genialidade do autor quanto os demônios que ele carregava. Dizem que a vida imita a arte, mas nesse caso, a arte imitou a vida. O Corvo foi publicado dois anos após a morte precoce da esposa de Poe. E, como muitas vezes acontece, o autor não teve tempo para ver o sucesso de sua obra. Morreu na miséria e sem saber que seu corvo atormentaria muitas outras almas mesmo anos depois de sua morte.</p></blockquote>
<p align="center" style="text-align: center;"><b><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 107%;">Ficha técnica:<i><o:p></o:p></i></span></b></p>
</p>
<p align="center" style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Clássico, Poesia, Conto, Terror | <b>Edgar Allan Poe</b>| <b>Faro Editorial</b> | 2020 | 1º Edição | 96 páginas | Edição Bilingue | Tradução: Thereza Christina Rocque da Motta | Ilustração: James Carling | Cortesia | Classificação: 5/5 | <b>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/o-corvo-36682ed11684578.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/2OC9RyX" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a> – <a href="https://oferta.vc/v2/482b806ce1" target="_blank" rel="noopener">SUBMARINO</a></b><o:p></o:p></span></p>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Até a próxima! Bye.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><i></i></p>
</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><i><a href="https://1.bp.blogspot.com/-i5awWUtZd9s/X43tK9bAdoI/AAAAAAAAKD4/rJy0Y63wfb06VoPMYlTnhE2XM-x9KEnUwCPcBGAYYCw/s320/ma82tw.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="121" data-original-width="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-i5awWUtZd9s/X43tK9bAdoI/AAAAAAAAKD4/rJy0Y63wfb06VoPMYlTnhE2XM-x9KEnUwCPcBGAYYCw/s0/ma82tw.png" /></a></i></div></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Dec 2020 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Fábula]]></category>
		<category><![CDATA[Infanto Juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine de Saint-Exupéry]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[O Pequeno Príncipefoi publicado originalmente em 1943 nos EUA, e desde então se tornou uma&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-52HmLZ4qDT8/X859LTTYN0I/AAAAAAAAKLY/OpD5aqEMDyIraPE1nicoPfwNcRgoG31lgCLcBGAsYHQ/s2048/20201122_124427.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="1152" data-original-width="2048" src="https://1.bp.blogspot.com/-52HmLZ4qDT8/X859LTTYN0I/AAAAAAAAKLY/OpD5aqEMDyIraPE1nicoPfwNcRgoG31lgCLcBGAsYHQ/s16000/20201122_124427.jpg" /></a></div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">O Pequeno Príncipe</span></b><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">foi publicado originalmente em 1943 nos EUA, e desde então se tornou uma potência, sendo traduzido para 160 idiomas, centenas de edições diferentes, adaptações para cinema e teatro. E sim, foi somente agora em 2020, com uma edição que é puro amor da <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Faro Editorial</b>, que eu enfim me rendi a este clássico da literatura mundial, e confesso que estou emocionada e encantada pela riqueza da obra.<o:p></o:p></span></p>
<p align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"></span></i></p>
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;">“— Seguindo em linha reta, ninguém poderia ir muito longe&#8230;”</i></p></blockquote>
<p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><o:p></o:p></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">O enredo é simples, narrado quase que de maneira poética, marcado por metáforas interessantes, e reflexões que te deixam pensando e repensando sobre várias questões conforme elas vão sendo abordadas a cada pequeno encontro do <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Pequeno Príncipe</b> com as mais diversas <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">personalidades</b> e seus planetas. Como por exemplo a figura da <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">raposa</b>, que astutamente provoca e confronta nosso viajante, e o faz repensar algumas situações. O <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">bêbado</b> que só quer esquecer, parar de sentir vergonha de si mesmo, por isso bebe sem parar. O <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">homem de negócios</b> que está sempre ocupado, focado em ganhar dinheiro e assim nunca tem tempo para mais nada&#8230; e por aí vamos nos deparando com tantos outros personagens intrigantes – o rei, o acendedor de lampiões, o astrônomo turco, o geógrafo, o vaidoso e claro o próprio pequeno príncipe -, cada um com sua mensagem e lição.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-Jt3jqZEN-Kg/X859bqopB2I/AAAAAAAAKLg/kGr-bkmwe1sCG08-P4cm2hIWVn7sK0BlwCLcBGAsYHQ/s2048/20201122_124527.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="1152" data-original-width="2048" src="https://1.bp.blogspot.com/-Jt3jqZEN-Kg/X859bqopB2I/AAAAAAAAKLg/kGr-bkmwe1sCG08-P4cm2hIWVn7sK0BlwCLcBGAsYHQ/s16000/20201122_124527.jpg" /></a></div>
