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	<title>Romance &#8211; Atitude Literária</title>
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	<description>Site literário feito para verdadeiros apaixonados por livros e tudo que eles representam.</description>
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	<title>Romance &#8211; Atitude Literária</title>
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		<title>Razão e Sensibilidade – Jane Austen &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Feb 2024 14:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
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					<description><![CDATA[Caros, leitores! Como vocês já sabem possuo uma relação complicada com a autora Jane Austen,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Caros, leitores! Como vocês já sabem possuo uma relação complicada com a autora Jane Austen, pois existe em mim uma sede de poder ler e conhecer todas as suas obras, ao mesmo tempo em que sua narrativa parece não funcionar muito comigo. Gosto de trazer isto sempre que vou falar sobre ela, porque é importante frisar sua contribuição para com a literatura mundial, é inegável seu talento, a forma como ela retrata a época e toda a ambientação, Jane Austen fala do que viveu, conheceu, presenciou e isso enriquece seus textos e por mais que eu tenha uma “dificuldade” com sua narrativa, isso não quer dizer que irei desistir de lê-la. Seguirei persistindo livro a livro e extraindo o melhor de todos eles. E hoje no caso, vou falar de uma releitura, Razão e Sensibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Razão e Sensibilidade</strong>, mergulha na complexidade das relações familiares, assim como do coração humano, tecendo um intricado enredo que irá abordar as emoções, a sociedade e os romances. A trama desenrola-se no cenário pitoresco do século XVIII, onde as convenções sociais e as expectativas moldavam os destinos das personagens. Em meio a salões opulentos e paisagens campestres, somos apresentados às irmãs Dashwood: <strong>Elinor</strong> e <strong>Marianne</strong> – as protagonistas, sendo Elinor a mais velha e Marianne a do meio, ainda temos <strong>Margaret</strong> que é a irmã mais jovem, porém ela pouco aparece. Enquanto Elinor personifica a racionalidade e a reserva, Marianne é o resumo da sensibilidade e do fervor emocional.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Mas Marianne abominava qualquer tipo de reserva em situações em que nenhuma desgraça concreta pudesse acontecer, e almejar a repressão de sentimentos que eram louváveis parecia-lhe não apenas um esforço desnecessário, mas uma sujeição vergonhosa da razão a opiniões banais e erradas.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A história se desenrola a partir do momento da morte do pai das jovens, que são filhas de um segundo casamento, sendo assim, a herança passa para o meio-irmão das meninas, que fica com absolutamente tudo, incluindo a casa onde elas moram. “Pobres”, elas vão ser acolhidas por um primo da família, em uma casinha mais humilde, tendo essa troca de ambientação e por consequência novas relações interpessoais, é deste novo momento que elas também irão se deparar com seus novos pretendentes. Mas vale aqui um adendo, na época os dotes, o poder aquisitivo ditava os bons casamentos e as boas relações sociais, o que já deixa o alerta, para o peso da nova realidade que elas estão inseridas e nas dificuldades que irão enfrentar por isso.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5115 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141.jpg 1905w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elinor</strong> se apaixona por <strong>Edward</strong>, filho mais velho de uma família rica, com sua reserva e integridade, encarna a virtude rígida que a atrai, entretanto, sua mãe não suporta a ideia de ver seu filho se relacionamento com uma jovem <strong>pobre</strong>. Já <strong>Marianne</strong> se apaixona por <strong>Willoughby</strong>, que mesmo não sendo de uma família tão rica, pertence a uma família de nome e peso, o rapaz personifica o charme e a paixão ardente que seduzem Marianne, levando-a a questionar os limites entre razão e emoção. É como fogo e gasolina, jovens e “inconsequentes”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo da narrativa, <strong>Jane Austen</strong> tece um enredo rico em diálogos perspicazes, ironia sutil e observações penetrantes sobre a natureza humana e a sociedade de sua época. Seja nos salões de baile ou nos bosques silenciosos, cada cena é habilmente construída para revelar as nuances dos relacionamentos entre os personagens, explorando temas universais como amor, decepção, honra, dever e autodescoberta.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;) Às vezes, somos levados pelo que a pessoa diz de si mesma, e muito frequentemente pelo que as outras pessoas dizem dela, sem no darmos tempo para deliberar e julgar.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É muito interessante ver a forma como as irmãs são tratadas como contrastes, só que eu consigo enxergar como tanto a razão como a sensibilidade se misturam, elas não são só uma coisa ou outra, elas são ambas. Elas enfrentam situações paralelas, sem que saibam o que está acontecendo uma com a outra. Elas vão sofrer desilusões, decepções e precisar enfrentar escolhas que as colocarão em caminhos se quer cogitados, devido a suas posições sociais e erros cometidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando dos personagens Elinor é toda discrição e modéstia, busca controlar suas paixões em nome do dever e da <strong>prudência</strong> e as convenções sociais ditam muito do seu comportamento. Já Marianne, é avessa a contenção, mergulha de cabeça nos seus sentimentos, se entrega a intensidade do que quer, <strong>desafiando</strong> as convenções e acaba enfrentando as consequências dos seus impulsos. Não irei falar muito dos pretendentes destas jovens, mas&#8230; não gostei de nenhum dos dois. E quanto ao meio-irmão e sua esposa&#8230; <strong>ODIOSOS</strong>, são detestáveis, é difícil digerir suas escolhas e posicionamentos. E isso é interessante para a história, pois traz mais um traço verossímil de como as coisas realmente eram na época.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5116 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu irei ousar dizer que Razão e Sensibilidade, não é apenas uma história de amor, e muito menos uma história água com açúcar. Mas sim, uma exploração profunda da condição humana e das complexidades do coração. Por meio das jornadas emocionais das irmãs Dashwood, somos lembrados da eterna dança entre razão e emoção, e da busca incessante por um equilíbrio entre essas forças opostas, também somos jogados dentro de uma realidade nua e crua, que não ameniza o sofrimento, os obstáculos enfrentados, deixando claro que nem todos os finais são <strong>felizes,</strong> que alguns são cheios de angústia e lamento, e este para mim, é o ponto alto da história.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Se eu pudesse ao menos saber o que havia no coração dele, tudo seria mais fácil.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Porém, como mencionei no começo, eu tenho um problema com a narrativa da autora, eu não consigo me prender de fato a história, levo dias para concluir a leitura, neste livro em específico, do começo até a metade eu achei lento e difícil, do meio para o fim&#8230; arrastado e chato. Não gostei dos personagens, não gostei do desfecho&#8230; e está tudo bem, porque mesmo não gostando, eu sou capaz de ver os pontos positivos e entender por que ele é considerado uma grande obra atemporal, e seguirei lendo suas obras.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, sim eu deixo aqui fortemente a indicação de leitura. Já falei isso outras vezes e volto a repetir, a única forma de saber se você gosta ou não de um livro, é lendo. Aqui eu compartilho a minha experiencia, a sua pode ser completamente diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de concluir, preciso dizer o quanto está linda a edição da Faro Editorial, que diagramação maravilhosa, com algumas notas de rodapé, cores nas repartições de capítulos, realmente está um charme. Eu amei.</p>
<blockquote><p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-5062 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-200x300.png" alt="" width="200" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-200x300.png 200w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-682x1024.png 682w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-768x1153.png 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1023x1536.png 1023w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1364x2048.png 1364w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1170x1756.png 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-585x878.png 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade.png 1690w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RAZÃO E SENSIBILIDADE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em>Considerado um dos maiores romances de Jane Austen, Razão e Sensibilidade acompanha a vida das irmãs Elinor e Marianne Dashwood enquanto passam por turbulências em busca da felicidade amorosa. Com sarcasmo mordaz e inteligência profunda, entre peripécias, desencontros e revelações, a obra retrata a verdadeira revolução social ocasionada pela mudança para a realização do casamento por amor. Há em Razão e Sensibilidade uma história de amor que, num primeiro momento, parece trivial, mas quando a penetramos profundamente, encontramos uma narrativa sobre maturidade, crescimento pessoal, honra e compromisso, na qual vencem o cultivo do caráter, a sinceridade de propósitos, a paciência, a generosidade e a persistência; e o amor surge como consequência do desenvolvimento da personalidade pelos valores elevados e da síntese entre razão e sensibilidade. Trata-se de uma obra que permanece atual, especialmente numa época como a nossa, em que a insensibilidade assumiu o poder, e a razão é capaz de assumir, muitas vezes, uma voz cínica ou moralista.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Clássico, romance | <strong>Jane Austen</strong> | <strong>Faro Editorial</strong> | 2024 | 1ª Edição | 288 páginas | Tradução: Clarissa Growoski | Classificação indicativa: 12+| Cortesia | Minha avaliação: 3/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/razao-e-sensibilidade-464ed122358229.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/48AcHYt" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Coisas que aprendemos pelo caminho – Sara Goodman Confino &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 20:32:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Sara Goodman Confino]]></category>
