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	<title>Policial &#8211; Atitude Literária</title>
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	<description>Site literário feito para verdadeiros apaixonados por livros e tudo que eles representam.</description>
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		<title>30 Anos Depois – Bruno Bastos &#124; Editora Alarde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 18:24:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Bastos]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Alarde]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[O cenário não poderia ser mais complexo, três policiais assassinados em diferentes comunidades do Rio&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">O cenário não poderia ser mais complexo, três policiais assassinados em diferentes comunidades do Rio de Janeiro e uma cidade inteira à beira do <strong>colapso</strong>, observando o medo ganhar corpo diante da possibilidade de um passado sangrento voltar à tona. <strong>30 anos depois</strong>, uma operação marcada pela violência extrema ameaça se repetir, reacendendo memórias, traumas e a sensação sufocante de que, em determinados lugares, a vida continua presa ao mesmo ciclo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Em meio ao caos, acompanhamos a Delegada <strong>Fernanda</strong>, pressionada pelo tempo, pelos interesses escusos e, sobretudo, pela impossibilidade de confiar em quem deveria estar ao seu lado. Cercada por um sistema corroído pela corrupção, ela se vê obrigada a recorrer a alguém que conhece bem &#8211; <em>talvez até demais</em> -, Leonardo, seu ex-companheiro. Apesar das feridas, divergências e da bagagem emocional mal resolvida, os dois mergulham juntos em uma investigação perigosa, onde cada descoberta abre portas para novos segredos e cada passo parece aproximá-los do abismo. Não demora para percebermos que esta não é apenas uma corrida contra criminosos, mas uma batalha pela própria sobrevivência, pela verdade e pela confiança.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“ — Meu velho, eu odeio vocês. Acho que vocês são da pior espécie, mas odeio muito mais quem veste a mesma farda que eu e faz pior do que vocês. A guerra hoje não é entre a gente. Nós queremos pegar os mesmos caras.”</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Caros leitores,</strong> esta é uma resenha especialmente significativa para mim. Bruno é um amigo e acompanhar, ainda que de perto, o nascimento deste projeto – todas a dedicação, as dúvidas, o esforço para transformar uma ideia em livro -, torna tudo inevitavelmente mais emocionante. Ver <strong><em>30 Anos Depois</em></strong> finalmente ganhar forma e chegar às mãos dos leitores é algo que me deixa genuinamente feliz. E sim, preciso dizer com todas as letras: esta é uma leitura que eu <strong>RECOMENDO</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">O que mais me chamou atenção foi a honestidade brutal da narrativa. <strong><em>30 Anos Depois</em></strong> não suaviza a realidade nem tenta torná-la mais confortável para o leitor. Pelo contrário, o <strong>Bruno</strong> constrói um retrato duro e assustadoramente verossímil da violência urbana, da corrupção institucionalizada, da presença sufocante das milícias, do medo constante e das marcas deixadas por decisões políticas, abusos de poder e desigualdades sociais. É um livro que ecoa aquilo que vemos diariamente nos jornais ou, para muitos, aquilo que se vive na pele.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="768" class="wp-image-6130" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260526_135615-1024x768.jpg" alt="" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260526_135615-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260526_135615-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260526_135615-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260526_135615-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260526_135615-1170x877.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260526_135615-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/20260526_135615.jpg 1607w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Há também algo muito forte na maneira como a história trabalha os impactos humanos dessa violência &#8211; <em>mesmo que isto não seja o centro do enredo, e apareça superficialmente na narrativa</em>. O trauma coletivo, as consequências emocionais, os dilemas morais, as segundas chances e a fragilidade das relações aparecem sem romantização. O autor não busca justificar o injustificável, nem amenizar as dores de quem ficou pelo caminho. Existe uma sensação constante de impotência, porque a narrativa nos lembra o tempo inteiro que, em determinados contextos, ninguém sai ileso.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“A falta de pudores para exercer seu trabalho fez Fernanda pensar nas suas próprias atitudes. Será que seu caráter estava tão acima do da jornalista?”</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Por ser o primeiro livro do Bruno, a sensação ao finalizar a leitura é de expectativa. Há personalidade, coragem e uma identidade narrativa que merece amadurecer e crescer. Sinceramente, espero vê-lo consolidar seu espaço dentro do thriller policial, porque <em>30 Anos Depois</em> demonstra potencial, voz própria e, acima de tudo, disposição para contar histórias que incomodam, provocam e permanecem conosco mesmo após a última página.</p>
<blockquote>
<figure class="wp-block-image alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" width="630" height="909" class="wp-image-6127" style="aspect-ratio: 0.6930875576036867; width: 161px; height: auto;" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-23-202031.png" alt="" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-23-202031.png 630w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-23-202031-208x300.png 208w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-23-202031-585x844.png 585w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></figure>
<p>

</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>30 ANOS DEPOIS &#8211; Terror no Rio de Janeiro</strong></p>
<p>