</p>
<p align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"></span></i></p>
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;">“(&#8230;) É muito mais complexo julgar a si mesmo do que aos outros. Se for bem-sucedido em julgar a si mesmo corretamente, então você poderá se considerar de fato um homem de sabedoria verdadeira.”</i></p></blockquote>
<p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><o:p></o:p></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">O <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Pequeno Príncipe</b> é uma obra atemporal e que fala muito bem com todas as idades, uma leitura para ser lida, relida e sentida de várias maneiras diferentes. Com ensinamentos de amor, esperança e cuidado. Que em suma fala da importância de olhar para fora da caixa, do meio em que vivemos e assim conhecer outras perspectivas, caminhos e soluções.<o:p></o:p></span></p>
<p align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"></span></i></p>
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;">“(&#8230;) é somente com o coração que podemos ver corretamente; o essencial é invisível aos olhos.”</i></p></blockquote>
<p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><o:p></o:p></i></p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-3phEwzVBK4Q/X859lsBlvWI/AAAAAAAAKLk/U2a2If5xz8IwE66_wi4aLKxj6SBAxKPNACLcBGAsYHQ/s2048/20201122_124546.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="1152" data-original-width="2048" src="https://1.bp.blogspot.com/-3phEwzVBK4Q/X859lsBlvWI/AAAAAAAAKLk/U2a2If5xz8IwE66_wi4aLKxj6SBAxKPNACLcBGAsYHQ/s16000/20201122_124546.jpg" /></a></div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Uma menção honrosa a edição da <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Faro Editorial</b> que está impecável. As ilustrações estão lindas, nítidas e compões perfeitamente o conjunto de palavras e imagens. É carinho em forma de livro.<o:p></o:p></span></p>
<p align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"></span></i></p>
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;">“— As pessoas — disse o pequeno príncipe — seguem seu caminho nos trens expressos, mas elas não sabem o que estão buscando. Então elas vivem correndo, estressadas, dando voltas em torno do mesmo lugar&#8230;”</i></p></blockquote>
<div style="clear: both; text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-a2sE9TCuJSQ/X859vLNOl8I/AAAAAAAAKLs/0dN2YjO3AXojy6v148Fpdq3DD3oyEygFACLcBGAsYHQ/s2048/20201122_124625.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="1152" data-original-width="2048" src="https://1.bp.blogspot.com/-a2sE9TCuJSQ/X859vLNOl8I/AAAAAAAAKLs/0dN2YjO3AXojy6v148Fpdq3DD3oyEygFACLcBGAsYHQ/s16000/20201122_124625.jpg" /></a></i></div>
<p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><o:p></o:p></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Eu <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">AMEI</b> conhecer esse livrinho poderoso, e apesar de ter me aprofundado ou falado muito a respeito do enredo, fica aqui minha indicação de leitura e torcida para que tenha conseguido despertar tua curiosidade, caso ainda não conheça a obra. Uma ótima opção para presentear um jovem, assim como um adulto que está tão sobrecarregado do dia a dia, que precisa de um respiro e quem sabe ressignificar algumas coisas em sua vida.</span></p>
</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-JHp5Q5m3Q84/X85-3bLS5SI/AAAAAAAAKL4/WDclHtr2QX0Wu35jQRVhx_QmH5fpNYvFQCLcBGAsYHQ/s500/41NO6HFhJIL.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="500" data-original-width="338" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-JHp5Q5m3Q84/X85-3bLS5SI/AAAAAAAAKL4/WDclHtr2QX0Wu35jQRVhx_QmH5fpNYvFQCLcBGAsYHQ/s320/41NO6HFhJIL.jpg" /></a></div>
<div></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"><b>O PEQUENO PRÍNCIPE</b></div>
<div style="text-align: justify;"><b><br /></b></div>
<div style="text-align: justify;"><i><b></b></p>