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					<description><![CDATA[“(&#8230;) Que esta seja uma lição para você: vai haver pouquíssimas oportunidades na sua vida&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Que esta seja uma lição para você: vai haver pouquíssimas oportunidades na sua vida de jogar uma bebida na cara de alguém. Aproveite-as.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caros, leitores!</strong> Talvez eu esteja escrevendo essa resenha com lágrimas nos olhos, muito saudosismo e uma pitada de quentinho no coração <strong>COISAS QUE APRENDEMOS PELO CAMINHO</strong>, me fez reviver memórias, situações e até sentir o cheirinho de uma senhora muito especial na minha vida, minha avó e foi doce, carinhoso e emocionante. E com isso, não quero dizer que as histórias vividas pela protagonista foram as mesmas da minha família, ou que minha avó se parecia com a personagem Evelyn – <em>talvez na maneira como ela manipulava todos ao redor para fazer o que ela queria</em> -, mas principalmente pelo amor, por lutar bravamente, por sua força, por manter todos unidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jenna</strong> estava com a vida estabilizada e aparentemente feliz, até que após quatro anos é surpreendida com um pedido de divórcio. Sua vida vira de cabeça para baixo, tudo muda literalmente de um segundo para o outro e ela não consegue absorver e lidar com o que está acontecendo na velocidade que “deveria”. Existe muita cobrança dela própria sobre ser uma mulher de mais de trinta anos, sem filhos e agora caminhando para o status de divorciada. Suas convicções sobre o amor estão abaladas, ela precisa de tempo, tempo para digerir tudo e colocar a cabeça no lugar, e talvez ela também precise de um empurrãozinho para voltar a se colocar em movimento e quem irá notar isso é sua avó <strong>Evelyn</strong>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Quando me escondi para que ninguém visse a bagunça que eu era, tinha esquecido que ainda havia gente que queria me ver. Que sentia a minha falta. E de quem, pelo menos até aquele momento, não havia percebido que eu também sentia.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Evelyn é uma <strong>senhora</strong> muito disposta, que precisa retornar para a cidade litorânea na qual cresceu para tratar de “negócios”, ela quer ir dirigindo para lá, o que sua família jamais aceitaria levando em consideração sua idade avançada e os recentes problemas de saúde que ela teve, é quando Jenna enxerga a oportunidade perfeita de sair das vistas de sua mãe, repensar sua vida e de quebra conhecer um pouco do lugar de onde sua avó veio. Antes mesmo de dar a partida no carro, Jenna já percebe que essa viagem será diferente de tudo que ela esperava, além disto, irá se deparar com um lado da avó que ela não conhecia, visitando suas vulnerabilidades e descobrindo que antes de seu avô, Evelyn teve um outro amor, um inesquecível e proibido&#8230; E os planos e <strong>tramoias</strong> de sua avó, podem incluir até mesmo sua vida pessoal, já que nada parece escapar de suas vistas e boas intenções.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4981 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/410464205_331713793082860_488762880814780993_n.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Isso que falei para vocês é uma premissa do que este adorável livro tem a oferecer. E talvez, eu não esteja sendo imparcial devido as emoções que vivi ao ler, é uma história que traz um relacionamento entre neta/avó muito forte, e isso me pegou profundamente. Mas também é um livro sobre dores, relações familiares, escolhas difíceis, segredos, o amor e os desafios de quem ama. Somos guiados a refletir sobre a importância das relações interpessoais, da empatia e do perdão, aprendendo valiosas lições que nos ajudam a crescer, evoluir e encontrar a beleza nos altos e baixos da jornada da vida. <strong>COISAS QUE APRENDEMOS PELO CAMINHO</strong>, é uma obra que toca o coração, estimula a reflexão e nos lembra da sabedoria contida nas experiências <strong>cotidianas</strong>. Mais do que isso, é sobre encontrar significado nos momentos mais difíceis. Não sei se estou fazendo sentido, mas ao mergulhar com essas duas mulheres de gerações diferentes, enfrentando momento distintos de suas vidas e que vão aos poucos compartilhando um pouco do que estão sentindo, vivendo, é impossível de alguma forma não mergulhar um pouquinho dentro de nós mesmos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Eu amo você o suficiente para deixar você ir embora. E se você me ama de verdade, você vai. Não me faça ser aquele que roubará esses momentos de você.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Mesclando passado e presente, este livro é sensível e ainda que carregue dramas e emoções é escrito de maneira leve, com alívios cômicos constantes, diálogos divertidos e personagens cativantes, Evelyn é sem papas na língua, toda para a frente, uma força da natureza, com opiniões fortes, uma personalidade eletrizante, é encantadora&#8230; Jenna poderia ser eu, você, uma amiga&#8230; alguém que não tinha se dado conta de estar vivendo um relacionamento infeliz, até que de fato é confrontada sobre isso, com inseguranças, e receio por não saber como recomeçar e que pode de fato se permitir retomar o controle sobre sua vida. Temos o Joe, que é muito interessante, leve e charmoso, o Tony que é incrível, a Vivie que se tornou memorável&#8230; enfim, é uma história sobre histórias, sobre vida.</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4795 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente-197x300.png" alt="" width="197" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente-197x300.png 197w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente-671x1024.png 671w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente-768x1171.png 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente-1007x1536.png 1007w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente-1343x2048.png 1343w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente-1170x1785.png 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente-585x892.png 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-Frente.png 1359w" sizes="(max-width: 197px) 100vw, 197px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COISAS QUE APRENDEMOS PELO CAMINHO</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em>Duas mulheres, separadas por gerações, fazem uma viagem a um lugar do passado&#8230; E o que encontram é transformador Quatro anos após se casar, Jenna é pega de surpresa quando o marido pede o divórcio. Com tempo livre e sua vida em transformação, ela concorda em acompanhar sua excêntrica avó, Evelyn, em uma viagem de carro até a cidade litorânea onde grande parte da família cresceu. Durante a viagem, Evelyn conta a história do romance adolescente cheio de obstáculos que conquistou seu coração há mais de setenta anos e mudou o rumo de sua vida. Ela insiste que o retorno à cidade natal não tem nada a ver com isso, apesar de falar muito sobre Tony, seu primeiro amor – inesquecível e proibido. Ao chegar lá, Jenna conhece Joe, o atencioso sobrinho-neto de Tony. A nova amizade e a brisa do oceano lhe dão a confiança e distância necessárias para começar a superar a dor de um casamento desfeito. À medida em que os segredos e verdades do passado de Evelyn se desdobram, Jenna se depara com um novo lado da avó e, principalmente, de si mesma, que ela nunca soube que existia. Uma história comovente sobre família, segredos, corações partidos e sobre o que podemos aprender nos momentos mais inesperados da vida.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Romance, Drama | <strong>Sara Goodman Confino</strong> | <strong>Faro Editorial</strong> | 2023 | 1ª Edição | 288 páginas | Tradução: Willians Glauber | Classificação indicativa: 14+ | Cortesia | Minha avaliação: 4,5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/coisas-que-aprendemos-pelo-caminho-122339936ed122345780.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/48A43K7" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Bad Mother – Mia Sheridan &#124; Editora Charme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 20:52:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller]]></category>
		<category><![CDATA[Charmefaz10]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Charme]]></category>
		<category><![CDATA[Mia Sheridan]]></category>
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					<description><![CDATA[ALERTA DE GATILHOS: Abuso Infantil, crueldade contra animais, violência doméstica e assassinato. Caros, leitores! Irei&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span class="penci-highlighted-black">ALERTA DE GATILHOS: Abuso Infantil, crueldade contra animais, violência doméstica e assassinato.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Caros, leitores! Irei iniciar essa leitura já deixando bem claro que eu AMEI, mas, eu também preciso falar sobre o quanto o livro em questão pode ser perturbador. No início do post eu deixei o alerta de gatilhos, e recomendo fortemente que você se atente a eles. Dito isto, vamos ao que vim fazer aqui, tentar compartilhar com vocês um pouquinho de como foi minha experiencia de leitura de <strong>BAD MOTHER</strong>, novo lançamento da autora Mia Sheridan, dentro do universo dos thrillers e sim&#8230; ela acrescenta romance no enredo, e para MIM isso não foi, e não é, um problema.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sienna Walker,</strong> deixou sua cidade Reno, Nevada para trás, seu objetivo era nunca mais retornar para lá, já que o lugar representava tudo de ruim que ela viveu, e alimentava lembranças dolorosas demais de serem revividas de um curto tempo em que ousou ter esperança. <strong>Nova York</strong>, foi seu destino, ali estava certa de ser seu lugar, até que descobriu algo grave e quando confrontou os responsáveis eles tentaram a calar, sua punição não demorou a chegar, ela é convidada a se retirar do departamento de polícia, a sumir da cidade com a acusação de insubordinação, e agora precisa encarar o local ao qual jurou nunca mais voltar, sim&#8230; <strong>Reno</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela só não contava com a recepção calorosa, e já em seu segundo dia ser direcionada para um caso estranho, brutal e complicado, o assassino não apenas cria toda uma cena para desovar suas vítimas, ele também deixa pistas sobre possíveis novos passos, um verdadeiro tabuleiro de xadrez, ou melhor dizendo, uma mão de cartas, um <strong>jogo mortal</strong> que parece trazer tamanha satisfação para ele, e perturbação para quem tem acesso aos escritos deixados por ele, um jogo que parece não ter fim ou solução.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Danny Boy – ela me dizia. — Pense na vida como um grande tabuleiro de jogo. Se controlas as peças, se for o mestre de cada movimento, você vai ser uma espécie de deus. Se decidir jogar, sempre, sempre jogue para ganhar.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">À medida que os dias passam, Sienna tenta mergulhar fundo nas escassas pistas e corre contra o relógio para desvendar a identidade do assassino, a tensão é palpável, e o mistério só aumenta e torna tudo ainda mais sombrio quando novos crimes acontecem e parecem conversar diretamente com ela e com pessoas próximas a ela. Enquanto luta para manter sua sanidade e sua integridade, ela também se vê forçada a confrontar as lembranças dolorosas de seu passado e a questionar as escolhas que a trouxeram a este ponto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4833 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-2048x1536.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/09/BM-blog-2-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, eu amei a leitura! Mia conseguiu criar uma trama tão bem elaborada que nada está apenas jogado no enredo. Sua escrita é fluída, a forma como ela escolheu contar a história prende o leitor do início ao fim, e isso se dá principalmente porque por mais que o assassino não seja um “narrador” da história, ele ganha voz ao deixar cartas, textos de um diário, de uma vida dura demais, e ainda que tenhamos certeza dos crimes que ele comete, é impossível por vezes não se <strong>sensibilizar</strong> e sofrer com o que está bem ali, o que torna a leitura difícil, porque se você for sensível, vai sim precisar parar, respirar e digerir o que leu, para então dar continuidade. Por isso mais uma vez reforço, fique atento aos gatilhos. Toda a investigação, o mistério, o clima de tensão que paira sobre o enredo são muito bem construídos e isso garante um final surpreendente, ainda que você até cogite o que irá acontecer, ou quem é o responsável pelo que está acontecendo, a maneira como a autora vai entregar isso é muito bom, e vale cada palavra lida.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o romance que mencionei lá no comecinho desta resenha, ele fica em segundo plano, não é o foco da história. Sienna e <strong>Gavin</strong> possuem um passado cercado de cicatrizes, e não somente pela vida difícil que tiveram, mas também pela forma como acabaram se separando, eles eram jovens demais, imaturos, não estavam de fato preparados para encararem suas escolhas e a forma abrupta como eles seguem seus caminhos, alcança o leitor do outro lado, fazendo com ele perceba esse abismo, essa falta de tato e dificuldade de reaproximação. E isso pode até incomodar, mas a medida que as páginas vão se passando e as verdades vão sendo colocadas sobre a mesa, as coisas passam a ganhar um novo tom e nós a torcer para que eles possam encontrar um final feliz em meio a tanto caos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Se o lugar não vive e respira, então por que você está fugindo como se ele pudesse encontrar uma maneira de te perseguir?&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>BAD MOTHER</strong>, é uma história difícil de ser lida, ela apresenta personagens reais, com histórias verossímeis, e suas dores gritam. Os cenários foram bem elaborados e as cenas construídas com detalhes necessários. E ainda que o final deixei um gosto agridoce, é carregado de emoções mil e pode até te deixar com lágrimas nos olhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mia mais uma vez prova o quanto é talentosa, espero ler mais dela no gênero e que essa crescente essa sempre algo evidente em suas histórias.</p>