</p>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><strong>Sinopse: </strong><em>Trinta anos após a chacina de Vigário Geral, a história ameaça se repetir. Três policiais são assassinados em diferentes comunidades do Rio de Janeiro e a cidade entra em estado de alerta. Enquanto cresce a pressão por uma nova invasão violenta, a delegada Fernanda corre contra o tempo para descobrir quem está por trás das execuções, antes que o medo se transforme em massacre. Para isso, ela recorre ao ex-companheiro, Leonardo, reacendendo uma parceria marcada por confiança, conflitos e riscos pessoais. Em meio aos jogos de poder, corrupção e manipulação da mídia, cada escolha pode custar vidas. 30 Anos Depois é um thriller policial tenso e atual sobre memória, violência e as consequências de repetir o passado. </em></p>
<p style="text-align: center;"><strong style="text-align: center;">Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Thriller Policial | Bruno Bastos | Editora Alarde | 2026 | 1ª Edição | 80 páginas | Classificação indicativa: 14+ | Literatura Nacional | Minha avaliação: 4/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/pt/book/122666301" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://editora-alarde.lojaintegrada.com.br/30anosdepois" target="_blank" rel="noopener">ALARDE</a></strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Tempo de Matar &#8211; John Grisham &#124; Editora Arqueiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Oct 2023 23:02:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Suspense]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Arqueiro]]></category>
		<category><![CDATA[EuLeioArqueiro]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Brigance]]></category>
		<category><![CDATA[John Grisham]]></category>
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					<description><![CDATA[* Resenha postada originalmente no blog ESTANTE DIAGONAL, no qual sou colaboradora. Alerta de gatilhos!&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>* Resenha postada originalmente no blog <a href="https://www.estantediagonal.com.br/" target="_blank" rel="noopener">ESTANTE DIAGONAL</a>, no qual sou colaboradora.</em></p>
<p style="text-align: center;"><span class="penci-highlighted-black">Alerta de gatilhos! A obra aborda assuntos sensíveis como estupro, violência e assassinatos.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Não existe uma maneira de se iniciar a leitura de <strong>TEMPO DE MATAR</strong>, preparado para o que irá se encontrar. É necessário que por diversas vezes se pare, respire fundo e seque as lágrimas, que você esteja pelo menos avisado, que um turbilhão de emoções irá te alcançar feito um terremoto que abala todas as suas estruturas, logo na primeira página, e que a leitura irá te tirar totalmente da zona de conforto, te colocar frente a frente com questões sociais, ideológicas, econômicas, raciais, criminais&#8230; questões de humanidade, vida, família, justiça, vingança&#8230; é brutal, intenso, revoltante, angustiante e cheio de apontamentos que infelizmente ainda hoje, precisam ser esmiuçados, destrinchados, na esperança de que assim, sejam enfim entendidos, aprendidos e não mais repetidos em nossa sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma jovem de <strong>dez anos</strong>, uma menininha indefesa, preta, que está amarrada, sendo brutalmente <strong>estuprada</strong>, por <strong>dois</strong> homens bêbados e drogados, <strong>brancos</strong>, que estão se divertindo com toda a cena que se desdobra a sua frente, a jovem está machucada, abalada, amedrontada, mas se ela chorar, ou pedir por misericórdia só ira apanhar mais e mais, então, ainda que em sua pouca idade, ela aguenta, ela tenta o seu máximo ser forte, porque ela só quer que tudo aquilo termine e ela possa voltar para sua casa&#8230; Obviamente que como esperado, após muito ser usada, espancada, maltratada, eles cansam, acham que está bom, e o primeiro impulso é matá-la, mas por um triz, ela escapa da morte. Encontrada por populares, é levada para sua casa e a família então, se torna ciente do que lhe aconteceu.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Willard perguntou a Cobb se ele achava que ela estava morta. Cobb abriu outra lata de cerveja e explicou que ela não estava morta porque negros geralmente não morriam apenas por conta de chutes, socos e estupros. Era necessário muito mais, algo como uma faca, um revólver ou uma corda, para se livrar de um negro.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desesperados</strong> é talvez a palavra que melhor descreva a reação da família quando olham para a garotinha toda machucada e ensanguentada. O pai, que estava trabalhando chega e é devastado por sua garotinha estar naquele estado, mas ele a pega em seu colo e a carrega para o hospital, lá ficando ciente da extensão dos ferimentos e das consequências que o jovem corpo irá pagar. <strong>Carl Lee</strong>, não consegue impedir sua raiva, controlar seus impulsos, seu ódio, sua amada filhinha está passando por cirurgia e por mais que ele queria acreditar que o ÚNICO xerife negro <strong>Ozzie Walls</strong>, irá cumprir o que lhe prometeu de encontrar os dois culpados pelo crime, e os levarem a julgamento, Carl Lee sabe que o desfecho pode ser bem diferente. E motivado pelo amor que sente por sua filha, assim como pelo ódio só de pensar em todo horror que ela passou nas mãos daqueles dois monstros, ele toma uma decisão, irá fazer justiça com as próprias mãos.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-4868 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-2048x1536.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-1-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jake Brigance</strong> é advogado, e um velho conhecido da família Hailey. Aos 37 anos, é tido como um dos melhores da sua área de atuação, ele não trabalha em um grande escritório, não possui grandes clientes, mas se orgulha de trabalhar para e pelas pessoas. Pai de uma garotinha de 4 anos, se pega pensando sobre como seria sua reação se estivesse na posição de Carl Lee, e de certa forma se assusta ao constatar que talvez tomasse a mesma decisão vingativa que o homem, ainda assim, ele tentou o acalmar, conversar sobre o que ele encontraria caso seguisse sua fúria, mas também disse que o ajudaria se fosse preciso, jamais imaginando o tamanho do caos que iria se instaurar na pequena cidade de Mississippi.