<blockquote><p><b>Sinopse:</b> “O essencial é invisível aos olhos &#8230;&#8221; O Pequeno Príncipe é uma das obras literárias mais lidas no mundo e isto se deve à sua capacidade de relevar, a cada pessoa, significados diferentes, profundos, diante de uma história aparentemente simples. Nesta nova edição, você terá a chance de revisitar asteroides, planetas e baobás, encontrar uma certa raposa e admirar uma rosa muito especial. Escrito há mais de 70 anos, este livro é um dos favoritos de todos os apaixonados por literatura. E, até quem não tem hábito de leitura, se encanta pela doçura do pequeno príncipe. Ilustrado com as aquarelas do autor, a obra narra a amizade entre um piloto perdido no deserto e seu amigo inesperado, o pequeno príncipe. Seja esta a sua primeira leitura ou já perdeu as contas de quantas vezes leu a história: prepare-se para se emocionar.</p></blockquote>
<p></i></p>
<p align="center" style="text-align: center;"><b><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Ficha técnica:<o:p></o:p></span></b></p>
<p align="center" style="text-align: center;"><span face="&quot;Calibri Light&quot;,sans-serif" style="font-size: 12pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Fábula, Infanto-Juvenil | Antoine de Saint-Exupéry | <b>Faro Editorial</b> | 2020 | 1º Edição | 128 Páginas | Tradução: Rafael Arrais | Cortesia | Classificação: 5/5 | <b>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/o-pequeno-principe-11652164ed11669209.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/39QqUG4" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a> – <a href="https://oferta.vc/v2/342d600bec5" target="_blank" rel="noopener">SUBMARINO</a><o:p></o:p></b></span></p>
<p><span face="&quot;Calibri Light&quot;, sans-serif" style="font-size: 12pt;">Até a próxima! Bye.</span></p>
<p style="font-style: italic;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-OPNIMmRbv5g/X6L4YooXjnI/AAAAAAAAKE0/-MRyhmVP2U8VhYp1SBdS0-_DKEHLCRIpQCPcBGAYYCw/s320/ma82tw.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="121" data-original-width="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-OPNIMmRbv5g/X6L4YooXjnI/AAAAAAAAKE0/-MRyhmVP2U8VhYp1SBdS0-_DKEHLCRIpQCPcBGAYYCw/s0/ma82tw.png" /></a><span style="text-align: justify;">&nbsp;</span></div>
</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Flores para Algernon – Daniel Keyes &#124; Editora Aleph</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 14:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Keyes]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Aleph]]></category>
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					<description><![CDATA[Charlie Gordon é um homem de trinta e dois anos, portador de uma deficiência intelectual&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-VpDyyQIfCD4/XyGLsNATkDI/AAAAAAAAJ3M/ffc4I63pWaU1OE1YtMl5I6j0Qh_Fv2usQCLcBGAsYHQ/s2048/20200727_102248.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="1152" data-original-width="2048" height="439" src="https://1.bp.blogspot.com/-VpDyyQIfCD4/XyGLsNATkDI/AAAAAAAAJ3M/ffc4I63pWaU1OE1YtMl5I6j0Qh_Fv2usQCLcBGAsYHQ/w781-h439/20200727_102248.jpg" width="781" /></a></div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Charlie Gordon</span></b><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"> é um homem de trinta e dois anos, portador de uma deficiência intelectual grave, ou seja, seu QI é abaixo de 68%. Sua condição faz com que Charlie enxergue o mundo a sua própria maneira, entretanto Charlie tem um diferencial, ele tem sede por aprender, nutre o sonho de ser inteligente, ele acredita com todo seu ser que quando for inteligente sua vida será transformada. E essa obsessão, essa gana por ir além, faz com que sua motivação e determinação seja algo impressionante, e torne Charlie uma escolha perfeita.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Cientistas de uma universidade de neurociência desenvolveram um <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">experimento</b> que tem como ponto central, elevar a inteligência do individuo submetido ao procedimento cirúrgico. Mas para isso, eles precisavam de uma cobaia, e Charlie se revela promissor, justamente por sua necessidade de sempre aprender mais e mais. Esse experimento já foi testado uma vez, só que em um rato chamado <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Algernon</b>, e os resultados foram um sucesso, e agora eles precisam dar mais um passo, e testar em humanos e Charlie foi o escolhido.<o:p></o:p></span></p>