<p style="text-align: justify;">Edição linda da Editora Charme, preciso mencionar o quanto eu amo todo o trabalho desta equipe charmosa para entregar sempre o melhor.</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4641 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-207x300.jpg 207w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-706x1024.jpg 706w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-768x1114.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-1059x1536.jpg 1059w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-1412x2048.jpg 1412w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-1170x1697.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-585x848.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Bad-Mother-front-scaled.jpg 1765w" sizes="(max-width: 207px) 100vw, 207px" /></p>
<p><strong>BAD MOTHER</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em>Quando Sienna Walker praticamente é demitida do Departamento de Polícia de Nova York, a última coisa que espera é receber uma segunda chance no único lugar onde ela jurou que nunca mais voltaria. Porém, ela não pode se dar ao luxo de recusar a oferta, mesmo que um passado familiar doloroso e um noivado rompido não possam necessariamente fazer de Reno, Nevada, um lar doce lar. O primeiro caso de Sienna em Reno torna o lugar ainda menos doce — um assassino em série com uma curiosa fixação por ela. Junto com as vítimas, o assassino deixa desconcertantes pistas e arrepiantes anotações de um diário endereçadas a Sienna, nas quais detalha os assassinatos que ele afirma terem sido cometidos pela mãe dele. O caso vai se tornando cada vez mais pessoal quando o ex-noivo de Siena também é trazido à tona pelo assassino. Quem quer que esteja por trás dos crimes diabólicos, Sienna só pode ter certeza de uma coisa&#8230; é alguém próximo. À medida que a verdade soturna força Sienna a enfrentar seus sentimentos complexos, ela vai aprender que não importa o quanto se fuja do passado: ele sempre nos alcançará no final.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Thriller, Romance | <strong>Mia Sheridan</strong> | <strong>Editora Charme</strong> | 2023 | 1ª Edição | 416 páginas | Tradução: Monique D’Orazio | Classificação indicativa: 18+ | Cortesia | Minha avaliação: 5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/bad-mother-122281079ed122286462.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/3LdOoXD" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a> – <a href="https://loja.editoracharme.com.br/livros/bad-mother/?parceiro=2732" target="_blank" rel="noopener">LOJA CHARME</a></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Kulti – Mariana Zapata &#124; Editora Charme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2022 20:36:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Slow Burn]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Charme]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Zapata]]></category>
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					<description><![CDATA[Sal Casillas é completamente apaixonada por futebol desde que se entende por gente. O esporte&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Sal Casillas</strong> é completamente apaixonada por futebol desde que se entende por gente. O esporte tem um grande espaço em sua família, seu pai sempre foi um torcedor ferrenho, seu irmão se tornou jogador profissional, assim como ela. Obstinada e destemida, enfrentou a reprovação até da sua mãe e se dedicou mais que qualquer pessoa para conseguir chegar aonde chegou, uma atleta de ponta, que sabe o que quer, que treina com afinco e que busca a vitória incansavelmente. Inteligência, talento e esforço a tornaram uma titular forte em campo, sempre respeitando as suas colegas de time e abraçando as novatas com carinho e palavras de apoio. Uma nova temporada da liga profissional feminina está para começar, os treinos serão retomados, e já sabe que uma novidade será anunciada, o time terá um novo treinador assistente, Sal só não esperava que fosse ser justamente <strong>Reiner Kulti</strong>. O responsável por virar a chavinha e fazer com que ela tivesse certeza de seguir a carreira de jogadora, o ídolo de sua infância, adolescência, seu grande amor platônico, o herói, Kulti, o homem que mesmo sem conhecê-la partiu seu coração profundamente, o jogador indomável que quebrou a perna do seu irmão sem nenhum remorso. Simplesmente, Kulti.</p>
<p style="text-align: justify;">Sal consegue compreender os benefícios que ele pode oferecer para o time, como por exemplo atrair patrocinadores, para seu total desespero atrair mídia, só que lidar com sua presença se revela um desafio gigantesco. Ela precisa conciliar sua admiração de fã, o fato de um dia tê-lo amado com todas as suas forças, e também com o fato de agora conhecer um outro lado do mesmo, a versão em que Kulti é um babaca completo, que parece não se importar nenhum pouco com o time, parado na lateral do campo apenas observando, como se elas não valesse o seu tempo. E olha&#8230; que esse é apenas o começo de tudo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Você pode fazer tudo o que quiser, desde que se importe o suficiente.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Caros leitores! <strong>Mariana Zapata</strong> merece a coroa de rainha do slow burn, que escrita preciosa e encantadora. Vocês já devem ter notado que eu me tornei fã de carteirinha da autora. Mas sério&#8230; <strong>KULTI</strong>, foi mais uma grata surpresa – vou fazer uma observação, para mim o livro deveria se chamar SAL, porque essa personagem é incrível. Ela rouba a cena facilmente -, mas como eu ia dizendo, aqui na história conhecemos a Sal, uma mulher forte e determinada, apaixonada por futebol, sempre treinando com muito afinco para conseguir se manter bem fisicamente para ter um desempenho exemplar em campo, só que “pasmem” quando não está treinando, ela está <strong>TRABALHANDO,</strong> sim ela tem um emprego depois dos horários de treino, ela trabalha com paisagismo para conseguir pagar as contas. Mariana foi certeira em trazer esse tema de maneira muito natural, inserindo essa realidade tão presente na profissão até hoje, exemplificando e provando em diversas cenas, o quanto a mulher precisa batalhar muito mais para se manter no futebol e ser reconhecida e até mesmo valorizada por isso. Onde patrocinadores não aparecem aos montes, a venda de ingressos não é expressiva, já que em grande maioria quem frequenta os jogos são familiares e amigos, e infelizmente como até mesmo a própria <strong>diretoria </strong>do time que elas defendem não as respeitam.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4498 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-2048x1536.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-2-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Sal é dona de um coração gigante, ela é generosa, gentil, com uma língua afiada e pronta para defender quem ela ama e como vocês já devem ter percebido, vai na contramão das mocinhas que conhecemos. Ela está bem sozinha, seu foco é sua carreira como jogadora, ela está batalhando muito para ter sucesso, não tem sua aparência como prioridade, romance não faz parte dos seus planos. E sim, ela nutriu um amor/admiração/respeito por Kulti quase que sua vida toda, mas isso ficou no passado&#8230; ela agora usa suas meias de menina crescida e pode lidar com ele como treinador. Obvio que em certo nível a presença dele a intimida, o homem é incrível mesmo estando aposentado, e uma verdadeira geleira humana, frio, distante, inabalável, pelo menos até que uma pequena conversa <strong>SUPER</strong> sincera onde apenas um deles falou, no caso a Sal, muda as coisas. Kulti passa a perceber que Sal, pode ser uma amiga enquanto ele estiver ali, só que essa aproximação pode acabar destruindo tudo que ela lutou para ter.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Quando algo é quebrado em tantas partes, não se pode simplesmente ficar encarando-as e tentar colar os cacos; às vezes, tudo o que dá para fazer é varrer os pedacinhos e comprar algo novo.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Se você está buscando por uma leitura divertida, interessante, sentimentos à flor da pele, personagens verossímeis e um romance impecável, <strong>KULTI </strong>é a opção certa de leitura para você. Mariana Zapata, entregou um enredo encorpado, trabalhando não apenas a relação dos protagonistas, mas tudo aquilo que os cercam. Temos relações familiares, e preciso ressaltar principalmente a relação da Sal com seu pai, eles são como melhores amigos, é lindo ver eles interagindo e o pai da Sal é uma figura, dei muita risada com as reações dele ao longo da leitura. Outro ponto que preciso mencionar é como a Sal lida com as expectativas da mãe. E o próprio desenvolvimento da Sal como personagem, conhecemos seu lado guerreiro, trabalhadora, mas também suas vulnerabilidades, medos, escolhas no passado que a marcam até hoje. A relação dela com as demais jogadoras do time, e seu melhor amigo, que também é seu sócio&#8230; é quase como se tornar parte da vida dela. E então temos o Kulti, este alemão ranzinza, que acaba se revelando um personagem de muitas camadas, o grande ídolo, o herói, sua versão babaca, distante e fria, o homem generoso, o grandão ciumento, que não sabe como lidar com o que está sentindo, sua versão fofa, o profissional brilhante&#8230; é impossível não amar acompanhar essa história, a construção deste romance.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4499 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-2048x1536.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Blog-Kulti-3-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">O livro até pode ser um calhamaço, mas a leitura é <strong>rápida</strong>, fluida, leve, maravilhosa e eu sempre termino querendo ter outro livro da Zapata para pegar e ler em seguida. Por mais que a autora tenha uma “receita” em seus enredos – relações familiares, amizade, construção de um relacionamento, desenvolvimento individual de personagem -, cada livro é único e muito especial, nada parece mais do mesmo. Começar a ler Zapata é um <strong>vício </strong>sem cura.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) — Você é a melhor coisa e a mais honesta que já tive. Não vou negar isso a ninguém.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E para não me acusarem de só vomitar arco-íris, irei fazer algumas ressalvas. Primeiro, existe algumas palavras, escolhas de frase que gera aquela <em>incomodadinha</em>. Outra coisa, o irmão da Sal, o <strong>Eric</strong>, é um personagem que é muito mencionado ao longo da história, ele é relevante para o enredo, e eu senti que justamente por isso, faltou ele de fato aparecer, eu fiquei esperando ele ter um confronto com o Kulti, uma conversa cara a cara com a Sal, e isso não acontece – vou ficar torcendo para que ele tenha um livro sobre ele? CLARO. Mas, ainda assim, nenhum destes pontos que levantei diminuem o quanto o livro é bom. E é por isso que se tornou mais um cinco estrelas da autora pra mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica aqui essa super dica de leitura. <strong>LEIAM</strong>, Kulti. Leiam, Mariana Zapata, se façam esse favor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4479 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Copia-de-kulti-mariana_zapata-210x300.jpg" alt="" width="210" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Copia-de-kulti-mariana_zapata-210x300.jpg 210w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Copia-de-kulti-mariana_zapata-585x836.