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Falou para eles fingirem que a menina tinha cabelos louros e olhos azuis, que os dois estupradores eram negros, que amarraram seu pé direito a uma árvore e o esquerdo ao poste de uma cerca, que a estupraram várias vezes e a xingaram por ela ser branca. Falou para eles imaginarem a garotinha deitada lá, implorando pelo pai, enquanto eles chutavam ela na boca e arrancavam seus dentes&#8230; (&#8230;) Então ele falou pra eles imaginarem que a menina era deles, a filha deles.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Caros leitores, escrever esta resenha está sendo muito difícil. Porque está me fazendo reviver tudo que senti ao longo da leitura, lágrimas e mais lágrimas, mãos que tremem, coração doendo e um sentimento de impotência tão absurdo que me rouba as palavras. <strong>TEMPO DE MATAR</strong>, se passa em Mississippi, nos EUA, na década de 80, um estado ainda em fase de integração social, foi originalmente publicado em 1989, mas ganhou notoriedade com a adaptação cinematográfica em 1996. Como mencionei ali em cima, a obra retrata a história de um pai que quer vingança, justiça, após sua filha de dez anos ser brutalmente estuprada. Ele invade o fórum, e mata os dois acusados de terem cometido o crime, sem nenhum remorso, culpa, ou arrependimento, no ato ele também atinge um policial na perna.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário é de muito racismo, e isso fica claro quando falam da vítima, assim como tratam o caso, ficando evidente que se fosse uma criança BRANCA estuprada por dois homens PRETOS, e que o pai desta os matasse, não daria em absolutamente nada, ele nem seria indiciado, porque seria justificável, mas que como foi o contrário, eles querem um julgamento, ou melhor, uma condenação. Jake aceita a difícil missão de ser o advogado de Carl, ele resolve lutar mesmo ciente de que não terá um julgamento justo, entendendo que provavelmente todo o júri será composto por brancos, ele tenta transferir o local de julgamento&#8230; mas tudo parece fadado a derrota. E não é só isso&#8230; a Ku-klux-klan, entra na briga de lados. Ameaças e mais ameaças são feitas, a família de Carl, a família do Jake a própria polícia&#8230; cruzes são queimadas. Jake e a família de Carl, tentam muito se manterem firmes, lutando bravamente, mesmo com recursos escassos, a beira de passar fome&#8230; é um pesadelo que vem destruindo tudo e todos que nele estão envolvidos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4870 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-2048x1536.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/TM-Blog-3-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Que baita livro, que leitura forte. A narrativa do autor é minuciosa, ele se apega a detalhes e esse pode ser um ponto que desagrade alguns leitores, mas para quem gosta de tudo esmiuçado, de conhecer um pouco dos bastidores de um julgamento, e não liga para umas páginas a mais, essa leitura vai ser viciante, empolgante e cheia de reviravoltas. Eu AMEI, e queria muito saber como colocar todos os meus sentimentos aqui nestas palavras, mas não consigo. Que final&#8230; que discussão mais emocionante a dos jurados no fim, foi de arrepiar. Outro ponto que me chamou bastante atenção também, é em como algumas pessoas se compadeciam em seu íntimo, até conseguiam se colocar no lugar daquele pai, mas o condenavam mesmo assim, por se tratar de uma pessoa preta.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— A sua condenação seria outro tapa na nossa cara, um símbolo desse racismo arraigado, de velhos preconceitos, velhas hostilidades. Isso seria um desastre. Você não pode ser condenado.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Venha ser confrontado confrontados sobre qual seria seu posicionamento em relação ao crime, se você o veria como justiça ou vingança? Apoiaria ou condenaria? Como você encara o ato de matar? Os fins justificam os meios? Você é a favor da pena de morte?</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim&#8230; é um livro para se ler, pensar e repensar muitas coisas. Só quero ressaltar que quanto a parte jurídica da história eu não tenho muito o que falar, uma vez que não tenho propriedade no assunto e desconheço as vias legais, mas quanto ao enredo, ao “Thriller Jurídico”, que eu mais caracterizaria como um drama, eu deixo aqui meus aplausos de pé. Este Foi meu primeiro contato com a escrita do autor e estou aqui, louca, ensandecida, para conhecer todos os demais livros dele, vai ser uma das minhas metas.</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4871 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/91YHUeKXKoL._SY425_-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/91YHUeKXKoL._SY425_-208x300.jpg 208w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/10/91YHUeKXKoL._SY425_.jpg 295w" sizes="(max-width: 208px) 100vw, 208px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TEMPO DE MATAR</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em>Na cidade rural de Clanton, Mississippi, a pequena Tonya Hailey, uma criança negra de dez anos, é estuprada por dois homens brancos e abandonada num riacho para morrer. Quase imediatamente, os criminosos são capturados num bar de beira de estrada, onde estão se vangloriando de seu feito. Alguns dias depois, quando eles se apresentam no tribunal, o pai de Tonya, Carl, invade o subsolo do fórum e mata os dois com um fuzil. Assassinato ou execução? Justiça ou vingança? O jovem advogado Jake Brigance é contratado para defender Carl. Por dez dias, cruzes em chamas e os disparos de um franco-atirador tomam as ruas de Clanton. Enquanto o país assiste fascinado ao julgamento, Jack luta para salvar seu cliente e, depois, também a própria vida. Em <span class="a-text-italic">Tempo de matar</span>, John Grisham analisa as profundezas monstruosas da violência racial e, com uma narrativa eloquente, reflete sobre a face questionável da justiça em uma cidade pequena no Sul dos Estados Unidos.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Suspense, Drama, Policial | <strong>John Grisham</strong> | <strong>Editora Arqueiro</strong> | 1ª Edição | 2021 | 544 Páginas | Tradução: Bruno Fiuza e Roberta Clapp | Classificação Indicativa: 16+ | Cortesia do Blog Parceiro | Minha avaliação: 4.5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/2250ED11962531" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> &#8211; <a href="https://amzn.to/3LNOANx" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