<p align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"></span></i></p>
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;">“Se você é intelijente você podi ter muitos amigos pra conversar e você nunca ficara solitário sosinho o tempo todo.”</i></p></blockquote>
<p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><o:p></o:p></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Quando conhecemos Charlie, ficamos cientes de suas dificuldades, diariamente ele faz relatórios de <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">progresso</b>, que se mostram cheios de erros de grafia, seus textos não possuem uma estrutura, tudo é muito cru, raso e infantil. E após a cirurgia, gradativamente passamos a conhecer um novo homem, com alta capacidade de absorção, dono de uma evolução intelectual admirável, que passa a ter uma nova vida. Seus relatórios agora são mais elaborados, com linguagem técnica, vocabulário mais amplo e culto. Contudo, toda essa evolução fica no âmbito da “Inteligência/Desenvolvimento Intelectual”, o seu lado emocional aquilo que que é de íntimo não acompanha.<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">À medida que ele se torna mais inteligente, ele também se torna mais consciente do mundo e as pessoas a sua volta, e isso “meio” que quebra toda a inocência, pureza e tudo aquilo que ele pensava conhecer. É como chegar em um mundo totalmente novo. Uma tela quase em branco. E se deparar com essa “realidade”, com a crueldade gera em Charlie novas reflexões e faz com que traumas de sua infância voltem a atormentá-lo. E é justamente neste ponto que tudo se torna melancólico, emocionante e difícil.<o:p></o:p></span></p>
<p align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"></span></i></p>
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;">“Apesar de sabermos que, no fim do labirinto, a morte nos aguarda (e isso é algo que nem sempre soube, até pouco tempo atrás, pois o adolescente em mim pensava que a morte acontecia só com outras pessoas), vejo agora que o caminho escolhido pelo labirinto me faz quem sou. Não sou apenas uma coisa, mas também uma maneira de ser – uma das muitas maneiras -, e saber os caminhos que percorri e os que me restam vai me ajudar a entender o que estou me tornando.”</i></p></blockquote>
<p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><o:p></o:p></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Que história incrível, transformadora e capaz de mudar seu olhar sobre as pessoas que possuem deficiência intelectual, ou melhor, seu olhar sobre o mundo de modo geral. É impossível não se envolver, não sentir. Charlie é o tipo de personagem que mexe com o leitor, e sua história toca nosso coração. Essa leitura é necessária. As questões que essa história levanta são pertinentes e importantes, tais como rir de, ou rir com? Abraçar as diferenças, tentar entende-las, respeitá-las, como lidar? Experimentos em animais, tudo bem?<o:p></o:p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">FLORES PARA ALGERNON</span></b><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">é o tipo de título que te obriga a ler para entender do que se trata o enredo, não há pistas, não entrega muito. E esse foi um ponto que eu gostei bastante, outro ponto que quero mencionar e que acredito não ser um spoiler, é o desconforto que nosso protagonista passa a sentir a medida que ele compreende a sua situação, quando ele passa a se enxergar como um experimento, como se fosse um “rato de laboratório”, a ponto de se nivelar e não enxergar diferença entre ambos. E com isso, os acontecimentos ganham um peso diferente. Outro ponto que amei vislumbrar, é que tudo o que Charlie vive, permite a ele enxergar a sua própria vida com um segundo olhar, e a compreensão disto, faz com que ele se torne ciente e até aceite, que chegar ao fim, pode trazê-lo de volta ao início.<o:p></o:p></span></p>
<p align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"></span></i></p>
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;">“O mundo nãos os quer, e eles logo aprendem isso.”</i></p></blockquote>
