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	<title>Clássico &#8211; Atitude Literária</title>
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	<description>Site literário feito para verdadeiros apaixonados por livros e tudo que eles representam.</description>
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	<title>Clássico &#8211; Atitude Literária</title>
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		<title>Razão e Sensibilidade – Jane Austen &#124; Faro Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Feb 2024 14:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Faro Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
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					<description><![CDATA[Caros, leitores! Como vocês já sabem possuo uma relação complicada com a autora Jane Austen,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Caros, leitores! Como vocês já sabem possuo uma relação complicada com a autora Jane Austen, pois existe em mim uma sede de poder ler e conhecer todas as suas obras, ao mesmo tempo em que sua narrativa parece não funcionar muito comigo. Gosto de trazer isto sempre que vou falar sobre ela, porque é importante frisar sua contribuição para com a literatura mundial, é inegável seu talento, a forma como ela retrata a época e toda a ambientação, Jane Austen fala do que viveu, conheceu, presenciou e isso enriquece seus textos e por mais que eu tenha uma “dificuldade” com sua narrativa, isso não quer dizer que irei desistir de lê-la. Seguirei persistindo livro a livro e extraindo o melhor de todos eles. E hoje no caso, vou falar de uma releitura, Razão e Sensibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Razão e Sensibilidade</strong>, mergulha na complexidade das relações familiares, assim como do coração humano, tecendo um intricado enredo que irá abordar as emoções, a sociedade e os romances. A trama desenrola-se no cenário pitoresco do século XVIII, onde as convenções sociais e as expectativas moldavam os destinos das personagens. Em meio a salões opulentos e paisagens campestres, somos apresentados às irmãs Dashwood: <strong>Elinor</strong> e <strong>Marianne</strong> – as protagonistas, sendo Elinor a mais velha e Marianne a do meio, ainda temos <strong>Margaret</strong> que é a irmã mais jovem, porém ela pouco aparece. Enquanto Elinor personifica a racionalidade e a reserva, Marianne é o resumo da sensibilidade e do fervor emocional.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) Mas Marianne abominava qualquer tipo de reserva em situações em que nenhuma desgraça concreta pudesse acontecer, e almejar a repressão de sentimentos que eram louváveis parecia-lhe não apenas um esforço desnecessário, mas uma sujeição vergonhosa da razão a opiniões banais e erradas.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A história se desenrola a partir do momento da morte do pai das jovens, que são filhas de um segundo casamento, sendo assim, a herança passa para o meio-irmão das meninas, que fica com absolutamente tudo, incluindo a casa onde elas moram. “Pobres”, elas vão ser acolhidas por um primo da família, em uma casinha mais humilde, tendo essa troca de ambientação e por consequência novas relações interpessoais, é deste novo momento que elas também irão se deparar com seus novos pretendentes. Mas vale aqui um adendo, na época os dotes, o poder aquisitivo ditava os bons casamentos e as boas relações sociais, o que já deixa o alerta, para o peso da nova realidade que elas estão inseridas e nas dificuldades que irão enfrentar por isso.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5115 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100141.jpg 1905w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elinor</strong> se apaixona por <strong>Edward</strong>, filho mais velho de uma família rica, com sua reserva e integridade, encarna a virtude rígida que a atrai, entretanto, sua mãe não suporta a ideia de ver seu filho se relacionamento com uma jovem <strong>pobre</strong>. Já <strong>Marianne</strong> se apaixona por <strong>Willoughby</strong>, que mesmo não sendo de uma família tão rica, pertence a uma família de nome e peso, o rapaz personifica o charme e a paixão ardente que seduzem Marianne, levando-a a questionar os limites entre razão e emoção. É como fogo e gasolina, jovens e “inconsequentes”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo da narrativa, <strong>Jane Austen</strong> tece um enredo rico em diálogos perspicazes, ironia sutil e observações penetrantes sobre a natureza humana e a sociedade de sua época. Seja nos salões de baile ou nos bosques silenciosos, cada cena é habilmente construída para revelar as nuances dos relacionamentos entre os personagens, explorando temas universais como amor, decepção, honra, dever e autodescoberta.