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Copia-de-kulti-mariana_zapata.jpg 700w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>KULTI &#8211; Mariana Zapata</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Sinopse:</strong> Acredite em mim, já tive vontade de socar seu rosto uma vez ou cinco. Quando aquele homem que você adorava quando criança se torna seu treinador, era para ser a melhor coisa do mundo. Palavras-chave: era para ser. Não demorou nem uma semana para Sal Casillas, de 27 anos, se questionar o que tinha visto naquele ícone do futebol internacional por que tinha pendurado pôsteres dele na parede do seu quarto, ou por que tinha imaginado se casar com ele e ter seus bebês craques de futebol. Já fazia muito tempo que Sal havia superado o pior não rompimento da história dos relacionamentos imaginários com um homem que nem sabia que ela existia. Por isso, Sal não está preparada para essa versão de Reiner Kulti que aparece para treinar sua equipe naquela temporada: uma sombra silenciosa e reclusa do homem explosivo e apaixonado que ele costumava ser. Nada poderia tê-la preparado para o homem que ela conheceu. Ou para os impulsos assassinos que ele despertava nela. Essa ia ser a temporada mais longa da sua vida.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Slow Burn | <strong>Mariana Zapata</strong> | <strong>Editora Charme</strong> | 1º Edição | 2022 | 568 páginas | Tradução: Mariana C. Dias | Cortesia | Classificação: 5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/kulti-122225458ed122231050.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/3C47r28" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a> – <a href="https://loja.editoracharme.com.br/livros/kulti/?parceiro2732" target="_blank" rel="noopener">LOJA CHARME</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A Garota que pertencia ao mar – Katherine Quinn &#124; Editora Charme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 14:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Charme]]></category>
		<category><![CDATA[Katherine Quinn]]></category>
		<category><![CDATA[Trilogia Azantian]]></category>
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					<description><![CDATA[Margrete cresceu sob o domínio de um homem cruel e implacável, seu pai, o poderoso&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Margrete</strong> cresceu sob o domínio de um homem cruel e implacável, seu pai, o poderoso capitão <strong>Wood</strong>, que só tem olhos para sua riqueza e poder, sempre conseguindo tudo o que quer, custe o que custar. Por isso, o maior desejo dessa jovem que sempre sentiu uma ligação inexplicável com o mar, mesmo que nunca o tenha tocado, é a liberdade, poder sair das guarras do seu pai e levar consigo sua irmã mais nova. Antes que possa tentar algo, Margrete acaba sendo forçada a se casar com o rico e belo conde <strong>Casbian</strong>, alguém com quem seu pai quer fazer negócios. Em desespero ela roga aos deuses do mar por socorro; sem saber que do outro lado alguém a escuta e responde.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia de seu casamento arranjado, é ilha onde Margrete mora é invadida, ela é sequestrada e quando acorda já está em alto mar a caminho de uma ilha mística, cheia de segredos, se tornando ciente que agora ela se tornou uma moeda de troca. Bash, o pirata perigosamente lindo a sua frente deixa bem claro suas intenções. Ela não é um homem comum, sua força, beleza, autoridade, tudo exala algo a mais, quase como uma força indomável, e Margrete fica tão intrigada, quanto <strong>fascinada</strong> pelo lugar e moradores no qual desembarcou. Entre tentativas de tentar entender o que está acontecendo ao seu redor, muitas fugas frustradas, um rei amado por seu povo, que mexe com todas as suas emoções, Margrete terá que encarar uma verdade dolorosa sobre seu passado, colocando-a diante de uma escolha difícil e perigosa, que poderá custar a sua própria vida.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Eu tenho caminhado ao lado do mal toda a minha vida. Suportei quando outros pereceram. Mesmo assim, ainda vejo o bem no que é digno e acredito que os pecados de alguns não eclipsam a decência de outros. E isso, pirata, é uma habilidade que, me parece, você não possui.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A GAROTA QUE PERTENCIA AO MAR</strong>, é um romance com fantasia, que começa nos apresentando uma jovem maltratada por seu pai, que não sabe quase nada sobre sua mãe, e que busca quase que desesperadamente por um <strong>socorro</strong>, uma forma de fugir de sua realidade atual, e que neste processo ela possa levar junto sua irmã mais nova, pois ela não quer que a mesma, encontre a crueldade que ela vivencia quase que diariamente. É filha de um poderoso capitão, que nunca a deixou ter um contato com o mar, mesmo que eles morem em uma ilha, e ainda assim, ela sente uma profunda conexão com o mar, sente como se pudesse falar com ele, que suas ondas respondem, mas nunca chegou a explorar isso, ou tentar entender o porquê disto acontecer. Ela é uma jovem inteligente, determinada, e que vai ganhando muita força e voz à medida que os capítulos vão passando, principalmente a partir do momento que ela passa a ser confrontada pelo Bash e sua ilha mística que traz muito mais sobre ela e seu passado, do que ela poderia imaginar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4488 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-2-1024x762.jpg" alt="" width="1024" height="762" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-2-1024x762.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-2-300x223.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-2-768x572.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-2-1536x1143.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-2-1170x871.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-2-585x435.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-2.jpg 1548w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Falando de <strong>Bash</strong>, temos aqui um pirata, um rei amado por seu povo, com uma presença imponente, e que faz de tudo para manter essa fachada forte, inabalável, mas que na verdade apenas oculta a quantidade de responsabilidade que está em seus ombros, medos e inseguranças. Ele é um homem lutando por seu povo, determinado e salvar sua ilha, forjado na dor, e que acaba cometendo o erro de se apaixonar por quem não deveria, tornando seu futuro ainda mais incerto e suas decisões complicadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é aquele tipo de livro que deixa o coração quentinho, e que vai se tornando mais intenso a medida que os capítulos passam e o enredo entrega mais conflitos e personagens. Temos elementos clichês que amamos e funciona muito bem, tais como enemies to lovers, um que de romance proibido e se trata de um <strong>slow burn</strong>. O enredo é cheio de mistérios, com personagens cativantes, cenários lindos, e mitologia.</p>
<blockquote><p><em>“Ela silenciosamente levantou o cobertor, uma oferta silenciosa. Um apelo para fingir. Para sentir em vez de pensar no que significava a conexão dela com o mundo dele.”</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu gostei bastante, principalmente de como o romance acontece, é tudo muito sutil, tanto Margrete, quanto Bash possuem seus próprios interesses, e se apaixonar é como criar um obstáculo para se chegar aonde eles querem. Margrete me surpreendeu por ser muito forte, por não desistir, por abraçar tudo que chega até ela com muita curiosidade e sede de aprender. Sair da sua ilha e estar em outro lugar, ainda que sendo uma “prisioneira”, uma moeda de troca, faz com que nasça nela o desejo de explorar, de desbravar, tudo é novidade, é interessante, e essa característica nela me cativou. Bash é uma figura interessante, ele é rei, senhor do seu povo, com uma missão quase que impossível nas mãos, e ainda assim, ele é doce, generoso&#8230; é apaixonante. Nossos protagonistas juntos funcionam muito bem, e separados também, e isso foi muito legal, porque preenche todo o enredo, encorpa a narrativa. E além disso, temos personagens secundários maravilhosos, que trazem representatividade, alivio cômico e momentos lindos na história.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4487 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-3-1024x774.jpg" alt="" width="1024" height="774" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-3-1024x774.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-3-300x227.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-3-768x581.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-3-1170x884.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-3-585x442.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Blog-ACM-3.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, termino com o gostinho de que promessas ficaram no ar, de que vem muito mais por aí e eu estou ansiosa/temerosa para saber o que a autora irá fazer de agora em diante. Ainda deixo um pequeno parêntese aqui, de que esse pode ser um ótimo livro para você entrar no gênero fantasia.</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4414 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/71QLee7cnjL-210x300.jpg" alt="" width="210" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/71QLee7cnjL-210x300.jpg 210w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/71QLee7cnjL-585x836.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/71QLee7cnjL.jpg 700w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A GAROTA QUE PERTENCIA AO MAR</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Sinopse:</strong> Uma mulher escolhida pelo Deus do Mar. Um rei determinado a salvar sua misteriosa ilha. E um romance proibido que poderia destruir a ambos. Forçada a se casar com o rico Conde Casbian por seu pai sedento por poder, Margrete se volta para os deuses, rezando por uma vida livre dos homens que desejam dominá-la. Do outro lado do mar, um mortal implacável responde… Planejando usar Margrete para recuperar uma poderosa relíquia roubada de seu povo, Bash, um rei diabolicamente bonito, sequestra Margrete no dia de seu casamento. Levando-a para sua casa, a mística ilha de Azantian, não demora muito para que um segredo devastador seja revelado ― um segredo que liga Margrete aos próprios deuses. Atraído pela mulher espirituosa que jurou odiar, Bash não consegue ficar longe de Margrete e da paixão que ela desperta dentro dele. Quando as linhas começam a se mesclar, Margrete deve fazer uma escolha entre um amor ardente e salvar o reino da magia perigosa que desperta dentro da sua alma. O primeiro livro desta emocionante trilogia de fantasia é perfeito para leitores que amam aventuras em alto-mar, heróis destemidos e romance quente e proibido.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Romance, Fantasia | <strong>Editora Charme</strong> | <strong>Katherine Quinn</strong> | Trilogia The Azantian, Vol. 1 | 2022 | 1º Edição | 404 Páginas | Tradução: Sophia Paz | Cortesia | Classificação: 4/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/a-garota-que-pertencia-ao-mar-12200195ed12181204.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/3XruZXy" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a> – <a href="https://loja.editoracharme.com.br/livros/a-garota-que-pertencia-ao-mar/?parceiro=2732" target="_blank" rel="noopener">LOJA CHARME</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Espere por mim – Mariana Zapata &#124; Editora Charme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Sep 2022 20:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Slow Burn]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Charme]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Zapata]]></category>