<p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><o:p></o:p></i></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Apenas <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">LEIAM</b>! É uma obra maravilhosa, muito bem pensada, dosada, estruturada de modo a fazer o leitor compreender cada etapa da vida do Charlie. Você irá se emocionar, repensar muitas coisas, reavaliar outras e entender o porquê deste livro ser tão especial e necessário. Infelizmente não há nada que possa dizer aqui para te ajudar a compreender a dimensão dessa história, mas espero de coração ter plantado a sementinha da curiosidade em vocês. <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">LEIAM! LEIAM! LEIAM!</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"></span></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-uhN24aTDwRw/XyGMpA1Qc3I/AAAAAAAAJ3Y/EGvFJgkk5v84oY-J7w3uP150mMWhRu_dQCLcBGAsYHQ/s500/41xwK-nsBKL.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="500" data-original-width="332" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-uhN24aTDwRw/XyGMpA1Qc3I/AAAAAAAAJ3Y/EGvFJgkk5v84oY-J7w3uP150mMWhRu_dQCLcBGAsYHQ/s320/41xwK-nsBKL.jpg" /></a></div>
<p><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><br /></b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;">FLORES PARA ALGERNON &#8211; Daniel Keyes</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><i><b></b></i></p>
<blockquote><p><i><b>Sinopse: P</b>ublicado originalmente em 1966, Flores para Algernon foi o grande expoente da carreira do escritor, ganhador do prêmio Nebula e inspiração para o filme Os Dois Mundos de Charly (1968) – que garantiu a Cliff Robertson o Oscar de Melhor Ator. E com mais de 5 milhões de exemplares vendidos e referência dentro das escolas dos Estados Unidos, a obra surgiu sobre as palavras de um homem de 32 anos e 68 de QI: Charlie Gordon. Com excesso de erros no início do romance, os relatos de Charlie revelam sua condição limitada, consequência de uma grave deficiência intelectual, que ao menos o mantém protegido dentro de um “mundo” particular – indiferente às gozações dos colegas de trabalho e intocado por tragédias familiares. Porém, ao participar de uma cirurgia revolucionária que aumenta o seu QI, ele não apenas se torna mais inteligente que os próprios médicos que o operaram, como também vira testemunha de uma nova realidade: ácida, crua e problemática. Se o conhecimento é uma benção, Daniel Keyes constrói um personagem complexo e intrigante, que questiona essa sorte e reflete sobre suas relações sociais e a própria existência. E tudo isso ao lado de Algernon, seu rato de estimação e a primeira cobaia bem-sucedida no processo cirúrgico. Perturbador e profundo, Flores para Algernon é tão contemporâneo quanto na época de sua primeira publicação, debatendo visões de mundo, relações interpessoais e, claro, a percepção sobre nós mesmos. Assim, se você está preparado para explorar as realidades de Charlie Gordon, também é a chance para perguntar: afinal, o mundo que sempre percebemos a nossa volta realmente existe?</i></p></blockquote>
<p align="center" style="text-align: center;"><b><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Ficha técnica:<o:p></o:p></span></b></p>
<div style="text-align: center;">
<p align="center"><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;">Ficção científica, epistolar</span><span style="background: white; color: #222222; font-family: &quot;Arial&quot;,sans-serif; font-size: 10.5pt; line-height: 107%;">| </span><span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;,sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-ascii-theme-font: major-latin; mso-bidi-theme-font: major-latin; mso-hansi-theme-font: major-latin;"><b>Daniel Keyes</b> | <b>Editora Aleph</b> | 2018 | 288 Páginas | Tradução: Luisa Geisler | Classificação: 5/5 <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2764.png" alt="❤" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />| <b>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/747864ED750929" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> &#8211; <a href="https://amzn.to/2D2o5DM" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></b><o:p></o:p></span></p>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<div>&nbsp;<span style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;, sans-serif; font-size: 12pt;">Até a próxima! Bye.</span></div>
<div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-tLn8tJb1w1E/XyGNjeW0DeI/AAAAAAAAJ3k/CdbOKpcXIFs2G-hAimuCVaUjfUzDHhEQQCLcBGAsYHQ/s1509/Ass.%2BBiia.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="358" data-original-width="1509" height="119" src="https://1.bp.blogspot.com/-tLn8tJb1w1E/XyGNjeW0DeI/AAAAAAAAJ3k/CdbOKpcXIFs2G-hAimuCVaUjfUzDHhEQQCLcBGAsYHQ/w500-h119/Ass.%2BBiia.png" width="500" /></a></div>
</div>
</div>
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