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;) Às vezes, somos levados pelo que a pessoa diz de si mesma, e muito frequentemente pelo que as outras pessoas dizem dela, sem no darmos tempo para deliberar e julgar.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É muito interessante ver a forma como as irmãs são tratadas como contrastes, só que eu consigo enxergar como tanto a razão como a sensibilidade se misturam, elas não são só uma coisa ou outra, elas são ambas. Elas enfrentam situações paralelas, sem que saibam o que está acontecendo uma com a outra. Elas vão sofrer desilusões, decepções e precisar enfrentar escolhas que as colocarão em caminhos se quer cogitados, devido a suas posições sociais e erros cometidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando dos personagens Elinor é toda discrição e modéstia, busca controlar suas paixões em nome do dever e da <strong>prudência</strong> e as convenções sociais ditam muito do seu comportamento. Já Marianne, é avessa a contenção, mergulha de cabeça nos seus sentimentos, se entrega a intensidade do que quer, <strong>desafiando</strong> as convenções e acaba enfrentando as consequências dos seus impulsos. Não irei falar muito dos pretendentes destas jovens, mas&#8230; não gostei de nenhum dos dois. E quanto ao meio-irmão e sua esposa&#8230; <strong>ODIOSOS</strong>, são detestáveis, é difícil digerir suas escolhas e posicionamentos. E isso é interessante para a história, pois traz mais um traço verossímil de como as coisas realmente eram na época.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5116 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1024x768.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-300x225.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-768x576.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1536x1152.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-1170x878.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507-585x439.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20240225_100507.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu irei ousar dizer que Razão e Sensibilidade, não é apenas uma história de amor, e muito menos uma história água com açúcar. Mas sim, uma exploração profunda da condição humana e das complexidades do coração. Por meio das jornadas emocionais das irmãs Dashwood, somos lembrados da eterna dança entre razão e emoção, e da busca incessante por um equilíbrio entre essas forças opostas, também somos jogados dentro de uma realidade nua e crua, que não ameniza o sofrimento, os obstáculos enfrentados, deixando claro que nem todos os finais são <strong>felizes,</strong> que alguns são cheios de angústia e lamento, e este para mim, é o ponto alto da história.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Se eu pudesse ao menos saber o que havia no coração dele, tudo seria mais fácil.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Porém, como mencionei no começo, eu tenho um problema com a narrativa da autora, eu não consigo me prender de fato a história, levo dias para concluir a leitura, neste livro em específico, do começo até a metade eu achei lento e difícil, do meio para o fim&#8230; arrastado e chato. Não gostei dos personagens, não gostei do desfecho&#8230; e está tudo bem, porque mesmo não gostando, eu sou capaz de ver os pontos positivos e entender por que ele é considerado uma grande obra atemporal, e seguirei lendo suas obras.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, sim eu deixo aqui fortemente a indicação de leitura. Já falei isso outras vezes e volto a repetir, a única forma de saber se você gosta ou não de um livro, é lendo. Aqui eu compartilho a minha experiencia, a sua pode ser completamente diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de concluir, preciso dizer o quanto está linda a edição da Faro Editorial, que diagramação maravilhosa, com algumas notas de rodapé, cores nas repartições de capítulos, realmente está um charme. Eu amei.</p>