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					<description><![CDATA[Sabe aquela leitura que você concluiu e imediatamente já pensa que queria esquecer só para&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sabe aquela leitura que você concluiu e imediatamente já pensa que queria esquecer só para poder recomeçar a ler novamente. Pois bem, foi exatamente isso que aconteceu com <strong>Espere por Mim</strong>, da autora Mariana Zapata, publicado pela Editora Charme. Um <strong>slow burn</strong> de respeito, que entrega muito mais do que as nossas expectativas e nos deixa completamente apaixonados por todos os seus personagens. Como já deve para ter notado, ele se tornou um queridinho do meu coração. E por mais que isso seja perfeito, fica a dificuldade de colocar em palavras tudo que senti e a sensação de que não importa o que a resenha traga, ela não fará jus a experiência de leitura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Diana Casilhas</strong>, tem vinte e nove anos, é solteira e há dois anos, mãe solo. Mãe solo, porque após uma tragédia, ele ficou com a guarda de seus dois sobrinhos – <strong>Josh</strong> de dez anos e <strong>Louie</strong> de cinco. Eles acabaram de se mudar para um novo bairro, uma casa mais confortável, onde eles pretendem construir novas lembranças. Com dois sobrinhos, um cachorro – Mac -, e um emprego que geralmente ama, sua rotina é corrida e cansativa. A vida adulta tem cobrado seu preço, um preço que Diana não tem se incomodado em pagar. Ainda que em grande parte do seu tempo, ela tenha dúvidas se realmente está fazendo o seu melhor, se ter ficado com a guarda das crianças teria sido o mais assertivo para eles, e a única certeza que realmente tem, é que os ama mais que tudo e que sempre irá se esforçar para dar a ele o seu melhor e o melhor que estiver ao seu alcance.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Havia muitas coisas sobre amor que só se podia aprender depois de sentir o verdadeiro. O melhor tipo não era essa coisa doce e sutil de corações e piqueniques. Não era florido nem divino. Amor verdadeiro era enérgico. O verdadeiro nunca desistia. Alguém que te ama fará o melhor por você; irá te proteger e se sacrificar. Alguém que te ama enfrentará qualquer inconveniente por livre e espontânea vontade. Você não sabe o que é o amor até alguém estar disposto a desistir do que mais ama por você. Mas também é nunca os deixar fazer essa escolha.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu vou começar já deixando claro que essa resenha, vai ser diferente da forma com sempre trago; primeiro porque eu amei o livro, e eu quero falar sobre cada detalhe dele, se pudesse íamos analisar capítulo a capítulo, mas isso seria muito spoiler. Então preciso me conter e focar em convencer vocês a darem uma chance para o livro. E para isso, eu vou comentar sobre minha experiência de leitura, pontos que mais amei.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4384 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-2048x1536.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-2-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Diana</strong> passou de tia para “mãe” de uma hora para outra, e da maneira mais dolorosa possível, não somente para ela, como para as crianças. Ela está lidando com o seu luto e com o luto daquelas crianças, à medida que precisam se adaptar a uma nova vida e rotina. Ela não pode mais ser a jovem solteira e despreocupada que era antes, além de si, ela precisa cuidar de mais duas vidas. E como se não bastasse a suas próprias inseguranças sobre sua habilidade em educar e criar duas crianças, ela precisa aguentar pessoas próximas duvidando também, muitas vezes sendo alvo de julgamentos e apontamentos, de intromissões externas que sentem que são mais “adultos” que ela e por isso podem questionar suas habilidades. E é isso que vamos acompanhar principalmente, a relação profunda destas três pessoas <strong>– Diana</strong>, <strong>Louie</strong> e <strong>Josh</strong>. E já adianto, é apenas incrível estar presente na vida deles, acompanhar de verdade suas rotinas. Louie é um garotinho de cinco anos, que ilumina aonde quer que esteja, mas que mesmo com sua pouca idade já sofreu muito e carrega traumas e marcas, que só muito amor pode ser capaz de amenizar e quem sabe curar. Josh é brilhante, um rapazinho de dez anos que ama esporte, lidando com suas dores e medos, se colocando como o homem da casa em diversos momentos, é absolutamente encantador.</p>
<p style="text-align: justify;">E entre sua rotina e a dos meninos, Diana irá conhecer <strong>Dallas Walker</strong>, um ex-militar de presença marcante e muito forte, que passará a ser uma figura bem presente no seu dia a dia, já que é seu vizinho. É importante comentar que Dallas é doze anos mais velho que a Diana, um homem que sabe o que quer, com convicções claras e muito correto, ele também possui um passado e tudo que viveu impacta na forma como ele se relaciona, não há espaço para jogos, para provocações infundadas, ou risco de se machucar ou machucar outra pessoa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— É por isso que faço isso. Gosto da ideia de estar lá para alguém que talvez não tenha mais ninguém por perto, ensinando a eles o que aprendi sem ter alguém para me ensinar.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É maravilhoso e muito sagaz a forma como a Zapata constrói suas histórias, como ela nos apresenta seus personagens. Nada é instantâneo, vazio, abrupto, muito pelo contrário, é algo que vai se alicerçando tijolinho, por tijolinho. Falando do romance em si, é como se estivéssemos conhecendo um ao outro juntos, sem informações privilegiadas, apenas desfrutando dos momentos junto com eles, você vê o nascer, o florir daquela relação e quando ela de fato acontece, você já está mais que convencido, porque você estava lá quando tudo aconteceu, você viu a <strong>confiança</strong> sendo conquistada, torceu pela amizade que iria ser benéfica para ambos, e então o carinho que surgiu, a parceria, o cuidado, a atração e o <strong>amor</strong>. É palpável, apaixonante e viciante.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4385 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-2048x1536.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-1920x1440.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Blog-EPM-3-585x439.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu sei que não estou fazendo jus, e eu preciso que vocês aceitem dar uma chance para <strong>ESPERE POR MIM</strong>. Dallas e Diana, com certeza irão te cativar e te sugar para a rotina deles de modo a fazer você sentir que precisa continuar os acompanhando mesmo depois do fim. Tudo sobre essa história é sentir, mais que isso, é se divertir, porque mesmo que o enredo flerte com o drama em algumas momentos, tudo é feito de maneira extremamente leve, acolhedor, é um abraço, e logo em seguida vem o sorriso fácil, uma cena que leve para longe o nó da garganta anterior. Como mencionei no início desta resenha, estamos falando de um Slow Burn, o que significa que o romance vai demorar, mas eu te garanto que vai valer a pena, que toda a expectativa, toda a construção dele é como uma preliminar e que quando acontecer&#8230; É <strong>FOGO</strong>! É paixão, é entrega, é simplesmente perfeito. Luto, relações familiares, amizade, sonhos, força, o mais puro dos amores, são alguns dos pontos que você irá encontrar aqui.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Só conseguia pensar, enquanto estava ali parada, às vezes, a vida lhe dava uma tragédia que incendiava tudo que você conhecia e te mudava totalmente. Mas, de alguma forma, se você realmente quisesse, poderia aprender como prender a respiração conforme passava pelo rastro de fumaça deixado e poderia continuar. E às vezes, às vezes, você conseguiria fazer nascer algo lindo das cinzas que foram deixadas para trás. Se você tivesse sorte.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu deixo aqui essa baita indicação de leitura, até mesmo para quem não é tão fã de romance, esse pode ser um livro que te agrade, leitura rápida, fluido, leve, divertido e apaixonante. Eu com certeza, irei ler todas as obras da autora, porque tenho certeza que a tendência é que sempre me apaixone mais e mais por suas histórias e narrativa. Preciso deixar uma menção especial a edição linda da <strong>Editora Charme</strong>, que torna a experiência de leitura ainda mais rica. Apenas leiam, sério&#8230; leiam, é maravilhoso, é lindo, é um quentinho no coração.</p>
<blockquote><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-4289 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/04/espere_por_mim_393_1_010c29b05afea77885a0594aa2b2f197-210x300.webp" alt="" width="210" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/04/espere_por_mim_393_1_010c29b05afea77885a0594aa2b2f197-210x300.webp 210w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/04/espere_por_mim_393_1_010c29b05afea77885a0594aa2b2f197-585x836.webp 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2022/04/espere_por_mim_393_1_010c29b05afea77885a0594aa2b2f197.webp 700w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ESPERE POR MIM</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sinopse: Se alguém já disse alguma vez que ser adulto é fácil, não é um adulto há tempo suficiente. Diana Casillas admite: durante metade do tempo, ela não sabe o que diabos está fazendo. Ter conseguido passar pelos últimos dois anos sem matar alguém não foi nada menos que um milagre. Ser adulta não deveria ser tão difícil assim.  Com uma casa nova, dois garotinhos que herdou da maneira mais dolorosa possível, um cachorro gigante, um emprego que ela geralmente adora, mais família que o suficiente, e amigos, ela tem quase tudo que poderia pedir. Exceto um namorado. Ou marido. Mas quem precisa de um ou de outro?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Romance, Slow Burn | <strong>Mariana Zapata</strong> | <strong>Editora Charme</strong> | 2022 | 1º Edição | 576 páginas | Tradução: Alline Salles | Cortesia | Classificação: 5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/espere-por-mim-12122767ed12106794.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/3KToMxR" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a> – <a href="https://loja.editoracharme.com.br/livros/espere-por-mim/?parceiro=2732" target="_blank" rel="noopener">LOJA CHARME</a>.</strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Precisamos Falar Sobre o Kevin &#8211; Lionel Shriver &#124; Editora Intrínseca</title>
		<link>https://atitudeliteraria.com.br/2020/06/07/precisamos-falar-sobre-o-kevin-lionel-shriver-editora-intrinseca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 02:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crime]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[Lionel Shriver]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá, pessoas! Vou confessar, não sei como falar deste livro, como abordá-lo e passar para&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-Mf3iQY8Nk3c/Xt2Z5O4NFRI/AAAAAAAAJfo/3sqW-Vb-WUcHoVseYMXt29x0pVeCiXpWgCLcBGAsYHQ/s1600/102893637_261461011597187_345121550565933811_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="581" data-original-width="1032" src="https://1.bp.blogspot.com/-Mf3iQY8Nk3c/Xt2Z5O4NFRI/AAAAAAAAJfo/3sqW-Vb-WUcHoVseYMXt29x0pVeCiXpWgCLcBGAsYHQ/s1600/102893637_261461011597187_345121550565933811_n.jpg" /></a></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Olá, pessoas!<o:p></o:p></span></b></div>
<div style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></b></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Vou confessar, não sei como falar deste livro, como abordá-lo e passar para vocês tudo que é debatido, explanado e entregue ao longo da leitura. <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN</b>, foi uma das leituras mais marcantes aos quais eu já tive o prazer de fazer, ao mesmo tempo em que também foi a mais difícil, sim&#8230; eu pensei em abandonar a leitura algumas vezes, demorei para entender a escolha da narrativa – que se trata de uma obra epistolar -, e me vi precisando de fôlego e um tempo após algumas descrições e relatos.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Eu me joguei de cabeça na leitura graças ao <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">clube de leitura noturno</b> do qual faço parte, e este livro foi a escolha do mês de maio, e ler em conjunto foi o que me ajudou a seguir firme e forte no meu propósito. Preciso ressaltar que não conhecia a sinopse, não fazia ideia de onde estava pisando, talvez por esse motivo o choque tenha sido ainda maior.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div align="center" style="text-align: center;">
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“Você só consegue afetar quem tem consciência. Só pode punir quem tem esperanças para sempre frustradas ou lanços a serem cortados; quem se preocupa com a opinião dos outros. Você, na verdade, só consegue punir quem já é pelo menos um pouquinho bom.”</span></i></p></blockquote>
