Resenha: A Mais Pura Verdade – Dan Gemeinhart / @Editora Novo Conceito.

por Biia Rozante
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Classificação: 5/5 

Sinopse: A mais pura verdade – NUNCA É TARDE DEMAIS PARA VIVER A MAIOR AVENTURA DA NOSSA VIDA. Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.



Ainda preciso de um tempo para respirar.



A Mais Pura Verdade tem como enfoque um tema que tem sido muito utilizado nos últimos anos… O câncer. Mas engana-se quem pensa que esse é só mais UM livro… ele vai além, ele é mais. O livro a narrado pelo Mark, mas ao final de cada capítulo somos agraciados pela visão da Jesse, nos mantendo informados de como ela e a família de Mark estão reagindo diante de sua aventura.

Mark é um jovem de doze anos, que desde muito criança se viu preso a essa doença que rouba sua vitalidade e alegria a cada dia que passa. Ele é um jovem que me conquistou nas primeiras páginas, por correr atrás de seu sonho, mesmo que de forma impulsiva. Ele se nega a ter medo, se recusa a desistir. Eu fiquei fascinada com sua inteligência e coragem.
O livro narra essa busca de Mark por esse objetivo (Escalar a montanha, cumprir a promessa que fez ao seu avô). E é o que ele faz. Após receber um novo diagnóstico, ele decidi embarcar em uma aventura. E de maneira muito corajosa e determinada, ele juntamente com seu fiel escudeiro Beau (Seu cachorro, melhor amigo e herói) e as lembranças de sua melhor amiga Jesse que lhe fazem companhia em dias de solidão, parte em busca de realizar sua meta, seu sonho…

Mesmo a muitos quilômetros de distância,um amigo ainda pode segurar sua mão e estar ao seu lado.

Há, não posso me esquecer de mencionar sua máquina fotográfica, daquelas de antigamente que precisavam de filme e levar para revelar. Com esse aparelho em mãos, ele capta os momentos mais simples e marcantes que surgem em seu caminho. 


Durante sua trajetória, Mark tem muitos obstáculo. Além das dores e sintomas causados pela doença. E uau, como eu sofri, como chorei, fiquei apreensiva, roendo as unhas, necessitando ler mais e mais para que fosse capaz de chegar ao final dessa história alucinante. E a cada nova página eu me surpreendia e aprendia com uma criança de 12 anos.

Mark é um guerreiro, um lutador voraz, que segue seu destino, sempre focado e se recusando a desistir, a esmorecer. Mesmo que em muitos momentos isso seja exatamente o que ele quer, colocar um fim a dor.


– Viver com medo não é jeito de se viver, querido…


A história é dolorosa, com emoções reais. Não havia chegado nem no capítulo 6 e já estava submersa em lágrimas. Mas como poderia não estar? Meu coração se rasgava a cada página, experimentei a angustia, o medo e a dor tudo de uma só vez. Eu vibrava a cada conquista e chorava a cada obstáculo.


Você já imaginou receber um diagnóstico te acusando de ter uma doença que ao invés de regredir só avança? Já parou para pensar em tudo que você gostaria de ser capaz de realizar e que possivelmente não vai? É no mínimo desesperador. Agora imagina o que isso é capaz de fazer com uma criança de 12 anos?


(…) Agora era a minha vez. Minha vez de viver uma vida linda e corajosa…

Em minha opinião o autor Dan Gemeinhart foi meticuloso e conseguiu com sutileza e muitas emoções, passar para nós leitores cada sensação vivida e saboreada por nosso protagonista. (eu queria ser capaz de pegá-lo no colo e apenas o abraçá-lo, confortá-lo ao ponto de prometer que tudo ficaria bem).


Mark me ensinou que escalar a montanha está além do sentido literal da palavra. Ele quer nos dizer que escalar é enfrentar, lutar é buscar o milagre. Que o impossível é apenas uma questão de escolha. Ele me ensinou a viver e não apenas existir. Me ensinou a ser mais forte e nunca desistir. Me mostrou que preciso olhar além dos meus medos, além de mim mesma.


(…) Talvez ele queira ser o herói, ao menos uma vez. Talvez ele tenha perdido tudo. Os amigos. A família. O futuro. Todas as coisas que ele queria fazer. Sua vida. Então talvez tudo o que tenha sobrado para ele seja a própria morte. É tudo o que ele tem. Então ele quer isso.


Isto é uma coisa que não entendo: por que desistir sempre parece bom até que você o faça.


Se Mark escalou a montanha ou não, eu não posso dizer. Se ele se cura ou encontra o caminho de volta para casa, eu também não posso falar. Mas uma coisa eu digo, LEIA esse livro e experimente uma aventura e caminhada na busca pelo verdadeiro sentido da vida. Aprenda com uma jovem criança. Se deixe envolver e se apaixone. 

De vez em quando, mesmo as repostas certas parecem erradas, se você não gosta da pergunta. Essa é a mais pura verdade.


A Mais Pura Verdade é um livro envolvente, forte, intenso e sábio. O livro fala de Superação, força, determinação, amizade, amor, família. Acreditar em si mesmo, se surpreender. De nada adiantava criar mil e uma teorias para o que viria a seguir, Dan sempre me chocava. De longe uma das leituras mais prazerosas e proveitosa da minha vida. Um livro que ficará registrado para sempre como um grande marco. O dia em que eu vi o mundo através dos olhos de uma criança doente e que verdadeiramente me mostrou que a doente era eu (Doente pela cegueira, pelas limitação que me auto imponho, pela falta de fé e determinação). Uma criança que me mostrou uma nova perspectiva, uma nova forma de enxergar a vida.


De agora em diante vou prestar mais atenção nas minhas escolhas. Na forma como tenho levado e tomado minhas decisões. Irei ficar mais atenta ao mundo que me rodeia, valorizar os verdadeiros amigos e amar com mais intensidade.

RECOMENDO muito, na verdade eu realmente quero que você leia a esse livro, ele irá te prender, cativar, envolver e surpreender.
P.S. Preciso fazer um comentário sobre a beleza do livro, a capa que retrata exatamente a essência da história, a diagramação elegante. E as divisórias de capítulos na cor preta. Que reunidos obtiveram um resultado final apaixonante.

Livro: Cortesia Editora Novo Conceito.

Até a Próxima! Bye.

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Cantinho da Caro 13 de fevereiro de 2015 - 07:23

Que tristeo livro!
Ótima resenha!

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