<blockquote><p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-5062 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-200x300.png" alt="" width="200" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-200x300.png 200w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-682x1024.png 682w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-768x1153.png 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1023x1536.png 1023w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1364x2048.png 1364w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-1170x1756.png 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade-585x878.png 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/capa-razao-e-sensibilidade.png 1690w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RAZÃO E SENSIBILIDADE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> <em>Considerado um dos maiores romances de Jane Austen, Razão e Sensibilidade acompanha a vida das irmãs Elinor e Marianne Dashwood enquanto passam por turbulências em busca da felicidade amorosa. Com sarcasmo mordaz e inteligência profunda, entre peripécias, desencontros e revelações, a obra retrata a verdadeira revolução social ocasionada pela mudança para a realização do casamento por amor. Há em Razão e Sensibilidade uma história de amor que, num primeiro momento, parece trivial, mas quando a penetramos profundamente, encontramos uma narrativa sobre maturidade, crescimento pessoal, honra e compromisso, na qual vencem o cultivo do caráter, a sinceridade de propósitos, a paciência, a generosidade e a persistência; e o amor surge como consequência do desenvolvimento da personalidade pelos valores elevados e da síntese entre razão e sensibilidade. Trata-se de uma obra que permanece atual, especialmente numa época como a nossa, em que a insensibilidade assumiu o poder, e a razão é capaz de assumir, muitas vezes, uma voz cínica ou moralista.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Clássico, romance | <strong>Jane Austen</strong> | <strong>Faro Editorial</strong> | 2024 | 1ª Edição | 288 páginas | Tradução: Clarissa Growoski | Classificação indicativa: 12+| Cortesia | Minha avaliação: 3/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/razao-e-sensibilidade-464ed122358229.html" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> – <a href="https://amzn.to/48AcHYt" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Jane Eyre – Charlotte Brontë &#124; Principis</title>
		<link>https://atitudeliteraria.com.br/2024/01/08/jane-eyre-charlotte-bronte-principis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 23:34:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Eyre]]></category>
		<category><![CDATA[Romance de Formação]]></category>
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					<description><![CDATA[* Resenha postada originalmente no blog Estante Diagonal, no qual sou colaboradora. Jane é órfã,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>* Resenha postada originalmente no blog <a href="https://www.estantediagonal.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Estante Diagonal</a>, no qual sou colaboradora.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jane</strong> é órfã, seu pai era um sacristão, que se casou com a filha de um homem rico, um relacionamento que não foi bem aceito, ambos faleceram cedo, deixando a jovem sozinha no mundo. Um irmão de sua mãe, que a tinha em alta estima, adota Jane e passa a tratá-la como se fosse sua filha, só que ele também acaba falecendo, e Jane fica aos cuidados da esposa dele, que ao contrário do marido, não gosta da garotinha e a trata muito mal, sempre a lembrando que ela mora ali de favor, que não é bem-vinda e junto com seus três filhos mimados, não perde uma oportunidade de humilhá-la e maltratá-la. Aos dez anos, Jane já não aguenta mais ser alvo de tamanho terror, ela entende sua posição dentro da casa, tem consciência de quem é, mas não consegue se controlar em meio a uma situação ruim, e desabafa, tem uma crise e desconta justamente em sua tia, que aguardava apenas uma oportunidade para se livrar dela. Enviada para uma instituição de caridade, Jane continua a enfrentar muitos problemas, ela já chega tida como uma criança malcriada, incontrolável, o que faz com que a vigiem de perto, e crie distanciamento das demais crianças, até que uma professora reconhece seu esforço e a torna sua protegida. O local é paupérrimo, com acomodações precárias, comida escassa, as meninas que ali moram, passam fome e frio constantemente, e precisam conviver com regras rígidas. E é justamente por toda essa situação, que um surto de febre tifoide acomete o lugar, matando muitas das meninas, Jane sobrevive, consegue se formar na instituição, e por dois anos ali leciona. Já com seus dezoitos anos, e algumas circunstâncias, ela sente que é hora de deixar o local, de buscar melhorias e publica um anúncio oferecendo seus serviços como preceptora, ela possui qualificações para isso, mas ainda assim, segue desacreditada quanto a possibilidade de arrumar uma nova ocupação, para sua surpresa, o anúncio é respondido, e sem pestanejar ela aceita o emprego a ela oferecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Jane reuni seus parcos pertences e ruma para a casa a qual foi contratada no norte da Inglaterra, ali ela é muito bem recebida, o que a surpreende e encanta, Jane irá cuidar de Adele, uma garotinha francesa, esperta e dócil. Seu novo lar é acolhedor, e não demora para