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		<title>Ponte do Medo – Taylor Adams &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Oct 2022 13:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Taylor Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller Psicológico]]></category>
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					<description><![CDATA[ALERTA DE GATILHOS: O livro aborda temas sensíveis, tais como; suicídio e violência. Há três&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span class="penci-highlighted-blue">ALERTA DE GATILHOS: O livro aborda temas sensíveis, tais como; suicídio e violência.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Há três meses <strong>Lena</strong> tem tido dificuldades em lidar com a morte da sua irmã gêmea, <strong>Cambry</strong>. E ainda que ambas sempre tenha sido opostas em suas personalidades e maneira de viver a vida, ela sabe que sua irmã jamais cometeria suicídio. Mesmo que a versão oficial da policia diga que ela dirigiu até uma ponta remota e tenha saltado de sessenta metros de altura direto para a morte, ela se recusa em aceitar. Sentindo que precisa buscar a verdade, ir a fundo para realmente entender o que de fato aconteceu com a sua irmã, ela se mune de determinação e coragem, pega o carro que foi da sua irmã, um gravador e vai até o local onde tudo aconteceu. Irá encontrar o policial <strong>Raymond</strong>, a última pessoa que a viu ainda com vida, e aquele que a encontrou morta, quem sabe fazendo as perguntas certas e no tom apropriado, ela possa obter pistas ou a verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">O cabo <strong>Raymond</strong>, acaba se revelando uma figura segura de si, convicta, muito simpático e prestativo, disposto a tirar todas as suas dúvidas, levando Lena até onde o carro havia sido deixado e depois mostrando o local de onde Cambry teria pulado, ele narra os fatos daquele dia com precisão, entretanto, Lena já havia feito seu dever de casa, estudo minuciosamente o material disponível sobre a tragédia, e passa a notar certas incongruências, alguns fatos que ele parece fazer questão de omitir, fazendo com que ela tenha certeza de que ele sabe mais do que está contando. Conforme as horas passam, a tensão aumenta, e a ousadia de Lena também, ela se agarra a tudo que tem com unhas e dentes, dando um tom mais <strong>acusatório</strong>, forçando Ray para além do que ele esperava. Lena quer a verdade e não faz nenhuma ideia do preço que pode custar. À medida que alguns detalhes passam a surgir, algumas <strong>revelações</strong> são feitas, desenhando um cenário muito mais <strong>complexo</strong> e perigoso. Tornando a busca, uma luta por sua própria <strong>sobrevivência</strong>. Poderá Cambry, não ser quem Lena acreditava que ela era? E se a verdade for ainda pior que o relatório policial? E se nada for aquilo que parece ser? Será que realmente conhecemos uns aos outros e a nós mesmos?</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Você não morre de fato quando o seu coração para de bater. Você morre quando é esquecido. Minha irmã não é mais uma pessoa — ela é uma ideia. Eu a levo comigo. Por isso eu preciso preservar cada traço que me resta dela, cada palavra, cheiro e som.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Uau&#8230; foi aqui que pediram tensão, agonia, incomodo, desconforto e uma leitura cheia de ação? Pois toma. <strong>PONTE DO MEDO</strong>, é isso tudo, e talvez um pouquinho mais. Lena é nossa protagonista e está à procura da “verdade” sobre a morte de sua irmã gêmea, já que ela se recusa em acreditar que a mesma teria cometido suicídio. A premissa da história é essa, uma irmã buscando pela verdade e justiça. Só que existe muito mais por trás deste acontecimento, e ela está preste a descobrir. Lena é blogueira, e talvez por um sentimento de culpa, ou saudosismo, ela decide que irá cumprir um desejo antigo de sua irmã, escrever um livro sobre sua história/vida. E é isso que vamos acompanhar, Lena investigando sua morte, ao mesmo tempo em que coleta informações para seu livro. O que também serve para nortear a narração do autor, que distribui o livro em três “narrações” diferentes, sendo; Lena, confrontando o policial Ray no presente. Fragmentos de seu livro, onde ela vai construindo o que teria acontecido com Cambry em seus últimos momentos de vida, sendo a parte do passado e também, as postagens que ela fez em seu blog, onde descobrimos mais sobre ela e como ela se preparou para o encontro com Ray e sua linha de investigação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4448 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-3-1024x774.jpg" alt="" width="1024" height="774" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-3-1024x774.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-3-300x227.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-3-768x581.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-3-1170x884.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-3-585x442.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-3.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">E temos aqui o que pra mim foi o <strong>ponto negativo</strong>, eu não gostei da quantidade de quebra de narrativa, ficava indo e vindo, indo e vindo e nesses momentos, eu perdia o ritmo da leitura, algumas vezes eu achei interessante, preenchia lacunas, mas em outras&#8230; só era irritante mesmo. É importante frisar que eu entendo a jogada do autor, é uma forma de sustentar o mistério, de embaralhar nossa mente e trazer mais questionamentos, apresentar fatos, mas desta vez, não funcionou pra mim. Mas tirando isso, todo o restante, eu amei. Irei falar dos pontos positivos mais adiante.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Não são só o presente e o passado que se confundem no prisma da Ponte do Grampo, Lena se lembrou de ter lido. A vida e a morte também são assim.