</div>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Em termos gerais a obra é sobre um jovem de quinze anos que comete um massacre na escola na qual estuda matando alguns colegas, mas enganasse quem pensa que fica só nisso, o livro fala sobre relações familiares conturbadas, maternidade, empatia, machismo, bullying, dependência emocional, sociopatia, comportamento humano, alienação parental, crimes na adolescência, sadismo, crueldade e por aí vai&#8230; São tantos os assuntos abordados, que ao mesmo tempo em que torna a leitura necessária e rica, também a deixa densa. Mas como falar de algo assim, sem abordar tudo? Exatamente, não tem como.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div align="center" style="text-align: center;">
<blockquote><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“Kevin cruzou os braços, com ar de satisfação; eu tinha voltado a bancar a mãe. “Eu sabia exatamente o que estava fazendo.” Ele se debruçou nos cotovelos. “E Faria tudo de novo”.</span></i></p></blockquote>
</div>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">O que mais <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">choca</b> é o quanto o enredo é palpável, verossímil&#8230; Enfim, só precisava compartilhar com vocês o quanto este livro mexeu com as minhas emoções, me deixou arrasada, chorei, passei raiva, sofri, lutei contra ao que estava lendo, mas não tem jeito, é literalmente o tipo de leitura que te obriga a questionar muitas coisas na sua vida e prestar mais atenção ao que está a sua volta. Não é uma leitura fácil, não é uma leitura para todos, principalmente por todos os gatilhos que a história vai revelando ao longo de cada capítulo. Por isso peço de coração que você só o leia se estiver bem emocionalmente, se tiver com quem conversar e preparado para algo cru, visceral, doloroso e muito intenso.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;">
<div style="border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 1.0pt 0cm; padding: 0cm; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Caros leitores, é um baita livro. É uma história muito bem pensada, inteligente, inquietante e por vezes angustiante, mas é o tipo de leitura que deveria ser obrigatória, que entrega muito mais do que estamos esperando.</span><br /><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12pt;"><br /></span><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12pt;">Como puderam perceber desta vez não fiz uma resenha. Não me sinto capaz de falar deste livro sem soltar spoilers ou me envolver emocionalmente. Essa história é muito maior e um misto de emoções e te leva por uma verdadeira montanha-russa. Quando pegarem para ler, tenham em mente que a construção fará sentido mais para o final, que é preciso ter paciência, e estar principalmente de mente aberta, livre de julgamentos e abertos para aprender e tirar o melhor possível de cada situação.</span></p>
<div style="border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;">
<div style="border: none; line-height: 107%; padding: 0cm; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"></span><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"></span></p>
<div style="clear: both; font-size: 12pt; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-oOZpvWEh_Y4/Xt2bQ186PvI/AAAAAAAAJfw/QqHJuXop7a4DCE84aXPRRPF3P_XKLClHACLcBGAsYHQ/s1600/81VWEcEwmcL.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1113" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-oOZpvWEh_Y4/Xt2bQ186PvI/AAAAAAAAJfw/QqHJuXop7a4DCE84aXPRRPF3P_XKLClHACLcBGAsYHQ/s320/81VWEcEwmcL.jpg" width="222" /></a></span></div>
<p><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"></span></p>
<div style="font-size: 12pt;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></span></div>
<p><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 107%;"><b>PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN &#8211;&nbsp;</b></span><b>Lionel Shriver</b><br /></span></p>
<div style="font-size: 12pt;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><b><br /></b></span></span></div>
<p><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"></span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 107%;"><b>Sinopse:</b>&nbsp;</span></span>Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos. Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem. Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o &#8220;sociopata inatingível&#8221; que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.</i></p></blockquote>
<div style="border-bottom: solid windowtext 1.0pt; border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-element: para-border-div; padding: 0cm 0cm 1.0pt 0cm;">
<div align="center" style="border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 1.0pt 0cm; padding: 0cm; text-align: center;"><b><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Ficha técnica:<o:p></o:p></span></b></div>
<div align="center" style="border: none; mso-border-bottom-alt: solid windowtext .75pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 1.0pt 0cm; padding: 0cm; text-align: center;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Crime, Ficção, Romance | Lionel Shriver | Editora Intrínseca | 1º Edição | 2007 | 464 Páginas | Tradução: Vera Ribeiro | Classificação: 4,5/5 | <b>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/3080ED214796" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/2UkamxO" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a><o:p></o:p></b></span></div>
<div style="border: none; padding: 0cm;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="border: none; padding: 0cm;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Até a próxima! Bye.</span></div>
<div style="border: none; padding: 0cm;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-w8vQCj221MQ/XtaXcHHZoBI/AAAAAAAAJeg/q0N9Ru9NnkYOdAhMgyUfGDpZluyWJ4SjwCPcBGAYYCw/s1600/Ass.%2BBiia.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="358" data-original-width="1509" height="93" src="https://1.bp.blogspot.com/-w8vQCj221MQ/XtaXcHHZoBI/AAAAAAAAJeg/q0N9Ru9NnkYOdAhMgyUfGDpZluyWJ4SjwCPcBGAYYCw/s400/Ass.%2BBiia.png" width="400" /></a></div>
</div>
</div>
</div>
<p><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"></span></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Arquivo das Crianças Perdidas – Valeria Luiselli &#124; Alfaguara</title>
		<link>https://atitudeliteraria.com.br/2019/11/28/arquivo-das-criancas-perdidas-valeria-luiselli-alfaguara/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Nov 2019 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Alfaguara]]></category>
		<category><![CDATA[Romance de Estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Valeria Luiselli]]></category>
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					<description><![CDATA[* Resenha escrita originalmente para o blog Clã dos Livros. Atual, verossímil, reflexivo e relevante,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-MrCyzgtDUWc/Xd-8CBpTM0I/AAAAAAAAI4Y/7lt88gAgHVwuVOBiB2kgAx_BjWZ-ZTZBwCLcBGAsYHQ/s1600/72769255_397958180873449_4650097418489036800_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="540" data-original-width="720" src="https://1.bp.blogspot.com/-MrCyzgtDUWc/Xd-8CBpTM0I/AAAAAAAAI4Y/7lt88gAgHVwuVOBiB2kgAx_BjWZ-ZTZBwCLcBGAsYHQ/s1600/72769255_397958180873449_4650097418489036800_n.jpg" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>* Resenha escrita originalmente para o blog <b><a href="https://www.cladoslivros.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Clã dos Livros</a></b>.</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12pt;">Atual, verossímil, reflexivo e relevante, </span><b style="font-family: &quot;Calibri Light&quot;, sans-serif; font-size: 12pt;">Arquivo das Crianças Perdidas</b><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12pt;"> é um relato, um diário, é o acompanhar de uma família por sua viagem de férias pelo nordeste e sudoeste americano, mas não é apena isso, aqui nos deparamos com pensamentos, situações e discussões mais complexas e necessárias. Uma história de muitas camadas capaz de te surpreender e chocar na mesma proporção.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12pt;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Uma família que não é “padrão”, pai e filho, mãe e filha, que formam juntos uma nova família. Um casamento que está em crise, onde casal não consegue se reconhecer, opostos, pessoas que buscam por coisas diferentes, ainda que muito do trabalho de um, reflita no trabalho do outro, porém com olhares diferentes. A família está de férias, está saindo para uma viagem longa de carro, em busca do objeto de estudo e trabalho do pai – Os Apaches -, enquanto que a mãe que a pouco se deparou com o assunto imigração, está ainda buscando por seu objetivo nessa viagem, não que ela esteja perdida, ela apenas não refinou a sua busca. Algo que não será um problema, já que a crise imigratória está por todos os lados, sendo discutida incansavelmente no rádio, jornais e televisão.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“(&#8230;) Morar juntos tinha sido uma decisão precipitada — confusa, caótica, urgente e tão bela e real quanto a vida quando não se está pensando em suas consequências. Nós no tornamos uma tribo. Em seguida vieram as consequências. Conhecemos os parentes um dos outros, nos casamos, começamos a preencher declarações conjuntas de imposto de renda, nos tornamos uma família.”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Esse com certeza não é o tipo de livro que a gente resenhe e sim, aquele que precisa ser lido. <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Valeria Luiselli </b>criou todo um cenário e o explorou com maestria, regando a trama com muitos detalhes, levando o leitor para viajar com a família. Diversas vezes temos a sensação de estarmos sentados no banco de trás do carro, junto com os dois filhos do casal. Apesar de ser um enredo com muitas camadas, abordando a relação familiar, a relação do casal e os muitos pensamentos da personagem principal, que vive sim uma guerra interna, acabamos sendo guiados para a crise da fronteira que se torna o carro chefe da narrativa.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“(&#8230;) Sentimos o tempo de forma diferente. Ninguém conseguiu captar completamente o que está acontecendo ou dizer por que. Talvez seja apenas porque sentimos uma ausência de futuro, porque o presente se tornou por demais avassalador, de modo que o futuro se tornou inimaginável. E, sem futuro, o tempo parece apenas um acúmulo.”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">É tudo muito real, cru, honesto, sensível, temos a narradora que olha de fora, que busca seu lugar de fala, que tenta compreender através de muitos questionamentos o que são essas crianças que atravessam o deserto sozinhas, fugindo da violência, da miséria, tentando encontrar seus pais e poder viver em paz com eles. Onde muitos acabam interrogados, presos, deportados e mortos. Alguém que se coloca no lugar do próximo, que tem empatia, que enxerga esses seres como mais do que meros números e estatísticas, que pensa em como seria se fosse com um dos seus filhos, se eles teriam a coragem, a força, a noção de como enfrentar todo aquele perigo. Tudo é muito palpável, no limite entre a realidade e ficção, para ser bem honesta é impossível dizer qual é qual. Acho que ambos se misturam e se confundem.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“Este país inteiro, disse o Papá, é um enorme cemitério, mas só algumas pessoas conseguem um túmulo decente, porque a maioria das vidas não importa. A maioria das vidas é apagada, perdida no redemoinho de lixo que chamamos de história, disse ele.”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Que leitura <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">INCRÍVEL</b>, enriquecedora, intrigante&#8230; São tantas as camadas, a carga emocional, histórica, politica, humana. As reflexões, os pensamentos que são absurdamente lúcidos, todo o enredo é tão poderoso, explorador, por vezes ousado e repleto de referencias que só tornam toda a construção narrativa ainda mais rica e envolvente.