que ela passe a gostar e desfrutar de sua nova posição e é somente algum tempo depois que Jane se dá conta de que o dono da casa não está presente e ao que tudo indica, Adele é apenas sua protegida e não filha. <strong>Sr. Rochester</strong> é uma figura peculiar, que passa alguns dias em sua propriedade e meses longe, é um homem descrito como sendo de pouca beleza, porém muito inteligente, firme e que assim como sua casa, oculta alguns segredos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“(&#8230;) De modo geral é esperado das mulheres que sejam muito calmas, quietas, mas elas se sentem exatamente iguais aos homens; precisam exercitar suas faculdades, precisam de um campo para seus esforços, tanto quanto seus irmãos. Sofrem restrições rígidas demais, são submetidas à estagnação absoluta, e é uma estreiteza de mente achar que isto está certo, que elas devem se limitar a fazer pudins, tricotar meias, tocar piano e bordar sacolas. É falta de sensibilidade condená-las, ou rir-se delas, quando procuram fazer mais, ou aprender mais do que se convencionou necessário pelo faro de serem mulheres.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jane Eyre</strong> é um clássico da literatura, e tido como uma das obras mais importantes e memoráveis da história, é também o livro mais conhecido da autora <strong>Charlotte Brontë</strong>, que possui mais duas obras – Violette e Shirley. Aqui não encontraremos somente uma história de amor, e sim um <strong>romance de formação</strong>, ou seja, uma história de amadurecimento, o que quer dizer, que iremos acompanhar a protagonista, Jane Eyre, desde sua infância até sua vida adulta, em um estado de maior maturidade. Outro ponto que quero mencionar sobre a narrativa, é que a obra é como se fosse uma autobiografia, Jane está narrando sua história em primeira pessoa para seus leitores.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5037 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1024x576.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-300x169.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-768x432.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1536x864.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-2048x1152.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1920x1080.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-1170x658.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-02-Jane-Eyre-585x329.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caros, leitores!</strong> Eu tenho tido como meta ler mais clássicos, e tenho tido experiencias de leituras maravilhosas e Jane Eyre foi um grande presente. A conhecemos ainda garotinha, vivendo em meio a uma família que não suporta a sua presença, e fazem de um todo para deixar isso bem claro. Jane é exposta a castigos cruéis e injustos, falas grosseiras e maus-tratos que partem nosso coração logo no início da leitura. Ela é órfã, e por ser constantemente oprimida, acaba desenvolvendo maturidade muito rápido, se tornando consciente de seu “lugar”, “posição” e “condição” muito cedo. Quando ela é enviada para uma instituição de caridade, um lugar assombroso, rígido e paupérrimo, ainda que seja ruim, ela sente alívio por se ver longe do horror que era sua vida anterior. Jane está determinada a mudar sua vida, a tirar proveito de sua nova realidade, e se esforça muito nos estudos e em tudo o que faz, ávida por aprender, ciente de que o único modo de ascender socialmente é com sua determinação e conhecimento, já que, por ser pobre e não possuir nada, ela não tem conexões, nem atrativos – Jane é descrita com uma personagem de beleza no máximo mediana -, ela não teria outros meios para buscar sua tão sonhada independência. Ela também aprende que precisa controlar, reprimir seus impulsos, agradar as pessoas a sua volta. Anos na instituição a moldam, a tornam uma jovem séria, inteligentíssima, e muito certa de suas convicções, ela sabe o que quer, e após dois anos lecionando na instituição, e por outra circunstância – que não irei mencionar -, ela decide publicar um anúncio a procura de um emprego como preceptora.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“— Eu sabia — continuou ele — que de alguma forma você me faria bem, em algum momento. Estava em seus olhos na primeira vez em que a vi. A expressão deles e o sorriso não&#8230; — ele fez outra pausa — &#8230; não — repetiu com ênfase — me impressionaram à toa. As pessoas falam de simpatias naturais. Já ouvi falar de gênios bons&#8230; Há grãos de verdade na mais selvagem das fábulas. Minha querida salvadora, boa noite!