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	<title>Ashley Audrain &#8211; Atitude Literária</title>
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	<description>Site literário feito para verdadeiros apaixonados por livros e tudo que eles representam.</description>
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	<title>Ashley Audrain &#8211; Atitude Literária</title>
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		<title>O Impulso – Ashley Audrain &#124; Editora Paralela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 00:36:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Suspense]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller]]></category>
		<category><![CDATA[Ashley Audrain]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Paralela]]></category>
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					<description><![CDATA[Resenha postada originalmente no blog ESTANTE DIAGONAL no qual sou colaboradora. Esta obra apresenta temas&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li><em>Resenha postada originalmente no blog <a href="https://www.estantediagonal.com.br/" target="_blank" rel="noopener">ESTANTE DIAGONAL</a> no qual sou colaboradora.</em></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span class="penci-highlighted-black">Esta obra apresenta temas sensíveis tais como: abandono afetivo, maternidade, depressão e violência, podendo acionar alguns gatilhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Blythe Connor</strong> vêm de uma família desestruturada, abandonada emocionalmente por sua mãe, cresceu com esse sentimento de rejeição, frieza e apatia. E por isso, está determinada a ser diferente, ainda que não tenha grandes modelos a seguir, e que sua experiencia como filha tenha sido tortuoso, ela quer fazer diferente, na verdade ela se sente pressionada a dar ao marido <strong>Fox</strong>, a família perfeita que ele tanto deseja, ser a melhor mãe que alguém poderia ser, ainda que isso vá de contra a sua própria criação.</p>
<p style="text-align: justify;">É durante sua gestão que os primeiros questionamentos surgem, Blythe começa a desejar o tipo de maternidade que sempre escutou, o amor incondicional, a cumplicidade com seu bebê, o instinto materno que irá a orientar, são muitas as expectativas, tanto suas, quanto do seu marido e familiares sobre ela. No entanto, quando sua filha <strong>Violet</strong> nasce, tudo sai completamente diferente do que Blythe imaginou, não apenas pelas dificuldades e desafios que surgem ao longo de cada dia como mãe de primeira viagem, mas também por ser consumida por uma depressão pós-parto e descaso por parte de seu parceiro. Levando-a a se sentir <strong>incapaz</strong>, insuficiente, errada, como se ser mãe não fosse para ela. Violet parece a odiar cada vez mais conforme cresce, e seu vinculo com o pai só aumenta, além disso, a pequena apresentar alguns <strong>comportamentos </strong>extremos e complexos que assombram Blythe, fazendo com ela questione a própria sanidade e toda vez que ela tenta trazer isso a tona, conversar com seu marido, ele a taxa como exagerada e nem a escuta. Aumentando assim cada vez mais o distanciamento entre eles três.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Achávamos que conhecíamos um ao outro. E achávamos que conhecíamos a nós mesmos.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, tudo muda mais uma vez com o nascimento de seu segundo filho alguns anos depois, é quando de fato Blythe descobre a maternidade como ela sempre sonhou. <strong>Sam</strong>, é um bebê doce, tranquilo, fácil de lidar. O vinculo entre ambos foi instantâneo, fazendo com que rapidamente a criança se tornasse o centro do mundo para Blythe, pela primeira vez, ela se sente como uma mãe, como se estivesse fazendo exatamente o que deveria&#8230; só que um acidente terrível acontece, e com ele a <strong>destruição</strong> da sua família.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O IMPULSO</strong>, é um drama psicológico perturbador sobre a jornada da maternidade, e as consequências de traumas e abusos sofridos na primeira infância, mas também é uma história sobre responsabilidade afetiva, expectativas, a natureza humana x a criação, sobre medos e anseios, pressão social e o que é ser uma boa mãe? E já aviso a vocês, não é uma leitura fácil, apesar da narrativa da autora ser fluida e envolvente, os temas por ela debatidos são densos, angustiantes e com certeza afetará cada leitor de uma maneira diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando iniciamos a leitura, já percebemos que algo ruim aconteceu e desencadeou o afastamento de uma família. Blythe está escrevendo uma “carta” para seu ex-marido, derramando a sua alma naquelas páginas, relembrando e de certa forma, revivendo todos os acontecimentos desde que se conheceram, o casamento, o nascimento dos filhos, a <strong>tragédia</strong> e o termino, então acompanhamos toda a jornada e tudo que eles enfrentaram, aos olhos dela. Em paralelo, também acompanhamos um pouco da história de sua avó e mãe, revelando um histórico complicado de mães e relacionamentos com suas filhas. O que costura muito bem os comportamentos e a narração em si.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Violet tinha uma mente brilhante, fascinante, e às vezes eu desejava ter acesso a ela. Ainda que temesse o que poderia encontrar.”</em></p>
</blockquote>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5097 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-1024x576.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-300x169.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-768x432.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-1536x864.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-2048x1152.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-1920x1080.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-1170x658.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Blog-OI-2-585x329.