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-mz_2BFVgCvY/Xd-71pPsxOI/AAAAAAAAI4U/7a-TLNVxfMI82UOw79OqGWX6j86RxZIPACEwYBhgL/s1600/73123158_784578718651787_4914974081767440384_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="540" data-original-width="720" src="https://1.bp.blogspot.com/-mz_2BFVgCvY/Xd-71pPsxOI/AAAAAAAAI4U/7a-TLNVxfMI82UOw79OqGWX6j86RxZIPACEwYBhgL/s1600/73123158_784578718651787_4914974081767440384_n.jpg" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">”(&#8230;) Ele ergueu o copo, disse que Arizona, Novo México, Sonora, Chihuahua eram todos belos nomes, mas também nomes para designar um passado de injustiça, genocídio, êxodo, guerra e sangue. Disse que queria que nos lembrássemos desta terra como uma terra de resiliência e perdão, também como uma terra onde a terra e o céu não conheciam divisão.”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">É o tipo de leitura que te tira da zona de conforto, que desconstrói padrões, sons, imagens, que cria comparações, que aponta, confunde, reorganiza, que chama a atenção para aquilo que por vezes fechamos os olhos, ou ignoramos. Que é poderoso naquilo que aborda e na mensagem que deixa.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-2_mWcE3FDT4/Xd-8cHFuQmI/AAAAAAAAI4o/vk_KXiO3i2QqpO32QiELdWYDA-atKePaQCLcBGAsYHQ/s1600/91WMFuzMrVL.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1026" height="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-2_mWcE3FDT4/Xd-8cHFuQmI/AAAAAAAAI4o/vk_KXiO3i2QqpO32QiELdWYDA-atKePaQCLcBGAsYHQ/s320/91WMFuzMrVL.jpg" width="205" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><b>ARQUIVO DAS CRIANÇAS PERDIDAS</b></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><b><br /></b></span></div>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><i><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><b>Sinopse:</b></span> Mesclando a crise familiar com a crise política do país, Arquivo das crianças perdidas mostra uma empatia única com a situação atual. Através de diversas vozes, sons e imagens, Valeria Luiselli cria um romance virtuoso. Uma família viaja de carro de Nova York para o Arizona durante as férias de verão, com o objetivo de chegar até a terra dos Apaches. No carro, eles passam o tempo como podem, com jogos e música, mas no rádio a notícia da “crise da imigração” não para de aparecer. Centenas de crianças cruzam a fronteira do México para os Estados Unidos só para serem presas do outro lado ― ou pior, ficarem perdidas no deserto. Conforme a família passa pelos estados do Tennessee, Oklahoma e Texas, a crise que eles mesmos enfrentam se torna mais clara. Os pais se distanciam cada vez mais, e as crianças ― um menino e uma menina ― são puxadas para o abismo que se abre. Um livro de temática ampla, Arquivo das crianças perdidas reflete a onipresença da “crise da imigração” ao deixá-la como pano de fundo constante ― Luiselli nunca traz a política para o foco de sua narrativa, mas sempre a insere no contexto. Arquivo das crianças perdidas é também uma crítica à tecnologia, uma análise sobre a volta do rádio como importante meio de comunicação, a estética vintage, entre outros. Mas seu maior tema é a escuta: este livro mostra como precisamos escutar tudo a nossa volta para melhor entender o mundo em que vivemos. “Nas mãos de Luiselli, o romance volta a sua melhor forma: eletrizante, elástico, impressionante e novo.” ― The New York Times “Traz para o centro da discussão os erros que estão sendo cometidos com as crianças imigrantes. Além de pedir que a complacência cega seja deixada de lado.” ― LA Review of Books “Uma impressionante mistura de empatia e intelectualidade que mostra a habilidade de Valeria Luiselli em conjugar político, histórico e pessoal.” ― NPR “Valeria Luiselli se recusa a aceitar um mundo pior.” ― The Washington Post</i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Ficha técnica:<o:p></o:p></span></b></div>
<div align="center" style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Ficção | Valeria Luiselli | <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Alfaguara</b>| 2019 | 1º Edição | 406 Páginas | Tradução: Renato Marques | Cortesia blog amigo | Classificação: 5/5 | <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/868159ED873828" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> &#8211; <a href="https://amzn.to/2srYpLv" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></b><o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Até a próxima! Bye.</span></div>
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		<title>RESENHA: O Jardim Esquecido – Kate Morton &#124; Editora Arqueiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jan 2019 22:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Arqueiro]]></category>
		<category><![CDATA[EuLeioArqueiro]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Morton]]></category>
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					<description><![CDATA[Resenhar um livro da Kate Morton é sempre um desafio delicioso. Ela não cria apenas&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-e2OJoK3X0GU/XEUCvv-2QOI/AAAAAAAAIOo/Ht9RkEq_rGM3eLqt9Ppe3COLEVoJAlFVwCLcBGAs/s1600/20190120_205219.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="900" data-original-width="1600" src="https://3.bp.blogspot.com/-e2OJoK3X0GU/XEUCvv-2QOI/AAAAAAAAIOo/Ht9RkEq_rGM3eLqt9Ppe3COLEVoJAlFVwCLcBGAs/s1600/20190120_205219.jpg" /></a></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Resenhar um livro da <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Kate Morton</b> é sempre um desafio delicioso. Ela não cria apenas uma história, mas um verdadeiro labirinto delas que por vezes nos guia pelos caminhos das respostas e outros que só geram mais perguntas. E acho que é justamente isso que mais amo em sua escrita, o fato de que suas histórias vão sendo apresentadas em doses homeopáticas, construídas página por página, capítulo por capítulo. Não existe predefinições, horizontes e possibilidades. Tudo é uma enorme tela em branco, na qual juntos vamos colorindo a cada palavra lida, e o resultado é surpreendente e completamente inesperado.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">O JARDIM ESQUECIDO</span></b><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">nos apresenta três mulheres que aparentemente possuem apenas uma ligação – um livro. Três épocas diferentes que se desdobram no mesmo final. Três vidas marcadas pelo abandono, dor e segredos. E a pergunta que permeia tudo isso, é o que as une de fato? Por que mesmo tendo vivido em épocas distintas a história de uma cruza perfeitamente com a história da outra? E caros leitores, por mais que você vá se preparando para o que está por vir, te garanto que ainda assim a queda e o partir do seu coração, será inevitável.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“Um barulho, e então o passado desapareceu, disperso nas sombras como fumaça, ofuscado pelo presente, mais brilhante, mais barulhento&#8230;”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Essa história mexeu profundamente comigo, chorei muito a cada página que lia, Kate possui uma sensibilidade muito particular, uma maneira de descrever os personagens que por diversas vezes nos fazem acreditar que estamos olhando dentro de seus olhos. Vivendo aquele momento junto a eles. A construção de sua narrativa por mais que seja densa e descritiva não me incomoda, gosto forma como ela nos presenteia com os detalhes, como explora cada cenário, o que nos permiti visualizar o acontecimento como se estivéssemos vendo um filme. Outro ponto que muito me agrada é a mescla de épocas diferentes, o mergulho no passado que intercalado com o futuro vai permitindo a resolução do quebra-cabeça. Enfim, acredito que ficou claro que sou uma grande fã de sua escrita.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“(&#8230;) Estranho pensar que a vida poderia ter sido completamente diferente se nunca tivesse visto a mala, se não tivesse sido curiosa o suficiente para abri-la e ver o que havia lá dentro.”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Essa resenha está um pouco diferente das demais pois não consigo falar do livro sem acabar trazendo algum spoiler e olha que tentei, tenho uma página gigante com minhas anotações e já a reescrevi umas três vezes e nenhuma parece boa o suficiente. Mas irei tentar falar um pouquinho de cada protagonista.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Elisa</span></b><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> a que mais me conquistou e que provavelmente a que mais me fez sofrer, teve uma infância terrível, uma vida marcada por perdas e que ainda assim conseguiu transformar dor em inspiração/criatividade. Que conseguiu se levantar e se reinventar mesmo quando o mundo se provava um lugar cruel e os seres humano verdadeiros monstros. Dona de um coração generoso, por vezes altruístas demais, sonhadora, buscando desesperadamente por amor e aceitação.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“(&#8230;) Um futuro que agora era passado, uma vida que tinha terminado. E, no entanto, isso ainda importava, importara para Nell e importava para Cassandra. Este quebra-cabeça era sua herança. Mais do que isso, era sua responsabilidade.”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Nell</span></b><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> que foi encontrada sozinha em meio a um porto na Austrália, que por mais que tenha crescido em um lar de muito amor teve toda sua vida virada de cabeça para baixo após uma revelação que transformou sua existência em uma página em branco, apagando a mulher que um dia foi, levando-a por uma jornada em busca de si mesma, de sua origem, de sua história. E que mesmo nutrindo o desejo de se redescobrir, acabou abrindo mão por culpa, por algo que talvez nem ela conseguisse explicar.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Cassandra</span></b><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">, que precisava de algo que a renovasse, que a trouxesse de volta à vida e que vêm na forma de um testamento deixado por sua avó. Partindo em uma jornada de busca por respostas, por desvendar aquilo que sua avó desejava que ela descobrisse. Que corajosamente não desistiu até mesmo quando tudo parecia doloroso demais.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">E poderia incluir aqui como protagonista também o próprio jardim, que serviu como ponto perfeito de cruzamento, onde três caminhos se encontraram, marcando para sempre a vida daqueles que ali estiveram.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">“(&#8230;) Só estou dizendo que, talvez, o jardim só estivesse se escondendo das pessoas que ele não queria ver.”</span></i></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><i style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></i></div>
<div style="text-align: justify;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">O JARDIM ESQUECIDO</span></b><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">, é uma história sobre se descobrir. Sobre viver. Sobre lutar. É uma história permeada por mistérios e segredos, arrebatadora e viciante que emociona e cativa na mesma proporção. Existe uma melancolia, uma nostalgia, uma intensidade que bate bem no fundo do nosso coração. Família, perdas, traições, perdão e amizade, passado e futuro colidindo, trazendo à tona aquilo que por tantos anos permaneceu oculto.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Só tenho a agradecer a Editora Arqueiro por relançar a obra com tanto esmero e carinho. Que edição linda, mesmo o e-book está maravilhoso.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-NiNANqOPkuE/XEUDVP-IDPI/AAAAAAAAIOw/N3reDLNTHdstG1oycfWTDhkyjirWY8Q1ACLcBGAs/s1600/71qo5LXrDJL.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="1013" data-original-width="700" height="320" src="https://3.bp.blogspot.com/-NiNANqOPkuE/XEUDVP-IDPI/AAAAAAAAIOw/N3reDLNTHdstG1oycfWTDhkyjirWY8Q1ACLcBGAs/s320/71qo5LXrDJL.jpg" width="221" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><b>O JARDIM ESQUECIDO &#8211; Kate Morton</b></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><b><br /></b></span></div>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><i><b>Sinopse:&nbsp;</b>Kate Morton já vendeu mais de 10 milhões de livros no mundo. Nova edição do livro de maior sucesso da autora. Uma criança abandonada, um antigo livro mágico, um jardim secreto, uma família aristocrática, um amor negado. Em mais uma obra-prima, Kate Morton cria uma história fantástica que nos conduz por um labirinto de memórias e encantamento, como um verdadeiro conto de fadas. Dez anos após um trágico acidente, Cassandra sofre um novo baque com a morte de sua querida avó, Nell. Triste e solitária, ela tem a sensação de que perdeu tudo o que considerava importante. Mas o inesperado testamento deixado pela avó provoca outra reviravolta, desafiando tudo o que pensava que sabia sobre si mesma e sua família. Ao herdar uma misteriosa casa na Inglaterra, um chalé no penhasco rodeado por um jardim abandonado, Cassandra percebe que Nell guardava uma série de segredos e fica intrigada sobre o passado da avó. Enchendo-se de coragem, ela decide viajar à Inglaterra em busca de respostas. Suas únicas pistas são uma maleta antiga e um livro de contos de fadas escrito por Eliza Makepeace, autora vitoriana que desapareceu no início do século XX. Mal sabe Cassandra que, nesse processo, vai descobrir uma nova vida para ela própria. Publicado originalmente como O jardim secreto de Eliza. “O jardim esquecido é encantador e hipnotizante, repleto de mistérios e suspense que deixarão o leitor ávido pelo final.” – The Guardian “Maravilhosamente escrito, este é um dos melhores livros do ano.” – Woman’s Day “Um romance cheio de reviravoltas que mantêm o leitor intrigado até os capítulos finais.” – Evening Gazette</i></span></p></blockquote>