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É genial como o <strong>Taylor Adams</strong> constrói todo um enredo no contexto de horas, tantas coisas acontecem que parece que estamos acompanhando dias e dias, mas não, são apenas algumas horas e com pouquíssimos personagens. Ele já tinha feito isso em <strong>SEM SAÍDA</strong>, seu primeiro livro, que é incrível – <a href="https://atitudeliteraria.com.br/2020/02/04/sem-saida-taylor-adams-faro-editorial/" target="_blank" rel="noopener"><strong>RESENHA AQUI</strong></a>. E agora repetiu o feito em Ponte do Medo. É palpável a tensão, a sensação de agonia crescente, o quanto ficamos confusos sobre o que está sendo apresentado, o medo de estar julgando uma pessoa inocente, ou de estar concordando com um criminoso. Questionamos a cada minuto as atitudes, as escolhas, as decisões e é agonizante viver essas incertezas enquanto esperamos um desfecho. Desfecho este que é perturbador e apresenta um contexto muito mais complexo do que inicialmente acreditávamos estar investigando.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu queria poder <strong>esmiuçar</strong> cada cena, detalhes do que li aqui, mas seria um tremendo spoiler, como falei, todo o enredo está alicerçado em um único local, em um curto espaço de tempo e com poucos personagens, qualquer fala minha pode entregar algo importante, por isso estou escolhendo parar por aqui e ao invés de seguir comentando os personagens e o enredo em si, apresentar aquilo que pra mim foi o ponto positivo na experiência de leitura.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4447 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-2-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-2-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-2-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-2-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-2-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-2-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-2-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/PM-Blog-2.jpg 1548w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">O Ponto positivo é que tudo é uma enorme confusão e ainda que tenhamos suspeitos muito claros e até adivinhemos parte do que de fato aconteceu, a jornada em desvendar os porquês, é muito mais interessante e valiosa. É isso que prende o leitor e o deixa agoniado aguardando os desfechos. Tudo é muito <strong>improvável</strong>, ao mesmo tempo em que existem coincidências demais, e então as peças voltam a se embaralhar, ninguém, e eu quero reforçar esse ninguém, é aquilo que aparenta ser e você só quer saber se Lena está certa ou errada. E ainda temos o fato de o narrador não ser completamente <strong>confiável</strong>, não tem como você ter certeza de nada, porque ele apresenta somente um ponto de vista e este pode estar manipulando as informações para o caminho que ele acredita ser o verdadeiro.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Lena era uma alma perdida que o sofrimento havia lançado ao ar como um pião, e agora ela havia aterrissado em algo que provavelmente não seria capaz de entender.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Taylor Adams</strong> é mestre construindo histórias tensas e densas, deixando o suspense no ar e embaralhando nossas emoções e a verdade. É sempre muito gratificante ler algo seu e eu só posso deixar aqui meu apelo para que leiam, que deem uma chance a esse autor e se apaixonem por suas histórias. A edição maravilhosa da <strong>Faro Editorial</strong> sempre merece uma menção, porque torna a leitura ainda mais especial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4449 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/612C2Yxz7nL-205x300.jpg" alt="" width="205" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/612C2Yxz7nL-205x300.jpg 205w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/612C2Yxz7nL-585x857.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/612C2Yxz7nL.jpg 683w" sizes="(max-width: 205px) 100vw, 205px" /></p>
<p><strong>PONTE DO MEDO</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> Três meses atrás, Cambry, a irmã gêmea de Lena, dirigiu até uma ponte remota e saltou 60 metros para a morte. Pelo menos, essa é a versão oficial da polícia. Então, Lena pega a estrada, dirigindo o carro da irmã, munida de um gravador, determinada a descobrir o que realmente aconteceu, para entrevistar o policial no local onde ele encontrou o corpo de Cambry. O cabo Raymond aceita encontrar Lena. Ele é simpático, franco e profissional. Mas sua história não parece se encaixar. Registros de ligações da irmã para a polícia e mensagens cortadas com partes reveladoras desenham algo mais complexo. Lena fará de tudo para revelar a verdade. Mas, conforme vai descobrindo mais detalhes, a busca se transforma em uma luta pela própria sobrevivência – pois colocará à prova tudo o que ela achava que sabia sobre a irmã e sobre si mesma. “Uma injeção de adrenalina direto no coração! Explosiva e imprevisível, este livro deixará você no limite desde a primeira página.” – Riley Sager, autor best-seller de Home before dark Para amantes de suspenses de tirar o fôlego! Em Ponte do medo, Taylor Adams mostra de maneira grandiosa como criar personagens arrebatadores, inimigos realmente perigosos e um clima absurdamente sufocante.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Thriller psicológico, policial | <strong>Taylor Adams</strong> | <strong>Faro Editorial</strong> | 2022 | 1º Edição | Páginas | Tradução: | Cortesia | Classificação: 4/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/ponte-do-medo-12186545ed12167926.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/3DsBosG" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Alerta de Tempestades – Maria Adolfsson &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2022 12:50:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Suspense]]></category>
		<category><![CDATA[Doggerland]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Adolfsson]]></category>