</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para sua total surpresa o anuncio é respondido, Jane consegue um emprego fora dos portões que foram por tantos anos sua casa, e parte rumo a uma nova <strong>jornada</strong> em sua vida, no norte da Inglaterra, no seio de um lar disfuncional, mas reconfortante ao mesmo tempo, Adele é uma garotinha francesa apaixonante, os demais criados são respeitosos e a acolhem muito bem, e até mesmo a figura austera do <strong>Sr. Rochester</strong>, se torna especial. Não é segredo, portanto não acredito que seja um spoiler eu mencionar que Jane se apaixona por seu patrão, ela consegue enxergar o homem por trás da pouca aparência, ainda que inicialmente tenha se assustado com seu jeito de ser, não demora para que ela note que ele é uma figura sarcástica, inteligente, provocador, que a busca para diálogos instigantes e essa aproximação que aflora aos pouquinhos, vai se estreitando, a relação ganha força, e um pedido de casamento acaba sendo feito&#8230; porém não se concretiza, ainda que se tente explicar aquilo que não se tem explicação, os caminhos deles em determinado momento da história se separam, e mais uma vez, nos deparamos com nossa protagonista partindo rumo a uma nova jornada, que ela se quer planejou, tomou para si consciência do que estava fazendo e as consequências disto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5038 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1024x576.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-300x169.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-768x432.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1536x864.jpg 1536w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-2048x1152.jpg 2048w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1920x1080.jpg 1920w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-1170x658.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Blog-03-Jane-Eyre-585x329.jpg 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Jane é uma personagem <strong>complexa</strong>, mas que cativa o leitor. Junto com ela vivemos um misto e milhares de emoções, reviravoltas a cada virar de página. Como mencionei inicialmente, não é um livro focado no romance e sim no amadurecimento e crescimento da protagonista, o romance está ali presente, ele representa momentos importantes e decisões que mudam o rumo da história por diversas vezes, mas o foco é nossa Jane e suas muitas faces; A garotinha oprimida e rejeitada, a adolescente dedicada e determinada, a professora, a preceptora, a mulher que se apaixonada, que tem necessidade de ser amada, que quer viver um amor e ainda assim, deseja ser livre, jamais aceitando se tornar uma prisioneira, uma pessoa de muito fé, moldada por ensinamentos de moralidade, ética e status social, e por aí vai&#8230; Jane é muitas em uma só e essa intensidade e força fica muito clara para o leitor.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Acusada em meu próprio tribunal, a memória dava evidências das esperanças, anseios e sentimentos que eu acalentava desde a noite anterior, do estado de espírito em que me encontrava nas últimas quase duas semanas, e a razão se interpôs, séria e austera, mostrando a realidade em contraste com o que eu havia idealizado. E minha própria conclusão foi de que nunca habitou a terra e respirou o ar da vida uma tola maior que Jane Eyre; que nunca existiria alguém tão pateta a ponto de se fartar com mentiras doces e engolir veneno como se fosse néctar.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eu confesso para vocês que <strong>AMEI</strong> essa leitura, o livro é grande, mas não é cansativo, você deseja ler mais, descobrir o que está por vir, a revelação do segredo e mistério que ronda parte da história. Já aviso também que aqui em minhas palavras, não fiz jus a tudo que vocês irão encontrar, <strong>Jane Eyre</strong> é uma grande leitura, com muitas nuances, acontecimentos e reviravoltas que você não imagina que irá encontrar. E tudo isso me encantou e me prendeu, proporcionando uma leitura muito especial. Entretanto, ainda assim, preciso dizer que retirei meio ponto da minha nota, porque conclui a leitura com um gostinho agridoce, eu esperava, ou melhor, eu torci por um final diferente, eu ansiei verdadeiramente por algo a mais&#8230; ela merecia um desfecho de roubar o fôlego. Mas, preciso deixar muito claro que essa é uma opinião totalmente <strong>MINHA</strong>, e que muito provavelmente até a Jane pensa o contrário. Houve também outros pontos que me incomodaram, mas são detalhes que provavelmente só são levantados pela época em que vivemos, mas que se fosse uma mulher da época, “entenderia”, ou não&#8230; para exemplificar temos emoções dúbias da Jane, codependência&#8230; enfim, nada que tire a grandiosidade da obra.</p>