<div align="center" style="text-align: center;"><b style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Ficha técnica:<o:p></o:p></span></b></div>
<div align="center" style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Romance, Mistério | <a href="http://www.editoraarqueiro.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><b>Editora Arqueiro</b></a> | 2018 | 1º Edição |496 Páginas | Cortesia | Classificação: 4/5 | <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Onde Encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/51962ED802534" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> &#8211; <a href="https://amzn.to/2W3NIc5" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></b><o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;calibri light&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Até a próxima! Bye.</span></div>
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		<title>[RESENHA] Como Se Estivéssemos em Palimpsesto de Putas &#8211; Elvira Vigna &#124; Companhia das Letras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2017 19:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Elvira Vigna]]></category>
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					<description><![CDATA[Como Se Estivéssemos Em Palimpsesto de Putas &#8211; Elvira Vigna Sinopse:&#160;&#8216;Dois estranhos se encontram num&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-RV7fwi87LY4/WWPYGCwip2I/AAAAAAAADHM/GhRgSu54dtkeTthXgIgm_-vM11eojimZwCLcBGAs/s1600/download.png" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="648" data-original-width="430" height="320" src="https://3.bp.blogspot.com/-RV7fwi87LY4/WWPYGCwip2I/AAAAAAAADHM/GhRgSu54dtkeTthXgIgm_-vM11eojimZwCLcBGAs/s320/download.png" width="212" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , sans-serif;"><b>Como Se Estivéssemos Em Palimpsesto de Putas &#8211; Elvira Vigna</b></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , sans-serif;"><b><br /></b></span></div>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , sans-serif;"><b>Sinopse:</b>&nbsp;&#8216;Dois estranhos se encontram num verão escaldante no Rio de Janeiro. Ela é uma designer em busca de trabalho, ele foi contratado para informatizar uma editora moribunda. O acaso junta os protagonistas numa sala, onde dia após dia ele relata a ela seus encontros frequentes com prostitutas. Ela mais ouve do que fala, enquanto preenche na cabeça as lacunas daquela narrativa. </span><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , sans-serif;">Uma das grandes escritoras brasileiras da atualidade, Elvira Vigna parte desse esqueleto para criar um poderoso jogo literário de traições e insinuações, um livro sobre relacionamentos, poder, mentiras e imaginação.&#8217;</span></p></blockquote>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"></span></div>
<p><a name='more'></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Quando fiz minhas metas literárias para 2017, algo que gritou em minha mente foi à necessidade de me aventurar por novos gêneros, conhecer novos autores, me desafiar como leitora. Por essa razão quando me deparei com a obra <b>Como se estivéssemos em palimpsesto de putas</b>, não consegui resistir. Com uma capa interessante, uma sinopse intrigante, um título incomum e uma autora nacional reconhecida e premiada, a obra não poderia ser mais complexa e ainda assim despretensiosa. Não é de hoje que escuto falar de Elvira Vigna, mas até então jamais havia lido algo da mesma.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Não sei ao certo o que estava esperando encontrar, mas com certeza não era o que me foi apresentado. A narrativa de Elvira é algo muito particular, o modo como ela conduz a história, como se faz presente em cena, é algo único, confesso que não foi fácil me encontrar na leitura, mas a partir do momento que compreendi o que de fato estava sendo proposto tudo fluiu muito bem. É importante frisar que não tenho como hábito a leitura de obras com esse tipo de escrita – peço desculpas por minha ignorância, mas realmente não sei como descrever, nomear -, portanto tudo se tornou uma grande surpresa e descoberta. Talvez esse seja o motivo de tantas sensações contraditórias durante a leitura, confusão, dúvida, questionamentos, tédio, revolta, compreensão&#8230; Enfim, é o tipo de livro que somente lendo para compreender de fato.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">João têm muitas histórias para contar e agora encontrou alguém para escutar. Contratado por uma editora que está falindo para informatizá-la, ele divide suas tardes insuportavelmente quentes com uma designer – A narradora sem nome -, pessoa essa com quem compartilha suas experiências e aventuras com prostitutas, ato que quando descoberto provocou o fim de seu casamento com Lola. Atitude essa que ele não compreende, João acredita que Lola está errada. E à medida que passa a recordar seus casos extraconjugais, passa também a reviver a história de seu casamento e a narradora que é uma espectadora, uma ouvinte de sua trajetória tenta de alguma forma preencher as lacunas deixadas por João, explicar aquilo que não tem explicação, compreender o porquê das traições, assim como o motivo que o leva a crer que a separação foi uma atitude errada por parte de Lola.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">&#8220;João também desenhava. Por cima. E no ar, e com palavras. E nele mesmo. Uma garota de programa por cima de outra garota de programa, sem nunca individualizá-las, acabá-las, sempre faltando alguma coisa, calcando mais da próxima vez, quem sabe agora. Até a última.&#8221;</span></i></p></blockquote>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Confesso, nunca havia escutado a palavra <b>PALIMPSESTO</b>e como boa curiosa que sou precisei pesquisar: <i>Palimpsesto é uma espécie de pergaminho, papiro que foi raspado, apagado, para que se possa reescrever por cima</i>. E é isso que a narradora faz ao longo da história, ela tenta reescrever, dar um novo olhar, criar uma nova escrita para o que João está nos contando. Eu sei, estou falando e falando e não dizendo nada. Mas é difícil falar da obra em si, sem soltar <i>spoilers</i>. O enredo em si é como um labirinto, como se estivéssemos brincando de esconde-esconde, onde se revela e se oculta, com diálogos curtos e frases diretas. Com um protagonista vazio, pobre de espírito, bobo, perdido em si e em suas escolhas, que desperta ainda que incompreensivamente afeição e repulsa na mesma proporção e do outro lado a narradora sem nome que mora com uma prostituta, que enxerga a si como invisível, “feinha”, que acaba por escutar as peripécias deste homem e tenta tapar os buracos deixados por ele, lançando ao leitor suposições, hipóteses, misturando a realidade com o não-realizado.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">“Barulhinhos, ruídos.</span></i><i><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Um recado que chega, uma bobagem dessas. Não era para ser nada. As garotas, um ruído de fundo na vida de João. Ia apagar o recadinho naquele dia mesmo, ou no outro. As perguntas também, apagadas, ou quase. Passadas por cima, outras coisas por cima”.</span></i></p></blockquote>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Acredito que quando não se está bem com si mesmo, não importa o que aconteça, ou o que se faça, nada nunca será bom o suficiente ou satisfatório. É quando nos tornamos rascunhos, escrevemos e apagamos, tentamos concertar, fazer diferente, mas no final o resultado sempre acaba por ser o mesmo.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Gosto de pensar que a mensagem da autora ficou nas entrelinhas e principalmente que fui capaz de compreendê-las. Falando sobre machismo, traição, egoísmo, relações interpessoais&#8230; <b>Como se estivéssemos em palimpsesto de putas</b> é uma obra feita para se pensar, refletir, dar um tapa e te fazer acordar.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<blockquote style="text-align: center;"><p><i><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">“Quando ela volta e precisa se transformar de não pessoa em pessoa, o processo é doloroso, íntimo. Põe Gael para brincar com alguma coisa. E começa. E é difícil. É difícil para ela limpar a maquiagem em frente ao espelho. O banho também é demorado e difícil. E uma vez que cheguei mais cedo do escritório de João, vi que ela simplesmente sentava no chão do chuveiro e deixava a água escorrer. Por horas.”</span></i></p></blockquote>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Acredito que a obra caiba bem para leitores mais “sofisticados”, acostumados com provocação da autora, que são capazes de ler nas entrelinhas, que enxergam os detalhes, que não se incomodam com jogadinhas, figuras de linguagem, densidade e crueza nas palavras. Pois apesar de ter gostado da leitura e dos desafios que ela me proporcionou, sinto que não a aproveitei ao máximo, justamente por não ser uma apreciadora do estilo da narrativa, ou por ser leiga demais, ter uma experiência limitada. Entretanto, ainda assim recomendo sim a leitura a todos que buscam desafios, que sinta a vontade ou necessidade de se aventurar pelo desconhecido, que almejem desvendar novos estilos literários.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Quanto a capa, diagramação e trabalho editorial, só posso deixar meus parabéns. Companhia das Letras fez um belo trabalho.<o:p></o:p></span><br /><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;">
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-NGaQ_3prjwU/WWQGeUtXJfI/AAAAAAAADHg/ciViFFnDcx8ajwLWPaYt38PRdgtRkLpUwCLcBGAs/s1600/unnamed222.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="662" data-original-width="1177" height="358" src="https://1.bp.blogspot.com/-NGaQ_3prjwU/WWQGeUtXJfI/AAAAAAAADHg/ciViFFnDcx8ajwLWPaYt38PRdgtRkLpUwCLcBGAs/s640/unnamed222.jpg" width="640" /></a></div>
</div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><b>Ficha Técnica:</b></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Literatura Nacional, Romance | Companhia das Letras | 2016 | 1° Edição | 216 Páginas | Cortesia | Classificação: 4/5 | <a href="https://www.skoob.com.br/como-se-estivessemos-em-palimpsesto-de-putas-596418ed597841.html"><b>SKOOB</b></a></span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><b>Compre aqui: <a href="http://amzn.to/2v50kkW" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a> &#8211; <a href="http://compre.vc/v2/191dde7ae9a" target="_blank" rel="noopener">Saraiva</a> &#8211; <a href="http://compre.vc/v2/191b5d67d09" target="_blank" rel="noopener">Cultura</a> &#8211; <a href="http://compre.vc/v2/1914c3e7da2" target="_blank" rel="noopener">Travessa</a>&nbsp;&#8211; <a href="http://compre.vc/v2/1911bdf7d50" target="_blank" rel="noopener">Folha</a></b></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;tahoma&quot; , &quot;sans-serif&quot;;">Até a próxima! Bye.<o:p></o:p></span></div>
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