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					<description><![CDATA[ALERTA DE GATILHOS: Conteúdo sensível, violência, assassinato, agressão. As festividades de final de ano estão&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span class="penci-highlighted-black">ALERTA DE GATILHOS: Conteúdo sensível, violência, assassinato, agressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;">As festividades de final de ano estão apenas começando, é natal e a detetive <strong>Karen</strong> está inquieta enquanto aguarda sua licença terminar e ela poder retornar ao trabalho. Ela está tentando aproveitar os amigos e a família, mas diante de tudo que carrega consigo devido a uma tragédia do passado o resultado não é o que ela gostaria. Ela ama sua família, até consegue aproveitar a companhia dos seus amigos, mas a vontade de estar sozinha e em um ambiente silencioso tende a falar mais alto. E seu desejo acaba por ser cumprir quando um telefone inesperado de seu chefe a convidando a voltar da licença antecipadamente acontece. Na ilha de <strong>Noorö</strong> em uma pequena cidade, um idoso é encontrado morto. Karen aceita liderar a investigação e mesmo com pouco pessoal devido ao feriado, ela parte em direção ao local do acontecido. Não demora para que a possibilidade de suicídio seja descartada, já que todas as evidencias apontam para um assassinato. E por se tratar de uma cidade pequena, que um dia foi prospera, com briga de famílias, segredos e motivações ainda desconhecidas, que toda a investigação parece um buraco sem fim.</p>
<p style="text-align: justify;">A medida que Karen se esforça para coletar informações dos locais e coopera com a polícia, mais confuso e aterrorizante todo o cenário se torna; sua família mora na região, familiares que há muitos anos ela não visita, mas que agora não irá conseguir escapar de encontra-los, só que estar em meio ao seio familiar outra vez, também irá deixa-la em uma situação delicada, teriam eles ligação com o ocorrido?. Não existem provas, não existem suspeitos, tudo parece caminhar para lugar nenhum, até que algumas fofocas fazem brilhar possibilidades, novos depoimentos são tomados e algumas peças novas no imenso <strong>quebra-cabeça</strong> parece começar a fazer sentido. Só que um novo crime acontece na noite de ano-novo, levando todos de volta para a estaca zero, poderia a cidade inteira estar envolvida?</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Alguma coisa faz Karen gelar. De repente, sua mente está rebobinando os últimos dias: cada reunião, cada conversa, cada informação. E tudo aponta para a mesma conclusão. Impossível, mas, ainda assim&#8230;”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E como se dois crimes, mais o passado de Karen a aterrorizando já não fosse o suficiente, uma grande amiga se encontra em uma situação assustadora, ela precisa de muita coragem para pedir ajuda e tentar se livrar do tormento que tem vivido e vai recorrer a Karen também.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4431 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-02-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-02-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-02-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-02-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-02-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-02-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-02-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-02.jpg 1548w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu gostei muito de <strong>ALERTA DE TEMPESTADES</strong>. Neste livro temos uma imersão na vida da detetive Karen, somos apresentados a uma parte do seu passado, expostos as algumas de suas relações familiares, desvendando parte de tudo que ela enfrentou, e com isso nos deparamos com muitas de suas vulnerabilidades, medos e como isso impacta o seu presente, principalmente por ela estar voltando de uma licença, após se ferir em seu último caso – aquele que conhecemos em PISTAS SUBMERSAS. Ela também está lidando com o fato de não estar morando sozinha, de ter estabelecido um tipo de “amizade” com a filha do seu chefe&#8230; tem muita coisa acontecendo em sua vida particular, em paralelo com a investigação. Quero frisar que eu amei poder ler mais sobre a Karen e os mistérios que rondam sua vida, também gostei muito de conhecer mais da sua família e como eles influenciam ou não sua vida adulta. As escolhas que ela faz, a maneira como ela lida com cada situação trazendo à tona o fato de que não somos “perfeitos”, que como humanos escolhemos alternativas que estão alinhadas ao que achamos certo e necessário, mesmo que elas sejam “questionáveis”.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda a investigação é interessante, a autora consegue manter o suspense por quase o livro todo e mesmo quando começamos a desconfiar de certos comportamentos ficamos apreensivos de como isso vai ser revelado. O desfecho da trama foi bem legal, assim como toda a história da amiga de Karen, alguém que espero poder ouvir mais sobre em outras histórias da série Doggerland. Eu confesso que gostei muito deste segundo volume, a história é fluida, conhecer mais da Karen foi um ponto positivo pra mim, me ajudou a compreender ela melhor e trouxe um novo olhar sobre a personagem em si. Estou bem animada com os próximos livros da série e poder acompanhar o desfecho dos personagens que vem se destacando e ganhando mais espaço.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Durante alguns meses, ouviu ruídos na casa: alguém mexendo nas louças da cozinha, enchendo a banheira, a música do chalé de hospedes, alguém conversando na sala ao lado. E cheiros: café fresco que ela não passou, comida que ela não cozinhou, suor que não era o dela, cheiro de xampu dos cabelos ainda molhados de alguém. A presença de outras pessoas. Pequenos momentos de felicidade. E, depois, o pesadelo vertiginoso em que ela não consegue se defender. A lembrança constante de que já teve isso na vida, mas perdeu tudo. E, quando menos esperar, tudo voltará a desaparecer.”</em></p>
