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	<title>Netflix &#8211; Atitude Literária</title>
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	<description>Site literário feito para verdadeiros apaixonados por livros e tudo que eles representam.</description>
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		<title>Eu assisti: A Sociedade da Neve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Biia Rozante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2024 23:14:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Eu assisti]]></category>
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		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[Caros leitores! Vocês conseguem se imaginar entrando em um avião, ele caindo em uma montanha&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Caros leitores!</strong> Vocês conseguem se imaginar entrando em um avião, ele caindo em uma montanha erma, primeiro sobreviver a essa queda, e mesmo machucado precisar lutar para seguir vivo em um local que só tem neve, quase nada de comida, roupas, ou qualquer equipamento mínimo para sobrevivência, e muitos mortos ao seu lado, pessoas que você conhecia?</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma trágica história real, que ganhou uma adaptação cinematográfica, baseada no livro homônimo “A Sociedade da Neve, do jornalista <strong>Pablo Vierci</strong>, publicado no Brasil, pela Companhia das Letras.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 13 de outubro de 1972, o time de rúgbi Uruguaio, juntamente com alguns amigos e familiares, fretou um avião da Força Aérea do Uruguai, com destino a Santiago, no Chile para uma competição. Ao todo 45 pessoas estavam a bordo. Durante o trajeto a aeronave se choca contra uma montanha da Cordilheira dos Andes. Com a queda muitos dos passageiros e tripulantes morrem. Aqui já irei deixar meu primeiro parecer, foi muito inteligente a maneira como <strong>J.A. Bayona</strong> (diretor) escolheu não ficar retratando o entorno, as histórias, ou os personagens antes da tragédia, o foco não era nos apresentá-los antes e sim, ressaltar a sobrevivência. Em poucos minutos desde o início do filme, já somos transportados e impactados com a sequencia de cenas que marcam a queda aterrorizante, a aeronave se partindo, os bancos se desprendendo e se chocando uns nos outros, corpos sendo arremessados para fora, corpos sendo esmagados, sangue, desespero, membros se quebrando, tudo diante dos teus olhos, é uma cena que rouba o ar, que consegue transmitir o terror, o pânico do que está acontecendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a queda, nos deparamos com um grupo muito desnorteado, mas sem tempo a perder, e logo eles correm para ajudar uns aos outros, encontrar sobreviventes e ajudar os feridos. Ao final daquela primeira varredura vinte e nove pessoas seguem vivas, mas esse é apenas o início das dores, eles estão em um ambiente hostil, cercados por montanhas congelantes, metros de neve e não possuem o mínimo para sobreviver. Ainda que tomem decisões importantes de procurarem um meio de se isolar dentro do que restou da aeronave e fechar as frestas de ar para passarem aquela primeira noite, o clima é implacável, e o inevitável acontece, mais pessoas acabam morrendo congeladas, ou em decorrência da gravidade de seus ferimentos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5008 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/A-Sociedade-da-Neve-tudo-sobre-o-novo-filme-da-Netflix-1024x640.jpg" alt="" width="1024" height="640" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/A-Sociedade-da-Neve-tudo-sobre-o-novo-filme-da-Netflix-1024x640.jpg 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/A-Sociedade-da-Neve-tudo-sobre-o-novo-filme-da-Netflix-300x188.jpg 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/A-Sociedade-da-Neve-tudo-sobre-o-novo-filme-da-Netflix-768x480.jpg 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/A-Sociedade-da-Neve-tudo-sobre-o-novo-filme-da-Netflix-1170x731.jpg 1170w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/A-Sociedade-da-Neve-tudo-sobre-o-novo-filme-da-Netflix-585x366.jpg 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/A-Sociedade-da-Neve-tudo-sobre-o-novo-filme-da-Netflix.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Os dias se alongam, eles precisam aprender a extrair água da neve, se viram como podem com o que encontraram de alimentos. Um dos passageiros, estudante de medicina, consegue oferecer um “suporte” aos mais feridos, e todos tentam se ajudar como podem. Encontram um radinho e é por ele que recebem notícias do mundo exterior, e é por lá que também tomam ciência que as buscas por eles foram interrompidas depois de duas semanas, eles foram dados como <strong>mortos</strong>. O clima é extremo demais e seguir com as buscas impossível. Mais uma vez, somos tomados pelo desespero daquele grupo, que veem suas vidas se esvaindo por entre seus dedos.</p>
<p style="text-align: justify;">Caminhar para longe de onde estão se revela algo quase impossível, são metros e metros de neve, um clima extremo, fora a desidratação, a fome, por consequência a desnutrição, o sol que queima sem nenhuma misericórdia, e todo o mal-estar que a altitude provoca. Não existem opções, caminhos, meios, só um bando de jovens perdidos e agonizando em vida.</p>