<p style="text-align: justify;">Preciso ainda falar sobre a edição linda da <strong>Principis</strong>, diagramação com espaçamento e fonte confortáveis, mancha de qualidade, tudo está muito bonito.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica aqui essa super dica de leitura. Vou torcer para ter despertado a tua curiosidade e que assim como eu, você leia e goste muito.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-5039 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-206x300.jpg" alt="" width="206" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-206x300.jpg 206w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-702x1024.jpg 702w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-768x1121.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_-585x854.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/71s9CUeyTCL._SL1500_.jpg 1028w" sizes="(max-width: 206px) 100vw, 206px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JANE EYRE</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Sinopse: </strong>Mistério, traição, escândalo e um amor que transcende o tempo Desde o momento em que Jane Eyre colocou os olhos no proprietário de Thornfield Hall, soube que sua vida mudaria irrevogavelmente. O homem enigmático, complexo e tentador exige tudo o que Jane tem a oferecer ao convidá-la para uma jornada dos sentidos que escandalizaria a sociedade. Em seus braços fortes, ela se rende aos desejos mais sombrios do homem amado e descobre que os dela são igualmente abrasadores, mergulhando-a em um mundo que nunca suspeitou existir, mas do qual não quer mais escapar.</em></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Clássico, Romance de Formação | Jane Eyre | <strong>Charlotte Brontë</strong> | <strong>Principis</strong> | 1ª Edição | 2021 | 576 Páginas | Tradução: Patricia N. Rasmussen | Cortesia do Blog Parceiro | Classificação: 4,5/5 | <strong>Onde encontrar: <a href="https://www.skoob.com.br/livro/1703ED11817625" target="_blank" rel="noopener">SKOOB</a> &#8211; <a href="https://amzn.to/4aLW66u" target="_blank" rel="noopener">AMAZON</a></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Até a próxima! Bye.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O Retrato de Dorian Gray &#8211; Oscar Wilde &#124; Civilização Brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2023 18:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Youtube]]></category>
		<category><![CDATA[Civilização Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Wilde]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá, pessoas! Hoje vamos conversar sobre um clássico mundial &#8220;O RETRATO DE DORIAN GRAY&#8220;, do&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Olá, pessoas! </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje vamos conversar sobre um clássico mundial &#8220;<strong>O RETRATO DE DORIAN GRAY</strong>&#8220;, do autor Oscar Wilde. Confesso que estou amando conhecer os clássicos e a cada leitura fico mais feliz em perceber o quanto eu estava enganada sobre eles. Deem uma chance, leiam também.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ulRhWJruSEc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
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		<title>Drácula &#8211; Bram Stoker &#124; DarSide Books</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2020 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Youtube]]></category>
		<category><![CDATA[Bram Stoker]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[DarkSide]]></category>
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					<description><![CDATA[Olá, pessoas! Enfim, me rendi e li um CLÁSSICO, e caros leitores, que baita livro,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-ZnS5hDPMdUM/X7RWZbBDPFI/AAAAAAAAKHA/wlu0KY9pF2IldpRxmcFY-ACjhdgQngtOQCLcBGAsYHQ/s1867/Dr%25C3%25A1cula.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="1071" data-original-width="1867" src="https://1.bp.blogspot.com/-ZnS5hDPMdUM/X7RWZbBDPFI/AAAAAAAAKHA/wlu0KY9pF2IldpRxmcFY-ACjhdgQngtOQCLcBGAsYHQ/s16000/Dr%25C3%25A1cula.jpg" /></a></div>
</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Olá, pessoas!</b></p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, me rendi e li um <b>CLÁSSICO</b>, e caros leitores, que baita livro, que leitura incrível. Vocês podem conferir minhas impressões no vídeo abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/VOf8cYSFBgc" width="560"></iframe></p>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-i5awWUtZd9s/X43tK9bAdoI/AAAAAAAAKD4/rJy0Y63wfb06VoPMYlTnhE2XM-x9KEnUwCPcBGAYYCw/s320/ma82tw.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="121" data-original-width="320" src="https://1.bp.blogspot.com/-i5awWUtZd9s/X43tK9bAdoI/AAAAAAAAKD4/rJy0Y63wfb06VoPMYlTnhE2XM-x9KEnUwCPcBGAYYCw/s0/ma82tw.png" /></a></div>
<p></p>
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