</blockquote>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4432 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-03-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-03-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-03-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-03-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-03-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-03-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-03-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Blog-AT-03.jpg 1548w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Se você conheceu <strong>Maria Adolfsson</strong> agora com este lançamento, eu vou te recomendar que leia primeira o <strong>PISTAS SUBMERSAS</strong> – <strong><a href="https://atitudeliteraria.com.br/2020/08/28/pistas-submersas-maria-adolfsson-faro-editorial-doggerland-vol-1/" target="_blank" rel="noopener">RESENHA AQUI</a></strong> &#8211; e que depois venha conhecer <strong>ALERTA DE TEMPESTADES</strong>, eu acredito de verdade que o teu aproveitamento de leitura será muito melhor. Mas, como eu disse, essa é uma recomendação minha, não significa que você não possa começar a ler por este.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a edição do livro, não tem como não elogiar todo o trabalho gráfico da editora. Sempre muito bem feito. A Faro arrasa demais.</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4433 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/61vJLgnRtSL-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/61vJLgnRtSL-207x300.jpg 207w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/61vJLgnRtSL-585x847.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/10/61vJLgnRtSL.jpg 691w" sizes="(max-width: 207px) 100vw, 207px" /></p>
<p><strong>ALERTA DE TEMPESTADES</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em>É noite de Natal quando a detetive Karen Hornby recebe uma ligação da Polícia Nacional de Doggerland, próximo a Noruega. Ao norte do arquipélago, o corpo de um idoso foi encontrado próximo à antiga pedreira da região, e o que parece ser um acidente à primeira vista logo se torna a cena de um assassinato. Embora esteja afastada por licença médica devido ao ferimento sofrido em seu último caso, Karen aceita liderar a investigação para escapar das celebrações de fim de ano ao lado da família. Enquanto tenta cooperar com a polícia local para achar o culpado, outro crime acontece na véspera de Ano-Novo, porém o que mais perturba a detetive é a possibilidade deste segundo caso não estar apenas relacionado à destilaria de uísque onde encontraram a vítima, mas também aos seus próprios familiares que moram na ilha. Dividida entre cumprir seu papel como policial e enfrentar seus fantasmas, Karen precisa mergulhar fundo em seu passado para desvendar quem é o assassino e resolver este mistério que irá mudar sua vida de uma vez por todas. Uma trama cheia de camadas, criada por uma das autoras mais celebradas hoje nos países nórdicos. ALERTA DE TEMPESTADE é o segundo livro da série best-seller internacional com a detetive Karen Eiken Hornby. Desta vez, a autora nos leva à paisagem gélida da ilha Noorö com detalhes que tornam as ruas de Doggerland ainda mais vivas. PISTAS SUBMERSAS, o primeiro livro da série, também foi publicado pela Faro Editorial.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Policial, suspense <strong>| Maria Adolfsson</strong> | Doggerland, vol. 2 | <strong>Faro Editorial</strong> | 2022 | 1º Edição | 256 Páginas | Tradução: Leonardo Castilhone | Cortesia | Classificação: 4/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/alerta-de-tempestade-12160351ed12142549.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/3g24eYs" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
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		<title>[RESENHA] A Morte e os Seis Mosqueteiros &#124; Anatole Jelihovschi &#124; Editora Jaguatirica</title>
		<link>https://atitudeliteraria.com.br/2017/06/15/resenha-a-morte-e-os-seis-mosqueteiros-anatole-jelihovschi-editora-jaguatirica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jun 2017 16:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Anatole Jelihovschi]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Jaguatirica]]></category>
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					<description><![CDATA[A MORTE E OS SEIS MOSQUETEIROS &#8211; Anatole Jelihovschi Sinopse:&#160;Em seu novo romance policial, Anatole&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-ergkrDM4PP0/WUKw0xGtzaI/AAAAAAAAC-k/WSVHVgW5X8ogDnnoNVC67aE4xd218CJkgCLcBGAs/s1600/g.png" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="644" data-original-width="430" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-ergkrDM4PP0/WUKw0xGtzaI/AAAAAAAAC-k/WSVHVgW5X8ogDnnoNVC67aE4xd218CJkgCLcBGAs/s320/g.png" width="213" /></a></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"><b>A MORTE E OS SEIS MOSQUETEIROS &#8211; Anatole Jelihovschi</b></div>
<div style="text-align: justify;"><b><br /></b></div>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><b>Sinopse:</b>&nbsp;Em seu novo romance policial, Anatole Jelihovschi mergulha fundo no cotidiano das infâncias perdidas, dos relacionamentos partidos, das oportunidades que tantos ainda acreditam distantes demais da realidade. A morte e os seis mosqueteiros é a história de seis garotos muito amigos de uma favela. Quando crianças, tudo era uma grande brincadeira. Os meninos gostavam de se imaginar nos mundos de capa e espada, ou na peça ‘O fantasma da ópera’, mas na verdade moravam em uma favela violenta, com bandidos e policiais trocando tiros e matando gente. Ainda quando a infância sequer os havia deixado, a violência e o tráfico na comunidade em que viviam, de uma forma ou de outra, acabariam por envolvê- los em uma teia de morte, assassinando seus sentimentos, valores e, principalmente, sua amizade.</p></blockquote>
<p><a name='more'></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Existe uma realidade da qual sempre ouço falar. Realidade essa presente nos noticiários, nas mídias e que ainda que me compadeça da dor, que fique triste e angustiada por ver, nem sempre a encaro como algo de fato “real”, presente, constante, não por deixar de acreditar e sim por ser difícil encarar tal crueldade como algo normal. Uma realidade amarga que assola milhares de brasileiros, ou melhor, milhares de pessoas todos os dias, seja acordando, indo trabalhar, dormindo, com si mesmo, com um familiar ou amigo. Uma realidade que não perdoa, que não tem misericórdia e que infelizmente está muito longe de mudar.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><b><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">A MORTE E OS SEIS MOSQUETEIROS</span></b><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"> é um triste relato dessa realidade. Contada através dos olhos do jovem Zequinha, que enfrenta as mais diversas situações e reviravoltas junto com seus amigos, que ainda que nutra sonhos, boa vontade e tente buscar um futuro melhor, precisa lidar com as provocações, tentações e injustiças de quem cresce com poucas oportunidades e nenhuma esperança.