<p style="text-align: justify;">É só então que as primeiras conversas sobre se alimentar dos mortos começam. É muito importante deixar claro aqui, que isso é retratado de modo muito sensível, sutil, não tem nada escancarado, o filme foge do <strong>sensacionalismo</strong>, do mórbido, do que poderia tornar isso ainda mais difícil do que já é. O que ganha a tela, é a angústia, a agonia, a aflição diante do fim iminente, e ao que se resumiu toda aquela situação. Não é uma decisão fácil, nos acompanhamos o terror psicológico que eles estão enfrentando, o conflito moral, religioso, a luta entre sobreviver e morrer a uma mordida, e é agonizante acompanhar isso. Os choros, as lembranças, o incomodo, o quanto aquilo os consome ao mesmo passo que os alimenta. Não é sobre certo ou errado, é sobre desespero e sobreviver.</p>
<p style="text-align: justify;">Serão setenta e dois dias perdidos no meio da Cordilheira. Ao final desta trajetória dolorosa e drásticas, apenas dezesseis sobreviverão. E é graças a dois dos jovens (<strong>Fernando Parrado</strong> e <strong>Roberto Canessa</strong>), que estão em condições razoavelmente melhores que os demais, que caminharam por dez dias, até que encontraram o cavaleiro <strong>Sérgio Catalan</strong>, que os leva para casa, os alimenta e chama o resgate. E os jovens, no dia 22 de dezembro, de 1972, são resgatados.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5018 size-large" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Captura-de-tela-2024-01-06-223839-1-1024x682.png" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Captura-de-tela-2024-01-06-223839-1-1024x682.png 1024w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Captura-de-tela-2024-01-06-223839-1-300x200.png 300w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Captura-de-tela-2024-01-06-223839-1-768x512.png 768w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Captura-de-tela-2024-01-06-223839-1-585x390.png 585w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Captura-de-tela-2024-01-06-223839-1-263x175.png 263w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Captura-de-tela-2024-01-06-223839-1.png 1160w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">É difícil dizer que uma obra adaptada da vida real é bonita, ainda mais uma carregada de tanta dor e perdas, mas a produção me <strong>surpreendeu</strong> por focar em pontos que vai muito além do sofrimento, da angústia, do desespero, ainda que sejam pontos presentes. Bayona, consegue trazer a humanidade, a camaradagem, a união, a maneira como o grupo escolhe se apoiar, cuidarem uns dos outros, cada um oferecendo aquilo que pode. O que fica no final, mesmo com todo o horror, é a mensagem de esperança, de otimismo, fé e força. E nos faz questionar sobre; o que você faria diante de uma situação como aquela? E se fosse você ali? Até onde você iria para sobreviver?</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não sou profissional para falar sobre fotografia, trilha sonora, enquadramento de câmera, figurino, maquiagem, atuação&#8230; e por aí vai. O que posso deixar aqui é minha impressão como leiga, e eu amei tudo sobre a produção, achei o trabalho muito bem-feito, os atores muito bem diante dos papeis representados, eles transmitem a emoção, está no olhar, na forma como o corpo fala, em tudo. E achei o figurino e a maquiagem muito bem-feitos, coerentes, me passou verdade. O cenário muito bem explorado, enfim, já deu para perceber que eu gostei.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas assistam, prestigiem a obra, ela está disponível na Netflix. Assista ao trailer a seguir:</p>
<p><center><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/zPw-NNjZbHo?si=3qfROFL5cEiBFPAI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></center></p>
<blockquote><p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-5006 alignleft" src="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/5988725-198x300.webp" alt="" width="198" height="300" srcset="https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/5988725-198x300.webp 198w, https://atitudeliteraria.com.br/wp-content/uploads/2024/01/5988725.webp 415w" sizes="(max-width: 198px) 100vw, 198px" /></p>
<p><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p><strong>Original:</strong> La Sociedad de la Nieve</p>
<p><strong>Ano Produção:</strong> 2023</p>
<p><strong>Duração:</strong> 144 minutos</p>
<p><strong>Gênero:</strong> Aventura, drama, baseado em fatos, adaptado de livro, história</p>
<p><strong>Classificação indicativa:</strong> 14+</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Bernat Vilaplana, J. A. Bayona, Jaime Marques, Pablo Vierci</p>
<p><strong>Produção:</strong> Belén Atienza, Lilia Scenna, Sandra Hermida, J. A. Bayona, Pablo Vierci</p>
<p><strong>Direção:</strong> J. A. Bayona</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Agustin Pardella, Enzo Vogrincic, Matias Recalt, e outros&#8230;</p></blockquote>
<p>Até a próxima! Bye.</p>
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