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que pra mim foi mais marcante no enredo, é a forma como Blythe relata suas frustrações, medos, inseguranças, em relação a maternidade. Ser mãe não era sua prioridade, mas ela queria uma família diferente da que ela teve, e seu marido Fox, desejava muito ter um filho, então aconteceu&#8230; Violet nasceu e com ela uma série de situações que colocavam em prova a sua <strong>capacidade</strong> de gerir uma família. Violet não era uma criança como as demais, seu comportamento gerava certa aversão, a comunicação entre mãe e filha era dificultosa, elas não conseguiam se entender, pareciam viver momentos diferentes, e isso foi gerando um desgaste absurdo em ambas. Blythe ansiava pelo instinto materno, pela ligação de mãe e filha, por viver tudo aquilo que ela nunca pode, mas Violet parecia se distanciar cada vez mais, desenvolvendo um sentimento contrário ao que era esperado. Já com o pai, isso não acontece, quando ela estava em sua presença, é como se outra criança passasse a existir, e isso passa a ser um peso muito grande para Blythe, pois ela passa a questionar se é <strong>culpada</strong> pela filha ser como é, se ela a negligenciou, se fez o mesmo que fizeram com ela, e por isso seu comportamento raivoso, distante e frio, ou se seria algo de sua natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando seu segundo filho nasce, tudo muda, porque pela primeira vez Blythe sente tudo que desejou, o amor, a afeição, o desejo de proteger, de mimar, o cheirinho de bebê, é como se tudo entrasse nos eixos, ele passa a ser o centro da sua vida, só que algo terrível acontece, <strong>levando</strong> Sam de seus braços e destruindo o que ainda restava de sua família.</p>
<p style="text-align: justify;">E foi especialmente <strong>doloroso</strong> acompanhar a dor dessa mulher. Vê-la ser silenciada, oprimida, tendo sua fala calada constantemente por seu marido e pessoas que a cercavam e a fazia se sentir inadequada. E como isso fez com ela tivesse sua segurança quebrada, tornando-se uma mulher insegura, amedrontada, questionando a própria sanidade. Como se verbalizar as dificuldades da maternidade fosse um crime, precisando encará-la como algo lúdico, lindo, perfeito. Outro ponto que a história também levanta é a questão da natureza humana, se seria ela um reflexo da criação, da mãe, ou se existem <strong>comportamentos</strong> que já nascem com a pessoa, e isso está muito bem explorado na personagem da Violet.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Não quero que aprenda a ser como eu. Mas não sei como ensinar você a ser uma pessoa diferente.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É importante frisar também que nossa narradora não é mais confiável, principalmente por todos os traumas e choques que ela enfrentou, o que pode de alguma forma distorcer o que ela pensa ter visto&#8230; ou não.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim&#8230; <strong>O IMPULSO</strong> é o tipo de livro que desperta uma dualidade de emoções no leitor. Ele fala de uma maternidade muito mais “real”, despida de todo o glamour, ou &#8220;romantização&#8221; que o tema sempre acaba por trazer. Aqui a autora questiona principalmente as cobranças impostas pela sociedade de como uma mãe deve ser. Como ela deve performar, o que ela pode ou não reclamar, que tudo é sua culpa, nos fazendo pensar a respeito do que é ser uma boa mãe? Existe realmente um padrão? Nascemos com esse instinto materno? E muitos outros pontos que vão cutucando gradativamente ao longo dos capítulos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você já leu <strong><em>Precisamos Falar Sobre o Kevin</em></strong>, provavelmente irá encontrar alguns pontos em comuns, a leitura por diversas vezes me fez recordar esse livro, com a diferença de ser um pouco mais sutil na maneira como aborda e expõe os acontecimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu gostei bastante da leitura, apesar de ela ter se tornado previsível na metade do livro, eu fiquei esperando por um acontecimento, ou uma revelação que pudesse mudar todo o rumo da história, mas isso acabou não acontecendo, só confirmando o que eu já estava esperando. Mas lembrando que essa é a minha experiência de leitura e com você pode ser diferente.</p>
<blockquote><p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-5099 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/81J3umQXEBL._SL1500_-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/81J3umQXEBL._SL1500_-200x300.jpg 200w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/81J3umQXEBL._SL1500_-683x1024.jpg 683w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/81J3umQXEBL._SL1500_-768x1152.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/81J3umQXEBL._SL1500_-585x878.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/81J3umQXEBL._SL1500_.jpg 1000w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O IMPULSO &#8211; Ashley Audrain</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em><span class="a-text-bold">O que você faria se seus filhos não fossem quem você esperava? </span><span class="a-text-bold a-text-italic">O impulso </span><span class="a-text-bold">é o romance mais viciante do ano, uma leitura que irá questionar tudo o que assumimos sobre maternidade, sobre aquilo que devemos aos nossos filhos e sobre o que acontece quando deixamos de acreditar em mulheres cujas histórias são incômodas. </span>Blythe Connor está decidida a ser a mãe perfeita, calorosa e acolhedora que nunca teve. Porém, no começo exaustivo da maternidade, ela descobre que sua filha Violet não se comporta como a maioria das crianças. Ou ela estaria imaginando? Seu marido Fox está certo de que é tudo fruto do cansaço e que essa é apenas uma fase difícil. Conforme seus medos são ignorados, Blythe começa a duvidar da própria sanidade. Mas quando nasce Sam, o segundo filho do casal, a experiência de Blythe é completamente diferente, e até Violet parece se dar bem com o irmãozinho. Bem no momento em que a vida parecia estar finalmente se ajustando, um grave acidente faz tudo sair dos trilhos, e Blythe é obrigada a confrontar a verdade. Neste eletrizante romance de estreia, Ashley Audrain escreve com maestria sobre o que os laços de família escondem e os dilemas invisíveis da maternidade, nos convidando a refletir: até onde precisamos ir para questionar aquilo em que acreditamos?</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Drama, Thriller Psicológico | <strong>Ashley Audrain</strong> | <strong>Editora Paralela</strong> | 2021 | 1ª Edição | 328 Páginas | Tradução: Lígia Azevedo | Classificação indicativa: 18+ | Cortesia do Blog Parceiro | Classificação: 3,5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/11716628ED11728763" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/49fsqxw" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Até a próxima! Bye.</p>
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