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Zequinha, Juca Pelo de Burro, João Mocotó, Zé Grande, Batata e Meia-noite são chamados de os seis mosqueteiros, apelido este dado por uma amiga em comum – Julinha -, que não vive na favela. Juntos eles compartilham as alegrias da infância, as descobertas da idade e sonham com um futuro como o encontrado nas páginas de um livro. Porém, não demora para que tudo isso desmorone. Os anos passam, cada jovem acaba por seguir um caminho, escolhas erradas, escolhas impensadas, escolhas impostas, falta de escolha, como mencionei no início desta, uma realidade cruel. E deste modo vamos acompanhado o dia a dia e lutas destes jovens.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Como é difícil ser confrontado pela verdade. A cada página nos deparamos com um novo obstáculo, com uma nova perda, um novo motivo para desejar fechar os olhos e tentar fingir que isso não existe, ou com um sentimento renovado de que tudo isso precisa receber um basta. Zequinha é o narrador, é através de seus olhos que somos apresentados a esta história. E foi realmente doloroso ver os sonhos de um menino, de um jovem com tanto a viver ir sofrendo rachaduras a cada passo, sem saber qual caminho seguir, se irá sucumbir, ou se tentará seguir firme por outro caminho.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">&#8220;Ninguém tem futuro pela frente mesmo, e não se perde nada ao morrer jovem aqui.”&nbsp;</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br />A obra é verossímil, aborda temas como o desespero, medo, traição, pobreza, violência doméstica, violência sexual, trafico, machismo, preconceito a criminalidade em sua essência. O que torna a leitura angustiante, intensa e amarga. Sabe aquele choque de realidade, aquele chacoalhão de acorda, há vidas sendo interrompidas, infâncias sendo roubadas, famílias destruídas, jovens morrendo antes mesmo de terem a oportunidade de viver e tudo isso em nome de que? De quem? Por quê? A quem culpar? As escolhas erradas, a falta de oportunidade, o caminho tido como o mais fácil? Onde está a solução? Se é que existe uma, já que até quem deveria nos proteger muitas vezes foram corrompidos.<o:p></o:p></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Quando iniciei a leitura já senti que seria pancada, um tapa na cara, mas confesso que ainda assim, mesmo conhecendo de certo modo a “realidade” da vida nas favelas, jamais imaginei que encontraria algo tão cru, intenso e doloroso. É importante ressaltar que o autor buscou retratar o lado mais “pesado”, o que não quer dizer que o dia a dia em uma favela seja apenas tiro, sangue e desespero.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">“Anoitecia com um brilho trêmulo no ar, como se nada à volta fosse sólido, tudo enfumaçado, um cheiro insuportável de álcool rançoso, comida estragada, e aquelas bocas desdentadas rindo e catando lixo para comer.”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Este é meu primeiro contato com a escrita do autor Anatole Jelihovschi e fiquei muito satisfeita. Com uma narrativa leve, simples e cotidiana ele foi capaz de construir um enredo repleto de reflexões, com personagens intrigantes, complexos e que irão abalar seu coração.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Se recomendo a leitura? <b>SIM</b>. Ainda que seu enredo seja&nbsp;pesado, que a quantidade de sofrimento seja imensa, a história em questão é real e é preciso falar a respeito, olhar com outros olhos e assim ser capaz de vislumbrar onde melhorar para quem sabe ser capaz de oferecer um futuro melhor. Talvez seja ilusão desejar que algo mude, mas sou o tipo de pessoa que precisa repetir para si todos os dias, que o mundo é mais, que preciso ter fé, confiar e um dia tudo irá melhorar, as pessoas serão mais humanas, generosas, pensarão antes de agir, terão respeito pela VIDA &#8211; pela própria vida e de todos os demais. Um mundo onde não teremos que temer, que não iremos crescer em meio a choro, sangue e tiroteio. Onde todos, sem exceções encontrarão a felicidade e terão seus direitos básicos respeitados.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Como sempre falo aqui, é só lendo para saber e sentir. Então&#8230; Dê uma chance à obra.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Quero agradecer imensamente a <b><a href="https://www.editorajaguatirica.com.br/" target="_blank" rel="noopener">EditoraJaguatirica</a> </b>pela oportunidade, pelo convite para ler a obra. Recebam meu carinho.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-tXM3P9tztlg/WUKxtGrz3ZI/AAAAAAAAC-o/8IG7R1sq0y454kbaBW9vYImBZGBfuh-qACLcBGAs/s1600/unnamed4.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="662" data-original-width="1177" height="358" src="https://3.bp.blogspot.com/-tXM3P9tztlg/WUKxtGrz3ZI/AAAAAAAAC-o/8IG7R1sq0y454kbaBW9vYImBZGBfuh-qACLcBGAs/s640/unnamed4.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Essa capa é da 1º Edição.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: center;"><b><span style="font-size: x-small;">Ficha técnica:</span></b></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Romance Policial &nbsp;| Editora Jaguatirica | Páginas: 152 &nbsp;| Ano:2017 | 2º Edição |&nbsp;</span><span style="font-size: x-small;">Classificação: 4/5 &nbsp;|&nbsp;</span><a href="https://www.skoob.com.br/livro/513630ED520176" style="font-size: small;" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a></div>
<p><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"></span></p>
<div style="text-align: center;"><b>Compre aqui:</b>&nbsp;<a href="http://amzn.to/2rvxSvk" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a>&nbsp;&#8211;&nbsp;<a href="http://compre.vc/v2/166baeaa011" target="_blank" rel="noopener">Saraiva</a>&nbsp;&#8211;&nbsp;&nbsp;<a href="http://compre.vc/v2/166fc87d1b7" target="_blank" rel="noopener">Compare&amp;Compre</a>&nbsp;&#8211;&nbsp;<a href="https://www.editorajaguatirica.com.br/livros1/romance/a-morte-e-os-seis-mosqueteiros/" target="_blank" rel="noopener">LojaJaguatirica</a>&nbsp;</div>
</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , sans-serif;"><br /></span><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , sans-serif;">Até a próxima! Bye.</span>&nbsp;</div>
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